31
jul
2012

Anjinhos de Branco

Anjinhos de Branco

Esta semana começo minha corrida contra o tempo. Todos os anos a ONG Turma do Bem premia os melhores dentistas voluntários do mundo. No ano passado eu tive a grande surpresa e o privilégio de ganhar esse título no teatro Bradesco, em São Paulo, e este ano eu não concorro ao prêmio – faço parte da banca avaliadora.

Entretanto, aqui em Pinda/SP teremos quase 30 dentistas concorrendo a esse lindo e gratificante prêmio… e, este ano, quem ganhar leva um carro de presente.

É lógico que eu quero todos nós juntos nesse grande evento. E é ai que minha corrida contra o tempo começa.

O ano passado com enorme ajuda da prefeitura de Pinda, consegui um ônibus gratuitamente para levar todos os dentistas e não dentistas voluntários de Pinda para essa grande festa, onde representamos a nossa cidade com muito orgulho. Este ano não será diferente, vou batalhar para conseguir o ônibus novamente .

Além disso, realizamos uma pequena homenagem aqui em Pinda a esses “anjinhos de branco”, o que é uma batalha a parte, pois, para o evento ser organizado também dependemos de patrocínios, empresas que se sensibilizem com a nossa causa. No ano passado tivemos várias empresas Pindenses que nos ajudaram – infelizmente nenhuma na área de odontologia.

Bom, mas este ano é um novo ano, e mais uma vez estou começando essa jornada, que não é fácil, mas de muito importância… afinal esses voluntários, mesmo sendo a minoria, estão conseguindo transformar vidas, levando sorrisos a adolescentes carentes de Pindamonhangaba. Essas pessoas são muito importante para nossa sociedade, para nosso país, devem ser reconhecidas e respeitadas. E, apesar da dureza da batalha, no final, quando tudo dá certo e termina, o único sentimento que me resta é de dever cumprido.

 

Deixo aqui os nomes de todos os “anjinhos de branco de Pindamonhangaba”:

Rodolfo Moura Vieira

Nilton José Lira

Mario Antonio Guerreiro Franco Filho

Camila Alves Villardi

Aline Priscila Paim

Marinês Machado

Miury Patricia Vasconcelos de Souza

Jaqueline Vieira Tirelli

Viviane Sanches Koide

Dagmar Fialho Cronemberger Collus

Hércule Martinez Peregrino

Elisângela Baunstark Da Silva

Ester Carrasco Cenzano

Ana Carolina Macedo da S. Leal

Itamar de Amaral Silva

Renata Decio

Cristiane Barbosa Teixeira

Daniel Gualda Teixeira

Gilson Serra Nogueira

Patrícia Barbosa Morais

Luciana de Fatima Custodio

Giselle Christiane de Oliveira Maia Vadenal

Daniela Fernandes de Barros

Luciana Bason Marques

Bruna do Amaral Bagni


AHHHHH!!!!! E se você é dentista e quer fazer parte dessa nossa turma, ainda dá tempo. Saiba que temos muitos adolescentes precisando de mais “anjinhos de branco. Será muito bom tê- los com a gente!

Você pode entrar em contato pelo e mail: lubason@ig.com.br, ou pelo site da Turma do Bem.

 

Luciana Bason
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Pindamonhangaba/SP



30
jul
2012

Um pouco mais de mim

Um pouco mais de mim

Acho que já falei em outro momento que sou o filho mais novo de uma familia de sete irmãos, né? Tenho um irmão 10 anos mais velho, e entre nós dois há cinco mulheres. Isso mesmo, em 10 anos, 7 filhos. Acho que não tinha TV em casa nesta época … Rsrsrsrs.

Fui um filho muito desejado, e por isso sempre achei que não podia falhar, decepcionar e magoar minha família. Muito menos a minha mãe, que nos criou sozinha depois da separação do nosso pai – eu tinha 7 anos na época.

Vivo uma união homoafetiva estável há 18 anos e temos um filhote lindo de quase 7 anos, que desde bebê nos foi dado pela Justiça do estado do Mato Grosso do Sul, onde resolvi viver desde que sai de Minas, onde me criei e formei.

Resolvi vir para Campo Grande, pra poder viver minha vida com felicidade e não dar aquele desgosto que achava que daria a minha familia por causa da minha sexualidade. Claro que não iria conseguir esconder por muito tempo esta CONDIÇÃO – isto mesmo, esta é a palavra correta e não OPÇÃO, como muitos teimam em dizer. A única opção que tinha era ser ou não feliz, a condição nos dois casos não muda. Eu resolvi ser feliz e desde o momento que tive a aprovação total da minha familia, esta situação não era mais problema. Lembro-me muito bem quando contei pra minha mãe.

Não queria que ela achasse que tinha culpa, porque é assim que os pais sentem no primeiro momento… Sentamos juntos em um sofá na minha casa, eu não contive as lagrimas e as palavras não saiam. Ela já sabia que teríamos uma conversa séria, franca, me pediu pra me acalmar e falar. Quando tudo saiu da minha boca, ela disse a frase mais linda que ouvi : ” Meu querido, eu já sabia de tudo desde sempre, é a sua felicidade que me interessa e isso eu sei que você tem, você continua sendo o filho que nunca me trouxe problemas “. Não posso deixar de salientar que minha mãe é septagenária, de uma família mineira super tradicional e de pouca escolaridade.

A partir deste dia, resolvi que minha CONDIÇÃO seria o menor dos meus problemas e assim é. Vivemos no MS que é visto como um estado machista e retrógrado. Não levanto bandeira, mas não me calo diante do inesperado, sigo a minha vida como Ele me fez e me sentenciou. Por este motivo, sou a pessoa mais feliz que conheço.

Resolvi contar esta história porque acho que posso clarear a vida de algumas pessoas com ela. Todo mundo tem na familia alguém nesta condição ou está nela, e não sabe como lidar .

Lidem como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, sabem por quê? Porque realmente é… vocês gostam ou admitem que alguém que vocês não conhecem se metam nas suas vidas íntimas? Claro que não, né? Então, nossa vida íntima, independente da condição sexual, só interessa a nós mesmos. Sabe o que devem interessar aos outros sobre nós ? Caráter, dignidade, trabalho, respeito e amor ao próximo.
Vamos praticar esta crença .

Estevom Molica
Coordenador e DENTISTA DO BEM de Campo Grande/MS



27
jul
2012

Trânsito e alentos…

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

Acordo, numa terça feira ensolarada de abril, céu azul… hoje o dia promete, vai fazer muito calor, já sei, à tarde por volta das 4 horas o tempo fecha, o dia escurece, cai uma tempestade, a temperatura despenca 10 graus, e com a chuva o trânsito vai ficar caótico; não , não sou pessimista, sou paulistano.

Moro em Pinheiros, numa travessa da movimentada Teodoro Sampaio- nome dado em homenagem a um famoso engenheiro e geógrafo que trabalhou na cidade, e que hoje confunde-se com a dupla sertaneja. As ruas em Pinheiros têm nomes de bandeirantes, a que eu moro- Mateus Grou- homenageia um bandeirante mameluco, alias a maioria dos bandeirantes eram mamelucos. Mamelucos são os filhos dos cruzamentos de índios e brancos. Algumas ruas não são: a Cardeal Arco Verde, por exemplo, tem nome do primeiro bispo elevado à cardeal da América Latina; Artur Azevedo foi um poeta do início do seculo19, Rebouças foi o engenheiro responsável pela construção da estrada de ferro Curitiba -Paranaguá, dona de lindas paisagens (a ferrovia, óbvio!). Curiosamente a ruas que efetivamente chegam e saem do bairro não tem nomes de bandeirantes, o que me leva a pensar se os bandeirantes tinham mesmo esse poder desbravador.

Caminho muito pelo bairro, gosto disto. A gente acaba vendo melhor as coisas, descobre cantinhos, lojinhas, sapateiros, costureiras e acredite, até vídeo locadoras… que resistem aos tempos, e ainda são ótimos lugares para se “ descobrir” filmes extraordinários. Na região, o caos do trânsito reflete-se nas calçadas. Os pedestres não sabem que quando chove, transformam-se em portadores de necessidades especiais – o guarda chuva. Usando esta extensão corporal tornam-se mais agressivos e irracionais, “ a seco” muitos já agem assim, não há o mínimo de civilidade e educação; as pessoas agem de forma egoísta e centradas em si e em seu caminho.Alguns já agem em elevadores como a massa acéfala nas plataformas de metrô, se acotovelam para entrar sem mesmo aguardar as pessoas saírem – e olhe que o elevador só tem uma linha. Isso muito me impressiona, e pressiona… Mas às vezes temos gratas surpresas que reavivam as esperanças…

Na época, indo para o consultório pela manhã, estava frio e vinham pela mesma calçada, no sentido oposto, três moradores de rua envoltos em cobertores sujos. A calçada era estreita e insuficiente para nós quatro passarmos. Enquanto eu pensava por onde me espremeria ao aproximarmo-nos, eles abriram passagem e um deles ainda disse: “Bom dia, doutor! Bom trabalho!” Eu respondi, mas caminhei desnorteado com aquela atitude. Foi desconcertante, mas alentador.

Caímos aqui naquela velha historia do pré-conceito.

Há oito anos víamos bem mais moradores de rua. Muitos já eram bem conhecidos no bairro e tinham suas peculiaridades. Hoje em dia eles parecem não ter mais estas particularidades. São anônimos, atípicos e também ensimesmados… o que os diferenciam dos outros pedestres ? Os trajes… Às vezes nem isto. Quais seriam suas histórias?

erta vez presenciei uma cena extraordinária. Às 8 da manhã, um morador de rua sentado à beira da calçada, com uma latinha de massa de tomate com água na mão, escovava os dentes… mais do que a higiene bucal, ali ele lustrava sua dignidade !

Foi alentador, não sou pessimista, sou paulistano!

 



26
jul
2012

Que haja mudança, e que comece por mim

“Que haja mudança, e que comece por mim”

Encerrada a conferência Rio+ 20, fica a dúvida da real efetividade do evento.De imediato apontamos dezenas de falhas, tanto nos meios quanto nos fins.

Nós, que nos posicionamos e lutamos por uma causa, somos sabedores de que não agradaremos a todos e que as críticas fazem parte do pacote. E estas são, além de desagradáveis, pouco producentes. Por experiência própria, não quero repetir aqui a injustiça daqueles que criticam mas não apresentam melhores soluções.

Portanto, é percebido que de 92 até a presente data evoluímos muito menos do que se faz necessário tanto nas questões ambientais quanto nas sociais. Mas de quem é a culpa? Quem está negligenciando? O governo? Os empresários? A classe economicamente dominante? Os menos favorecidos? O seleto grupo de intelectuais e formadores de opinião? Seu vizinho? Meus amigos? Você? Eu? Quem vai pagar essa conta?

Devemos delegar aos chefes de Estado as mudanças e a construção do futuro que desejamos? Não! Não nos iludamos com o futuro ideal sem a atenção para o presente. Hoje é o momento, é a hora de fazer acontecer. Reflexão e coerência de nossos atos diários são forças propulsoras para a transformação.” Que haja mudança, e que comece por mim!”

É também importante propagar e replicar o bem, não somente cobrando atitude dos demais, mas também pelo exemplo e principalmente pelo encantamento.

Então, acredito que pelo simples fato de colocar em pauta e ampliar a escala de discussão das questões ambientais e sociais, a Rio+20 já se faz indispensável. Agora é com a gente. Vamos cuidar do ambiente a nossa volta e de todos àqueles que nele habitam, sempre com um olhar coletivo e generoso.

Saulo Nixon
Coordenador e DENTISTA DO BEM de São Gonçalo/RJ



25
jul
2012

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

No dia 15/6/2012, tive a oportunidade de ir pela segunda vez ao Rio de Janeiro. Na minha primeira experiência não desfrutei muito da cidade. Fui com a TdB, ano passado, nesta mesma época para o CIORJ ( Congresso Internacional de Odontologia do Rio de Janeiro).

Desta vez fui também com eles, para o Rio +20. Mas a diferença foi que eu pude conhecer melhor essa linda cidade.

Meu, que cidade incrível!!!!!!

Ao chegar, na sexta feira, vi de longe o Teatro Municipal do Rio, o porto, com aqueles navios gigantesssss. À noite, fomos jantar em um restaurante japonês que me chamou bastante atenção, pois tinha as mesas na rua e o garçom vinha nos servir – diferente dos restaurantes que já havia frequentado, havia opção de se comer na calçada.

O calçadão é realmente muito lindo, como dizem. Tive a oportunidade de andar por lá, notei que as pessoas lhe dão muito valor. Não via lixo na praia, muito menos perto do calçadão. A areia é diferente, o mar verde claro, dando para ver em alguns pontos, o fundo do chão.

Foi uma experiência linda. Vi o Pão de açúcar e o Cristo de longe, que estava iluminado de verde devido ao Rio +20. Não cheguei a ir em nenhum, mais só de ver de longe, já me deu uma alegria imensa.

Conheci pessoas incríveis, muito legais… pessoas que quero ter a amizade para sempre… pessoas que têm uma vibe muito legal. Quase todas as noites íamos para alguma festa de amigo que convidou um outro amigo e no final, todos estávamos juntos, rindo e nos divertindo. Revi a Lu Grimaldi, que foi uma fofa comigo, me falando de algumas partes do Rio que seria interessante conhecer e conversando comigo, como ela sempre faz.

Só Tenho a agradecer por esta oportunidade. Aqui deixo meus agradecimentos à TdB, à Lu Grimaldi e principalmente ao Doutor Fabio e ao Doutor Leonardo, por terem me aguentado estes dias no Rio, pois fiz várias perguntas, e por sempre estarem me ensinado algo sobre a vida.

A cada experiência que tenho, sinto-me mais motivado. Depois que li, quero ler mais, depois de ir ao Rio quero viajar mais e mais. E o melhor de tudo, eu posso trabalhar e me auto realizar, tanto profissionalmente, como pessoalmente. Não fui a passeio ao Rio e sim a trabalho, porém consegui unir o útil ao agradável.

Manoel Araujo
Beneficiário do projeto DENTISTA DO BEM de São Paulo/SP



24
jul
2012

Quem se importa?

Quem se importa?

No segundo ano da minha especialização em Saúde Coletiva, nosso “ irreverente professor” ganhava o prêmio Empreendedor Social pela Fundação Schwab (Suíça) e no ano seguinte a mesma premiação, porém agora da fundação Ashoka (EUA). Ninguém sabia direito o que significava tudo aquilo, nem ele mesmo!

Isso faz 6 anos e em 2012 a Tdb completa 10 anos e está internacionalmente reconhecida como uma das maiores e mais respeitadas OSCIP brasileiras.

E o que é um Empreendedor Social, afinal? Não sabe direito? Então vou indicar uma lição de casa: o documentário QUEM SE IMPORTA, que vi no cinema dias atrás, é uma injeção de ânimo para todos que sentem necessidade de fazer alguma coisa para muda o mundo, transformar realidades e não ficar esperando milagres ou passes de mágica para situações graves serem transformadas.

Durante o filme fiquei muito emocionada e chorei de felicidade por me dar conta que muitas das 19 entrevistas mostradas com os maiores nomes do setor, incluindo o Prêmio Nobel da Paz, o bengali Muhammad Yunus, o norte-americano Bill Drayton, fundador da Ashoka, eram pessoas que conheci pessoalmente e tive a oportunidade de conhecer seus trabalhos.

Muitos dos colegas coordenadores do projeto Dentista do Bem também tiveram a oportunidade de conhecer alguns deles durante as capacitações anuais promovidas pela Tdb e certamente se emocionarão quando virem esse filme.

Deixo aqui os empreendedores que mais me emocionaram e suas frases:

 

BILL DRAYTON (Ashoka / Estados Unidos – www.ashoka.org)

“O que define o empreendedor é que eles sabem quais os rumos que a sociedade tem que tomar, eles se preocupam profundamente com isso e farão acontecer”.

“Se conseguirmos que 20 ou 30% desta geração de jovens se tornem transformadores antes dos 21, nós vamos inverter o sistema. E para isso, os pais têm que se preocupar se seu filho de 15 anos está praticando ‘fazer mudanças’”.

 

EUGÊNIO SCANAVINO (Saúde e Alegria / Brasil – www.saudeealegria.org.br)

Seu lema é: “Saúde, alegria do corpo. Alegria, saúde da alma”.

“Quem é o governo? É um grupo que fica quatro, oito anos. Nós, empreendedores, estamos lá no Saúde e Alegria… eu estou há 20 anos lá em Santarém. Já passou vereador de montão, já passou prefeito de montão. Quem está lá todo dia? São os empreendedores que estão anos e anos todo dia aprendendo. Quem está lá? São as empresas que estão gerando emprego, estão fazendo aquele trabalho”.

 

VERA CORDEIRO (Saúde Criança / Brasil – www.saudecrianca.org.br)

“Aprendemos a metodologia ouvindo quem servíamos, que nada mais é que ajudar a família a pensar na sua própria vida e, por dois anos, se organizar em cinco áreas: saúde, educação, moradia, cidadania e auto-sustento”.

 

WELLINGTON NOGUEIRA (Doutores da Alegria / Brasil – www.doutoresdaalegria.org.br)

“O que uma empresa pode aprender com uma ONG? O que uma ONG pode aprender com uma empresa? E nesse processo, será que é possível a gente buscar uma convergência e justamente criar um novo modelo de gestão, um novo modelo de empresa que nasce socialmente responsável e que só é bem sucedida porque todo o seu entorno é bem sucedido também?”

 

JOAQUIM MELO (Banco Palmas / Brasil – www.bancopalmas.com.br

“Qual é a tese central? Qual é a certeza do banco comunitário? Não existe território pobre, não existe bairro pobre, não existe município pobre. Existem territórios, bairros e municípios que se empobrecem porque perdem suas poupanças locais“.

“Qualquerterritório, qualquer bairro, qualquer localidade é portadora de desenvolvimento econômico.”

 

KAREN TSE (International Bridges for Justice / Suiça – www.ibj.org)

Quando eu comecei o meu trabalho, as pessoas realmente pensaram que eu estava louca. Tantas pessoas me disseram que isso nunca daria certo. E então, um dia conheci Bill Drayton e ele me disse: ‘você não é louca, você é uma empreendedora social’”.

 

ISAAC DUROJAYIE (DMT Mobile Toillets / Nigéria – http://www.dmttoilet.com)

“Trazendo o espírito de um homem que gosta de fazer dinheiro, de um lado, e trazendo o espírito da Madre Teresa, a mulher que quer melhorar a sociedade de outro. Junte os dois e você terá um empreendedor social.”

 

OSCAR RIVAS (Sobrevivência / Paraguai)

“É a primeira vez que nós, enquanto espécie, nos sentimos globalmente ameaçados. Se todos os humanos, todas as comunidades de seres humanos, não reaprenderem a ética do cuidado, evidentemente nós estaremos eminentemente caminhando para a auto-destruição”

 

BART WEEDJENS (Apopo / Tanzânia – www.apopo.org)

O monge budista belga, que treina ratos para detectar a turbeculose em amostras de saliva humana e também para descobrir com ajuda deles, onde há minas terrestres em áreas de terra antes utilizadas pelas guerras.

“As pessoas simplesmente não acreditavam em mim. Elas apenas riam de mim e da minha ideia maluca. Mas na medida em que fomos progredindo e obtendo evidência científica, testada e certificada, as pessoas passaram a nos levar mais a sério”

 

QUEM SE IMPORTA é um longa metragem de 91 minutos e foi filmado em 7 países diferentes: Brasil, Peru, USA, Canadá, Tanzânia, Suiça e Alemanha. Um total de 20 locações em apenas 40 dias. O filme também conta com várias animações, além das cenas gravadas em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Espanhol).

O filme conta com a narração de Rodrigo Santoro. Direção de Mara Mourão e produção de Mamo filmes e Grifa filmes.

www.quemseimporta.com.br

 

Renata Cancian
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Campinas/SP



20
jul
2012

Ensaio sobre a surdez

Ensaio sobre a surdez

Após fazer um post em meu Facebook, no ano passado, recebi ligações dos amigos perguntado: “ Você está doente?” ,“ Aconteceu algo?”… Bem,  já que temos agora a oportunidade de escrever para o site da TdB, vou aproveitar a oportunidade e reviver um fato pessoal!

O carnaval 2011 trouxe-me grandes surpresas… Há 14 anos eu aguardava a visita de amigos norte-americanos. Eles queriam conhecer o Rio de Janeiro e assim o fizemos. A cidade maravilhosa continuava maravilhosa e o clima festivo do carnaval contagiava todos que estavam lá: turistas, moradores e os curiosos. No Leblon e em Ipanema, com vista para a comunidade do “Morro do Vidigal”, trios elétricos e blocos fantasiados passavam atraindo moradores que os seguiam dançando as conhecidas marchinhas de carnaval, os sambas-enredo e outros sucessos. Isso é muito bom para desenferrujar aquelas articulações que ficaram na preguiça por um ano. Dançar amolece a alma e dá flexibilidade à razão, dizem alguns psicólogos.

Fomos ao ensaio da escola de samba do Salgueiro, na contagem regressiva para o grande desfile. Fiquei boquiaberto! Não esperava encontrar, naquela quadra de treinos para o carnaval, as diversas gerações da comunidade que vive aquela “fantasia”. Ali estavam avós, filhos e netos, dividindo a mesma alegria e analisando criteriosamente o desempenho de seus sambistas mirins e adultos. Todos no embalo de uma bateria afinadíssima, cuja percussão nos sacode o corpo inteiro. Os globais e os turistas curiosos estavam ali junto à comunidade do Salgueiro. Nenhuma briga! Nenhum roubo! Nenhuma violência que pudéssemos perceber.

No dia seguinte, ao caminhar pela praia, observei um grupo de aproximadamente 10 pessoas conversando em Libras, a linguagem dos surdo-mudos. Fiquei impressionado como eles se comunicavam rapidamente e davam gargalhadas… Não entendi absolutamente nada porque não sei Libras. O fato me fez recordar aquele dia de conferências com o título de “Odontologia Deficiente” durante o Sorriso do Bem 2010. Foi surpreendente a análise dos portadores de deficiência discorrendo sobre as profissões que excluem ou dificultam o atendimento.

Ao voltar do Rio para Araçatuba, amanheci 100% surdo de um ouvido, segundo avaliação audiométrica. Consultei médicos e soube que existe uma patologia chamada Surdez Súbita, cujas causas podem ser: traumática (ouvir som alto), patológica (tumores cerebrais, infecções) e de etiologia desconhecida. Foi-me recomendado afastar da alta-rotação, tomar vasodilatadores, drogas para neuro-regeneração e complexo vitamínico. Fiquei muito assustado, pois não tive tempo de me adaptar à perda auditiva. A semana estava chuvosa e senti uma grande tristeza por não ouvir sequer os trovões. Lembrei-me daqueles que riam na praia do Leblon, conversando em libras e me perguntei como eles conseguiam dar risadas e se divertir?

Fui pesquisar o assunto e soube que ao ficarmos ao lado de uma caixa acústica que emite um som muito alto ou perto de uma bomba que estoura nas festas juninas, ou ainda, ao disparar um tiro de qualquer arma de fogo poderemos lesar de forma irreversível nossa audição. Aquele zumbidinho ouvido ao sairmos de uma festa, night club, jantar dançante etc., pode ser indício de que no dia seguinte poderemos ser acometidos pela surdez súbita, caso tenhamos predisposição. O difícil é saber quem é que tem predisposição…

Quando Saramago escreveu o “ensaio sobre a cegueira”, com certeza se colocou no lugar daqueles ali descritos. Esta experiência tem me ajudado a compreender as deficiências alheias porque eu as tenho em grande número e nem sempre sei lidar com elas. Há duas surdezes perigosas: a do corpo e a da alma.

Assim terminou o meu Carnaval 2011 e acho que entendi como funcionava o cinema mudo ao estilo Charles Chaplin. Compreendi também o que significa a tecla “mute” ou a tecla “SAP” de nossos televisores. Admiro a superação daqueles que tiveram que descobrir que no silêncio também há vida e alegria! Minha audição voltou gradualmente após 2 semanas do ocorrido e hoje estou muito feliz de poder contar este depoimento aqui no site da Tdb.

 

Osvaldo Magro Filho
Coordenador e DENTISTA DO BEM de Araçatuba/SP



19
jul
2012

Minhas viagens pelo Nordeste e a influência medieval no Sertão

por Luiz Gustavo Oliveira
(coordenador voluntário de Teresina/PI)

 

É uma nação
Dentro de um grande país
Um grande povo
Dentro de outro maior
E esse nó
Não desata nem destina
Que essa nação nordestina
O Brasil é o melhor

(Zé Ramalho em Intróito à Nação)


Vez por outra, me embrenho pelas quebradas do Sertão Nordestino numa viagem de pesquisa, descobrimento e encantamento. Uma experiência solitária e muito pessoal, embora esteja sempre bem acompanhado. Sou nordestino e embora tenha nascido numa capital já desenvolvida, me considero sertanejo. Minha alma é sertaneja e tudo que está ligado a esse universo me atrai.

Nessas andanças, procuro conhecer e absorver a essência, os costumes, o modo de viver dessa gente tão sofrida mas tão valente e sábia, que luta dia-a-dia pela sobrevivência em meio a tantas adversidades. Vou registrando tudo. As estórias do cangaço, as relíquias da saga musical do Nordeste: o xote, o xaxado, o baião, o aboio, a toada e aquele algo mais, remotamente ancestral, cujas origens, admitem os estudiosos, emanam do Portugal medievo.

Com minha maquina fotográfica vou colhendo instantes de beleza e registrando a alegria dessa gente que “ri quando deve chorar”. Sim, há muita alegria nessa gente e já tendo andando nesse País de Norte a Sul e Leste a Oeste, não conheço um povo alegre e espirituoso como há no Sertão do Nordeste. Ora foi daqui que saiu o maior humorista (Chico Anysio) e o mais autêntico e genial compositor e intérprete da musica popular do mundo (Luiz Gonzaga), inigualável em sua força telúrica e riqueza temática. Isso, para ficarmos em apenas dois exemplos.

Se vejo um grupo de vaqueiros tocando a boaida pela estrada, paro, desço, peço licença e puxo conversa. E quando dá, até as gravo. Encontro ali, vasto acervo cultural – não por veleidades livrescas (pois são homens de poucas letras), mas pela sabedoria de sentir e ver sem metafísicas ou assomos filosóficos. Ao me despedir, nunca deixo de pedir um aboio. O aboio é um canto sem palavras, entoado pelos vaqueiros quando conduzem o gado para os currais ou no trabalho de guiar a boiada para a pastagem. É um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia lenta, bem adaptada ao andar vagaroso dos animais, finalizado sempre por uma frase de incitamento à boiada: ei boi! boi surubim!, ei lá, boizinho! O aboio é uma identidade do vaqueiro. Pelo aboio, de longe, já se sabe quem vem pelas ingazeiras. Minhas lágrimas sempre caem.

Video com um aboio de Zé Cambaio:

 

Vaqueiro do Sertão na lida com o gado

Nessas viagens tento entender o sentimento do retirante. Aquele que vencido por tanto sofrimento em ver sua terra seca, seus filhos passando fome e seu gado morrer de sede decide abandonar seu rincão e partir pro Sul em busca de uma vida ou morte melhor. Morte e Vida Severina!

Alguém já disse que o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas. Pode ser. Nada porém magoa tanto a alma como o tempo que se esvai na distancia da terra mãe. Faz brotar no íntimo, no mais recôndito sentimento da consciência, uma dor que se encanta de poesia ou música – ou em ambas – quando o coração é sensível a estas artes.

“A região que pode ser denominada de Sertão nordestino” – afirma o jornalista Selênio Homem, em trabalho publicado no Diário de Pernambuco, nos anos 70 – “equivale aproximadamente à área onde pesquisadores da história econômica dessa Região localizaram o Ciclo do Gado ou a Civilização do Couro. Subindo pelas margens do rio São Francisco, as boiadas ocupavam o interior do Nordeste até o Piauí. Durante três séculos, a Região ficou isolada e conservou os valores culturais que seus povoadores possuíam originalmente. Valores da Europa medieval. Enquanto o litoral acompanhava de perto a evolução do Velho Mundo, o Sertão, por falta de contato, conservava a herança cultural dos antigos colonizadores”.

 

“O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro, oh Morena
Lá no Piauí”
(Autor desconhecido)

Me perdoem os bahianos e maranhenses, mas meu sentimento de Nordeste enquanto Nação começa do lado de cá do São Francisco e termina nas margens orientais do Parnaíba.

Luiz Gustavo Oliveira

“A luta pela posse das pastagens, pela definição de limites” – garante o jornalista – “configura o primeiro dos elementos medievais aculturados nas caatingas do Nordeste. O domínio da gleba pela violência exigiu a liderança ousada – temerária até – e elegeu a coragem pessoal como a qualidade básica do homem”.

“Os confrontos armados contra o aguerrido gentio do local” – prossegue Selênio – “ainda exalçou mais o heroísmo como atributo diferenciador. Ambos o fatos concorreram para determinar o escopo econômico (posse da terra), o tipo de chefia a ser exercida, a necessidade de manutenção de força militar privada e a criação de unidades autossuficientes e auto protetoras. Surgiram assim o latifúndio, o coronel e o jagunço, réplica das condições do Portugal medieval: o feudo, o senhor feudal e o cavaleiro”.

“Com estes requisitos fundamentais” – segue ele – “nada faltava para o surgimento do fanatismo religioso e do poeta ambulante. Vieram, pois, as figuras do beato e do cantador. Apenas o cangaceiro é que foi a autentica aculturação – um misto de templário `Jacques`e Robin Hood. Um pouco mais que um assaltante das vias comerciais da Idade Média, um pouco menos que um frade guerreiro. Não lhe faltava, porém, uns longes de cruzado ou de soldado de fortuna”.

 

Lampião, o rei do Cançago e Maria Bonita


“Na arte – diz Selênio Homem – “é onde ficou mais pura a influência medieval no Nordeste. A música dos sertões nordestinos, na sua expressão mais genuína – é cantochão sem tirar nem pôr, e o folheto, a gesta ou o rimance. Como os trovadores dos feudos, costumavam os cantadores da Região irem e virem, levando notícias do mundo e cantando em versos, acompanhados à viola, os feitos heroicos ou histórias maravilhosas, nas quais não faltavam as proezas dos Pares da França e da Távola Redonda. Como os menestréis medievos, eram (e ainda talvez o sejam) bem recebidos nas casas senhoriais, muitas delas vazadas (com cesteiras para rifles), em função dos cercos e assédios, idênticas aos castelos da Idade Média”.

O improviso na poesia cantada e musicada do Nordeste tem suas raízes no desafio português ou nas bulerias hispânicas, ambos de origem medieval e que ainda hoje persistem com todos os temperos de procedência.

 

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião cantou a identidade e a alma do povo nordestino

Numa reportagem sobre a Missa do Vaqueiro, também na década de 1970, Selênio persiste em sua tese da influência do medievo na cultura popular nordestina, quando expressa:

“São 700 vaqueiros, a maioria usando gibão ou a véstia de couro vermelho. Ao redor, uma multidão de aproximadamente seis mil pessoas. Manezinho de Caruaru abriu a cerimônia com o cantochão do aboio. Parecia uma mesnada medieval que ouvisse a missa antes do encontro. Padre Câncio, também vestido de couro, como uma capelão templário, lê a Segunda Carta de Paulo ao Coríntios. Luiz Gonzaga canta a música – a canção de gesta que fez para Raimundo Jacó, morto naquele local em circunstâncias misteriosas. Um jovem, de chapéu de couro na mão, chora. Ele é Vicente, filho único do vaqueiro assassinado em memória de quem a missa é rezada.

 

Com minha família em Juazeiro do Norte – CE (Julho/2012) visitando a estátua do Padim Ciço de quem sou devoto.

Em Ouricuri – Pernambuco, parei pra rever o amigo Mestre Aprigio e fazer-lhe nova encomenda. Mestre Aprigio de Ouricuri é o maior artesão de couro do Nordeste e ficou famoso por confeccionar os chapéus de couro e gibões de Seu Luiz Gonzaga e de todos os demais artistas que seguem sua trajetória. Disse-me que desde que apareceu no ultimo Globo Repórter em homenagem ao Rei do Baião tá trabalhando feito a peste e recebendo encomenda de todo o Brasil. Mas que a minha vai passar na frente de tudim.


De influencia medieval de nossos ancestrais colonizadores lusos, de certo brotaram a toada e a balada sertanejas, ainda hoje presentes nos benditos, nas “gemedeiras” e nas cantigas de cego das brenhas nordestinas, sempre mais pungentes no sentimento amargo dos retirantes, dos que migram para o Sul quando a seca feroz queima a lavoura e bebe a água dos açudes; ou no canto desesperado dos romeiros que buscam no Padim Ciço um lenitivo para suas desgraças. “Légua Tirana, “Triste Partida”, “Asa Branca” e “Último Pau-de-Arara” são pérolas inspiradas nesses transes da caatinga ingrata.

E assim, sigo nessa viagem sem fim, buscando alcançar o inalcançável, o sopro de identidade da alma sertaneja, a verve poética, o linguajar próprio, a força, a esperança e a beleza que só o povo do Sertão tem.

 

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.”
(Euclides da Cunha em Os Sertões)



18
jul
2012

É preciso saber…

É preciso saber…

A vida é um livro aberto dentro de um cofre de banco, onde são escritas páginas que relatam chaves de guardar segredo. É preciso ser alfabetizado para entender as lições de cada capítulo, assim como entender os investimentos. Não necessariamente ser um doutor das letras, mas um mestre da experiência. Isso requer mais que um diploma ou cálculos. É preciso dar as mãos e não cruzar os braços. O mapa da mina é de quem sente e faz sentir. No pobre mundo rico, riqueza é ser feliz. Segundo Marisa Monte, “é só mistério não tem segredo”.

Evite parar no tempo! Ingresse na Universidade Federal da Sabedoria. Não se prenda ao medo, pois ele é uma das causas que reprova a felicidade. A busca pelo “eu” se perde no ego e encontra no eco do vazio somente bem material. É quando confundem o ato de doar com apenas receber. Triste a história desses personagens, prisioneiros egoístas de calculadoras, fadados à falência. Esses poderiam ter suas vidas historiadas em rascunhos, para depois passar a borracha. Saibam que viver é atemporal, mas não existem aquelas sete vidas como nas lendas do reino animal.

As lembranças fazem parte de alguns títulos que nomeiam o famoso feedback, enumerados por sentimentos que injetam ânimo. É preciso dar continuidade. Equilibrar doses homeopáticas com doses cavalares é, piamente, a nota máxima de equilíbrio. Todos deveriam sacar que para a fila andar é preciso depositar na caixa de seguros, valores que não têm preço. A vida requer coragem, peito aberto e mente livre. Esses são os bastidores tangíveis debitados no saldo da existência. Viva até as intempéries!

Uma biografia deveria ser escrita em letras garrafais com marcador de texto nos tons fluorescente, em braile, como língua universal, para que todos pudessem ler, em tinta, como arte, para colorir o mundo, em foto como registro resumido de um olhar, em megafones para invadir a solidão das ruas, em bilhetes dependurados nos ramalhetes, para florir os dias. Em sorriso de gentileza que perdoa o tempo, em amor que dura eternidade, em cobertores que acolhem corpos nus na madrugada, em guarda-chuvas fechados para molhar a pele, em guarda-sol aberto para olhar o horizonte, em mãos que se estendem por afeto e não por dinheiro. Saiba fazer o “HAPPY END” de sua narrativa. Saiba viver!!!

 

Cleferson Ferreira
ESTUDANTE DO BEM de Olinda/PE



17
jul
2012

Odontologia INVISIVEL

Odontologia INVISÍVEL

Nos últimos meses tenho saído um pouco mais do meu mundinho fechado e perfeitinho para viver o dia a dia da Odontologia lá fora (serviço público ). E por isso, tenho compreendido o porquê de sermos tão desvalorizados e desrespeitados.

Sofro quando vou às escolas até hoje, com o pouco caso e as chacotas que os adolescentes fazem a nós, dentistas: “Vão arrancar meu dente! Não vou tá doido!” Ou: “Ah, é aplicação de flúor de novo?!”.

Somos invisíveis. O município construiu uma unidade de atendimento 24h, e o secretário não queria disponibilizar odontologia porque achava que não ia ter demanda. Oi? Acho que ele nunca teve dor de dente ou algum problema na boca!!

Do outro lado, alguns colegas deixam de atender crianças ou fazer cirurgias porque não gostam (?) ou não querem (?)… e não atendem gente que está sofrendo há dias…

Odontologia sem gestão, profissionais sem perfil no serviço público, categoria desmobilizada. Não somos motivo de orgulho para ninguém… não produzimos, não trabalhamos, não impactamos a comunidade com nossa profissão… nem mesmo sendo uma área tão primordial para saúde do ser humano. Aqui na minha terra temos uma endemia de cárie em 50% das crianças de 5 a 10 anos e mesmo assim continuamos desprivilegiados!!

Precisamos fazer com que a sociedade nos enxergue e que, acima de tudo, nós, os dentistas, queiramos nos ver em uma outra situação…a de VISIBILIDADE.

 

Daiz Nunes
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Macapá/AP