29
jun
2012

Uma confissão que diz tudo!

Uma confissão que diz tudo!

Hoje, no consultório, aconteceu algo que me deixou muito feliz.

Tenho uma paciente, que trabalha há muitos anos em uma loja de calçados daqui de Pinda, uma moça de uns 45 anos de idade, sempre muito tímida, que nunca foi de puxar conversa. Às vezes perguntava algo a ela com a intenção de me aproximar mais… e ela só me respondia com a cabeça ou dizia sim ou não!

Enfim, essa paciente tinha um diastema imenso entre os dois incisivos centrais, e por possuir problemas periodontais, um deles era bem mais baixo que o outro, com enormes restaurações em resinas nas proximais, já bem escurecidas e manchadas. Há alguns meses eu troquei suas restaurações e fiz um belo clareamento, fechei seu diastema e alinhei a incisal com um pequeno desgaste. Modéstia à parte, ficou show… eu amoooooo estética, então sou bem sistemática com meus resultados finais.

Pois bem, hoje ela chegou com um baita SORRISÃO no rosto e antes mesmo de sentar na cadeira, já começou a falar:

- Doutora, tenho que agradecer à senhora ! Minha chefe me subiu de cargo, me colocou como gerente da loja, disse que está muito feliz com meu desempenho desses dias para cá… que eu estou comunicativa com os clientes e que não sabia o porquê dessa mudança, mas que eu estava de parabéns. Que sempre me achou muito competente, de confiança… sempre quis me subir de cargo, mas devido a minha grande timidez, não me colocava como gerente, pois isso iria prejudicar as negociações com fabricantes. E que por eu estar bem comunicativa, estava na hora de me colocar como gerente! Sabe doutora sempre gostei muito de falar, mas tinha vergonha dos meus dentes… então evitava ao máximo abrir minha boca. Principalmente com pessoas desconhecidas. Depois que a senhora transformou meu sorriso,  me senti outra pessoa… muito mais segura e bonita, e isso me rendeu até essa promoção em meu serviço!”

Ganhei o dia. Não poderia ficar mais feliz com a confissão dessa paciente.

Com essa confissão só tive mais certeza do quanto vale um sorriso bonito, do quanto um sorriso pode influenciar a vida de uma pessoa, do quanto minha profissão é lindaaaaaa demais!

 

Luciana Bason
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Pindamonhangaba/SP



28
jun
2012

O Ministério da Saúde adverte: Mascar fumo é prejudicial à saúde

O Ministério da Saúde adverte: Mascar fumo é prejudicial à saúde

Escolhi este assunto porque fiquei espantado com a quantidade de jovens do meu estado que fazem uso do fumo de mascar… e como esta prática não é muito conhecida , achei o tema pertinente.

Mascar fumo ou tabaco não é uma alternativa inofensiva. Muito pelo contrário, diga-se de passagem. É verdade que assim você não aspira monóxido de carbono, mas os níveis de nicotina são igualmente elevados, aumentando o risco de desenvolver pressão alta e doenças cardiovasculares. Sem falar, é claro, do risco do temido câncer bucal, na laringe, na faringe, no esôfago e até no cérebro, que pode chegar a um nível 50 vezes maior do que uma pessoa que não faz uso do fumo.

O tabaco pode diminuir os sentidos do olfato e paladar, aumento da mortalidade infantil, quando a mãe o utiliza, doenças ateroscleróticas e doenças vasculares periféricas, como aneurismas, coágulos sanguíneos e derrames cerebrais.

Mais do que isso, o fumo de mascar pode causar gengivites gravíssimas , escurecimento dos dentes a níveis muito altos e a terrível halitose.

Como tabaco é tabaco, independente se você fuma, aspira ou mastiga, a nicotina está presente nas três formas e ela é viciante, ficando apenas a um passo de fazer uso do cigarro.

Só para ilustrar, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o fumo de mascar causa 90 % de todos os casos por câncer na Índia, onde esta prática é mais usual.

Relatos de meus clientes no consultório me deixaram mais perplexo ainda. Como o fumo de mascar não é ingerido por quem faz uso dele, depois que se masca, ele é colocado entre a bochecha e os dentes, ficando neste local por um grande período. E como ele faz o usuário salivar com mais abundancia, esta saliva recheada de tabaco é descartada em qualquer lugar que o consumidor esteja.

Universitários, dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária, que foram citados como maiores usuários, consomem o fumo de mascar dentro das salas de aula e para não cuspir no chão, levam copos para descartar esta saliva ou se utilizam de recipientes comunitários feitos de garrafas pets cortadas, como se fosse uma cuspideira coletiva. Podem acreditar, isso é real!!!

Para ser ameno nas minhas considerações, acho difícil de se acreditar que isso possa acontecer dentro de uma sala de aula universitária com professores compactuando com o uso do fumo. Mas como eu tive acesso direto a pessoas que presenciam tal cena ou que fazem parte dela, acredito.

Já que o assunto é fumo, vou abrir um parêntese aqui, para falar do cachimbo de água ou narguilé, que está muito em moda agora e que também tem um poder nocivo altíssimo a saúde. Ao contrário da crença popular, esses cachimbos de água têm nicotina suficiente para criar dependência, mas por estar menos concentrada, reduz as náuseas e permite que o consumidor consiga ficar mais tempo exposto às substâncias cancerígenas do tabaco e a gases perigosos, como o monóxido de carbono.

Voltando ao fumo de mascar, caso a vontade de exercitar os músculos da face seja grande, opte por mascar chiclete sem açúçar, é menos perigoso para sua saúde, sem sombra de dúvidas!

 

Estevom Molica
Coordenador e DENTISTA DO BEM de Campo Grande/MS



27
jun
2012

Apolonias coming sons

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

A agressão contra as mulheres fere muito além do local atingido… Alcança a geração seguinte, os filhos, que mesmo não presenciando as agressões (e tomara que não!), convivem e são orientados por mães mutiladas em sua autoestima e confiança. É sabido que respeito, companheirismo e confiança são requisitos básicos na estruturação emocional do individuo, como afirmam vários psicoterapeutas. São esses justamente os três princípios ausentes em casos de agressão e violência doméstica, seja física ou verbal. Quando se auxilia na reconstrução dessas mulheres, e este termo – reconstrução- transcende a parte física, estamos ajudando a criar bases sólidas para alguém que tem a responsabilidade direta no desenvolvimento de outros indivíduos – seus filhos, e nos filhos de seus filhos… etc, etc. Devolvem-se respeito e confiança a quem precisa estar ereta e disposta a apontar aos filhos as melhores direções a seguir na vida.

Muitas vezes ficamos até chocados com a espontaneidade com que as crianças nos contam coisas. A Marília Martins expressou isso muito bem em sua crônica e eu gostaria de pegar uma carona no texto dela e mostrar algumas coisas que também vimos nesta triagem na Casa de Isabel. O foco aqui são os filhos que vieram acompanhando estas mulheres. Duas coisas me chamaram a atenção: a beleza das crianças e a quantidade de coisas que elas nos contaram, silenciosamente…

 

Como disse Paulo Freire, nós temos que ter esperança do verbo esperançar, porque há outros que têm esperança do verbo esperar.
Esperança do verbo esperar, não é esperança, é espera: eu espero que dê certo, espero que funcione, espero que resolva…
Esperançar é ir atrás, é juntar, é não desistir.

NA. A musica do vídeo é “Here comes the Sun”, dos Beatles por J. Pizzarelli. Num jogo de palavras entre coming soon, coming sons, e suns…

 



26
jun
2012

“Tô precisando”

“Tô precisando”

Amigos, não vejo a hora de nos reencontrarmos no Sorriso do Bem.  A realidade me deixa, cada vez mais, sem esperanças de um mundo mais justo e simpático. O essencial, para que uma sociedade esteja organizada e bacana para mim, para você e para todos, parece tão simples, claro e fácil de atingir. Mas infelizmente não tem sido.

A corrupção por todos os lados e níveis, falta de gentileza, hipocrisia, violência, entre outras mazelas, nos transformaram em bombas-relógio, prontas para explodir e atacar o próximo por qualquer descontentamento. A nossa impaciência não permite perdoar. Inclusive ” paciência e perdão” são duas palavras que preciso recordar e praticar.

Não sei se o mundo está diferente, mas o Brasil com certeza perdeu o rumo. Às vezes chego a pensar que os brasileiros são incapazes. Os hospitais, a polícia, o trânsito, o saneamento, a política, as escolas, nada funciona decentemente.

Somos nós realmente incapazes ou só nos falta ética e boa vontade?

Nesses momentos de profundo desanimo lembro desses 13 mil amigos que se encontraram, se reconheceram e se juntaram para mudar o mundo. Pensar nessa turma onde ética e boa vontade não faltam e a capacidade para cumprir bem a sua missão é magnífica, faz a esperança renascer.

Amigos, que bom encontrar vocês. Pena que nos reunimos tão pouco. Preciso e quero mais!

 

Saulo Nixon
Coordenador e DENTISTA DO BEM de São Gonçalo/RJ



25
jun
2012

Sonhos

Sonhos


Todos temos um sonho – ou mais de um. Algo que nos motiva a conquistar algo, ou apenas um desejo muito grande… e passamos a imaginar como seria ou será.

Como sou meio “louquinho”, sempre tive milhares de sonhos. Alguns mais fortes que outros. Alguns passageiros e outros que ficam até serem realizados.

Um deles era voar de avião. Para muitos uma coisa fácil, para outros, um pouco mais complicado.

No mês passado, fui de avião para Teresina – PI. Realizei um sonho que tinha desde novo. E foi muitoooooooo melhor do que eu imaginava. Uma sensação muito gostosa… dá um frio na barriga, o corpo fica mais pesado em algumas horas. Sem explicação, é ótimooooo.

Teve uma hora que começou uma turbulência e eu não sabia que aquilo era turbulência e disse, “Nossa que muito louco Finos, parece Playcenter”. E ele como a Dra. Nícia e Bason disseram, “Voce é doido, isso é uma turbulência”. Pra mim era tudo diversão e alegria rsrsrs.

E não foi só isso, chegando em Teresina, o Dr.Luiz Gustavo, que junto com a TdB foi protagonista deste sonho, me levou para passear de Ultra leve.

Nossa… foi muito mais emocionante e gostosoooo. Senti uma sensação de liberdade… aquele cenário lindo visto de cima, onde tudo fica tão pequeno e nada parece ter fim… as nuvens tão lindas, que deu vontade de pegá-las. Foi como se meu mundo tivesse parado, e por instantes, eu estivesse livre, feliz, com a missão cumprida.

Sonhos são sempre possíveis, basta você acreditar, lutar e nunca desistir. Mesmo que pareça algo inalcançável, mesmo que pareça tão difcil, não desista, não perca o brilho do seu sonho. Use cada obstáculo como um desafio que você irá superar, pois quando superado e o sonho for conquistado, nada no mundo irá tirar de você o prazer da conquista.

Só tenho a agradecer à TdB, e ao Dr.Luiz Gustavo. Muito obrigadoooooooooooooo

Manoel Araujo
Beneficiário do projeto DENTISTA DO BEM de São Paulo/SP



22
jun
2012

Novelas e novelas

Novelas e novelas

Agora a bola da vez nas novelas da Rede Globo é a vida das “domésticas”. Empregadas domésticas jovens, arrumadas, divertidas, talentosas, sorrisos lindos e que, na trama, fazem o telespectador lembrar ou conhecer as relações entre as empregadas e suas “patroas” – relações muito antigas e recheadas de todo tipo de saia justa.

Mas o que as novelas não contam é que os trabalhadores(as) domésticos(as) no Brasil ainda são tratados como cidadãos(ãs) de segunda categoria, pois não têm acesso a todos os direitos garantidos pela Constituição Cidadã (1988) e são historicamente marginalizados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Observando as novelas, percebemos que o emprego doméstico no Brasil é uma ocupação tipicamente feminina e de mulheres negras; ou seja, uma questão trabalhista determinada pelas desigualdades de classe, gênero e raça/etnia, que ainda hoje caracterizam a sociedade brasileira. Uma profissão marcada pela informalidade e baixa remuneração .

Segundo dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), mais de 70% das trabalhadoras domésticas brasileiras não têm carteira assinada, não recebem o salário mínimo e algumas ainda são vítimas da intolerância racial, assédio moral e sexual, aspectos que as novelas retratam e muito bem.

Também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/2009) e a Previdência Social apontam a existência de 7,2 milhões de trabalhadoras/es domésticas/os, dos quais 93% são mulheres, sendo dois terços destas mulheres negras. Impossível não lembrar que dentro desse quadro muitas delas são as mães de nossos jovens atendidos no projeto Dentista do Bem e, quando realizamos triagens em escolas, temos rotineiramente como resposta do jovem que seu pai é ausente, separado, “não mora comigo”, “não ajuda em casa”, “mataram ele”. Respostas que não são obra de ficção.

Os jovens triados pela TdB estão tendo suas oportunidades a tratamento odontológico ampliada com os 10 anos de trabalho voluntário dos mais de 13 mil dentistas. Mas e as suas mães? E a mulher que é arrimo de família, que como mãe abre mão de coisas para si, sempre colocando o filho em primeiro lugar?

Pensando num final feliz para novelas como essa, em 2007 a Turma do Bem teve uma idéia inovadora, inspirada no prêmio Nobel da Paz 2006 Muhammad Yunus – que aumentaria as chances dessas mulheres terem mais acesso a tratamento odontológico, com baixo custo, melhorando seus sorrisos, sua autoestima, suas chances de conseguirem mais trabalho: Projeto de Microcrédito para Mulheres.

Infelizmente nosso projeto ficou parado, contra nossa vontade. Mas as mulheres e especialmente as sete milhões de domésticas brasileiras, não estão paradas e nem as necessidades delas diminuíram com o passar dos anos. Ainda uma novela que espera um novo protagonista, ou uma participação especial para sair do papel. Quem sabe um dia!?

Renata Cancian
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Campinas/SP



21
jun
2012

Felicidade Plena ou Efêmera

Felicidade Plena ou Efêmera

Dançar é ser feliz. A vida assim como a dança é um grande espetáculo – e cabe a nós fazermos dela um espetáculo inigualável.

Em alguns momentos, ou quase sempre, precisamos encontrar o real sentido desta passagem, seja em Deus ou dentro de nós, como uma força que denominamos como quisermos. Os olhos de um filho pedindo ajuda, ou implorando para que essa força apareça, podem nos levar ao desespero, mas também podem nos acordar para que façamos aparecer os momentos felizes e eternizá-los em nosso cotidiano com eterno prazer. Como é difícil chegar a este ponto, tranformar o dia a dia em prazer e conseguir fazer das dificuldades a tal “felicidade plena” ou efêmera.

A dança faz bem para a alma e para o corpo ao mesmo tempo em que ensina a viver. Tranformar um simples passo básico de Tango, Forró ou Samba em lição de vida é uma questão de ponto de vista. Não é o passo em si, mas o estudo e o fundamento dele que conseguem tranformar aquele momento em magia. E através dessa magia a felicidade se torna plena.

Enfim, enquanto a dança significa refúgio para alguns, para outros compreende a reflexão e a paixão. Alguns escapam de seus tormentos enquanto outros os enfrentam. Isso pouco importa, pois dançar é uma arte, e como disse Pablo Neruda: “A arte lava da alma a poeira do dia a dia”, seja qual for.

Felicidades plena a todos.

 

Fátima Porto
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Belo Horizonte/MG



20
jun
2012

Superação e prazer!

Superação e prazer!

Sr. Gilberto é um vitorioso! Casado com D. Guiomar, vem batalhando na vida como todos nós e hoje é empresário no ramo de móveis. Não, não é esse tipo de vitória que eu quero destacar. Tenho certeza de que os méritos pessoais do Sr. Gilberto são outros. Quem, neste Brasil, não “ralou” para crescer?

Acontece que Sr. Gilberto chegou ao consultório, naquele dia de maio 2010, fazendo contas: “Sabe Doutor, disse ele, eu gastei R$ 200.000,00 em cigarro durante os 37 anos que fumei. Vai sobrar mais dinheiro no meu bolso daqui para frente. Tem mais, cada cigarro mede 10 cm e se enfileirarmos todos aqueles que eu traguei durante a vida nós teremos a distância de 54 Km percorridos pelo tabaco. Depois que coloquei o maço de cigarro sobre a geladeira e decidi parar de fumar, calculei também que vou economizar com vocês, dentistas, pois meus dentes não ficarão manchados pela nicotina como antes. Eu tinha que fazer limpeza quase toda semana. Ah, mais economias: vou mascar menos chiclete, pois o hálito de cigarro já não precisa ser disfarçado com goma de mascar; também não precisarei lavar as mãos a cada cigarro apagado para eliminar o odor dos dedos da mão direita…”

Meu amigo e paciente estava seguindo o roteiro proposto pelo autor americano do best seller “Eliminate self-sabotage & creating self confidence” de Anthony Robbins. O escritor afirma que nosso cérebro sempre tenta fazer algo bom para nós, buscando a felicidade e evitando a dor.

Todo mecanismo de mudança e aprendizagem que se apoiar no prazer, com certeza funcionará. Vamos supor que estejamos fartos de uma compulsão ou hábito que possuímos e queremos mudar: a técnica de superação precisará se apoiar no prazer, na alegria e nos pontos positivos que tal mudança vai nos trazer. Então, qual o desafio para evitar a auto-sabotagem? Não confundir nosso cérebro focando mais a dor que o prazer da superação!

Suponhamos que o Sr Gilberto, em vez de enumerar os pontos positivos da mudança, ficasse reclamando da saudade do cigarro. Seria possível parar de fumar?

Anthony Robbins relatou, em seu livro, uma pesquisa com macacos. Estes foram colocados em gaiolas especiais e dentro delas havia três quadrados: um amarelo, outro verde e mais um vermelho. Inicialmente eletrificaram o quadrado amarelo, que, ao ser tocado, causava dor. O animal passou a evitar o quadrado amarelo. A seguir, eletrificaram também o quadrado vermelho. O animal, após alguns dias, ficou depressivo. Por quê? Independente da escolha ele sentia dor. Quando os pesquisadores eletrificaram todos os quadrados, o macaco começou a se morder, jogar-se contra as grades e defecar em si mesmo. Às vezes, isso acontece conosco. Criamos jaulas em nossa mente, associando tudo na vida à dor e isso pode nos enlouquecer.

Não pretendo fazer qualquer campanha antitabagista. Inclusive gosto de cigarro, embora não seja um fumante na acepção da palavra. É que todos nós temos alguns hábitos que nos deixam irritados e queremos mudar a situação. Tomei a liberdade e trouxe para estas linhas a força do Sr Gilberto. Por sinal, ele foi ao Flash Back do Bem (2010) usando a camiseta da campanha da Trident. Tenho certeza de que ele, ao apagar a velinha, comemorando 2 anos sem fumar, em nosso consultório, sentiu-se senhor de si mesmo no controle daquele hábito.

 

Osvaldo Magro Filho
Coordenador e DENTISTA DO BEM de Araçatuba/SP



19
jun
2012

Norte e Nordeste do Bem

por Luiz Gustavo Oliveira
(coordenador voluntário de Teresina/PI)

 

Existem muitas máximas sobre ajudar aqueles com mais necessidades (“fazer o bem sem olhar a quem” ou “é dando que se recebe”), mas a imensa maioria das pessoas desconhece a grandiosidade que existe por trás do empreendedorismo social. Necessidade é um termo muito amplo, diferentes tipos de pessoas têm diferentes tipos de necessidade. A alguns basta um aperto de mão ou uma palavra de carinho, outros um prato de comida e um local para dormir. O fato é que todos podemos contribuir, de alguma maneira, à nossa maneira, para levarmos saúde, alegria e bem-estar a muitos adultos e crianças.

O I Norte e Nordeste do Bem – Fórum de Empreendedorismo Social, que aconteceu em 25 de maio, foi idealizado para promoção e divulgação de ações sociais que deram certo e, assim, alimentar nas pessoas esse sentimento e a certeza de que cada um de nós sempre tem algo a oferecer.

O evento foi iniciado com a palestra “Para fazer o bem, é preciso ser do bem”, do professor, consultor em marketing de serviços, especialista em marketing internacional, Daniel Brito. O tema foi abordado com bastante clareza, enfatizando que para se fazer o bem, realizar ações sociais, o indivíduo precisa estar em dia consigo mesmo. Por outro lado, é necessário divulgar os trabalhos sociais – não em benefício próprio, mas como forma de atrair mais participantes e auxiliar mais pessoas, como faz a TdB.

Houve também fóruns, que objetivaram mostrar ao público pessoas que tiveram coragem e estímulo para começar, apresentando projetos de vertentes variadas, mas com o intuito de ajudar a quem precisa. Tudo isso destacando que, com bom desenvolvimento do trabalho e esforço, é possível obter-se resultados positivos.

Destaque para a presença de Raquel Barros, psicóloga, fundadora da ONG “Lua Nova”, que acolhe jovens mães em situação de risco e trabalha para inseri-las de maneira segura na sociedade; Carlos Simão, que trabalha pelo crescimento da ONG “Sertão Vivo” a qual envolve comunidades da região do semiárido na construção artesanal/manual de poços tubulares rasos às margens de rios e riachos temporários, através das associações locais (o Instituto chega ao pequeno produtor rural afligido pela crônica falta de água para discutir, planejar e desenvolver um novo método de extrair água para sua subsistência); e alguns dentistas colaboradores da TdB, premiados pela OSCIP como melhores dentistas do mundo.

Tivemos ainda a palestra da atriz, psicóloga e escritora Maria Paula, baseada em seu livro “Liberdade Crônica”. Nela, de maneira bem humorada, foram discutidos a vida em sociedade e os valores morais de um mundo povoado de modernidades e hipocrisia.

Quem teve a oportunidade de estar presente ao Fórum, pode observar e absorver belíssimos ensinamentos de pessoas comuns que tiveram coragem, que enxergaram além de suas próprias paredes, de seu próprio mundo, e viram os próximos (às vezes não tão próximos) que precisavam de ajuda.

Grandioso será o dia em que pessoas comuns não precisem tomar para si, sozinhas, tantos problemas. Mas enquanto esse dia não chega, trabalhemos e demo-nos a oportunidade de comprovar que fazendo o bem ao próximo, bem maior estaremos fazendo a nós mesmos.



18
jun
2012

Mudar

Mudar

Já passamos pelo movimento hippie “paz e amor”, vimos a luta armada contra o regime militar. Já vimos a geração que sobreviveu às loucuras dos anos 60 e 70 e que logo arrefeceu com a necessidade de pagar as contas nos anos 80 e 90. A roupa colorida deu lugar ao terno cinza. A mochila de lã, comprada na Bolívia, virou a maleta 007.

As pessoas vem e vão, mas o desejo de transformar o mundo continua latentem como uma reminiscência de nossa espécie. É algo, ainda que vago, inerente ao ser humano. Desde a queda do muro em 89, a sociedade tomou consciência de que poderia de fato mudar sua realidade se unindo em números cada vez maiores. A menor célula da sociedade – o cidadão – poderia iniciar uma revolução.

Lógico que também vimos guerras motivadas por interesses individuais, crises geradas pela ganância e mortes causadas por motivos frívolos. Hoje, há um movimento do “nós” que toma conta das pessoas e muda a realidade. A revolta das massas que descobrem ter voz para mudar o mundo começa com um post em um blog ou um simples tweet.

A internet não é mais (se é que foi um dia) um meio para se enviar e-mails e criar perfis no Facebook. É muito mais. É a ferramenta que faltou na década de 60 para que os baby boomers pudessem levar a cabo seu objetivo de mudar o mundo. Não é de se espantar que nossa geração Y queira transformar a sociedade. Nós podemos mudar a realidade sim… podemos porque temos motivação, autoestima necessária e, principalmente, as ferramentas para isso.

Não há limites para o que a humanidade pode fazer ao utilizar corretamente esse imenso cérebro global. A rede como o espelho da própria humanidade pode fazer com que, finalmente, encontremos a solução para os nossas mazelas – nos conhecermos como espécie e como indivíduos.

Cleferson Ferreira
ESTUDANTE DO BEM de Olinda/PE