06
ago
2012

Tá rindo de quê?



06
ago
2012

Tá rindo de quê?

Novo curta-metragem da TdB combina documentário e humor para propor ao governo a distribuição gratuita de escova de dentes, pasta e fio dental para a população.



São Paulo, agosto de 2012 – Usar sacolinhas plásticas para fazer fio dental ou substituir pasta por sabão. Estas são algumas das alternativas criativas para cuidar dos dentes flagradas pela TdB  no seu novo curta-metragem. “Tá rindo de quê?” comprova que a população sabe como prevenir problemas odontológicos, mas muitos não têm recursos financeiros para fazer isso.

Para a TdB, a solução é a adoção de políticas públicas que universalizem o acesso à odontologia de qualidade. O primeiro passo é a distribuição gratuita do kit de higiene bucal, composto por escova, pasta e fio. É uma medida preventiva barata e eficaz. Se todos tiverem acesso ao kit, poderemos reduzir drasticamente a demanda por tratamento odontológico no futuro.

A proposta da TdB é que os kits sejam distribuídos gratuitamente nas Farmácias Populares, cujo leque de produtos não se restringe aos medicamentos e inclui outros itens destinados à prevenção, como preservativos e seringas. Voluntários da TdB em todo o país têm se dedicado a levar essa proposta para as Câmaras Municipais e os resultados começam a aparecer. Nas cidades goianas retratadas no documentário “Tá rindo de quê”, a lei está em vigor: o kit já está disponível para a população de Firminópolis e a distribuição em Aurilândia e São Luís de Montes Belos está em fase de implantação.

Esses exemplos comprovam que a proposta da TdB é viável, mas ainda há um longo caminho a percorrer. A discussão sobre o kit de higiene bucal está em andamento em cerca de 40 municípios do país e, em vários deles, o projeto encontra resistência por parte de vereadores e prefeitos.

O objetivo de “Tá rindo de quê?” é exatamente ampliar essa discussão. O lançamento do curta-metragem está associado a outra ação de políticas públicas coordenada pela TdB: os voluntários da organização estão entrando em contato com os candidatos a prefeito em seus municípios e propondo a assinatura de um pacto a favor da saúde bucal (para saber mais, clique aqui). É um compromisso público, sem valor legal, mas que pode ser bastante útil na aprovação futura de novos projetos para distribuição do kit.

Narrado pelo ator Tarcísio Meira, “Tá rindo de quê?” é o sexto documentário da TdB e o primeiro a incluir cenas de ficção. Angela Dip, Ilana Kaplan, Marcelo Mansfield e Rodrigo Lopez, famosos no cenário da comédia stand-up brasileira, interpretam personagens cujas falas fazem o contraponto aos problemas reais expostos no curta-metragem.

 



06
ago
2012

Tá rindo de quê?

Tá Rindo de Quê? é o sexto documentário produzido pela TdB. Rodado entre 2011 e 2012, ele denuncia a falta de acesso ao kit de higiene bucal (escova, pasta e fio dental) e como isto se configura num grave problema de saúde pública. O objetivo é ampliar a discussão sobre o tema. Narrado pelo ator Tarcísio Meira, o documentário inclui cenas de ficção interpretadas pelos atores Angela Dip, Ilana Kaplan, Marcelo Mansfield e Rodrigo Lopez.

 

FICHA TÉCNICA
Argumento: Fábio Bibancos Direção: Caio Leão e Ligia Feliciano Roteiro: Caio Leão Edição: Nani Garcia Arte: Renata Melleu Narração: Tarcísio Filho Participações especiais: Angela Dip (Leila), Ilana Kaplan (Célia Regina), Marcelo Mansfield (Dr. Otacílio), Rodrigo Lopez (Helinho Stefanello) Equipe Stand Up: Léo Grego (fotografia), Renato Apdo, Dinah Jasmine Friedmann, Vanderlei Sena Siva Fotografia (Goiás): Humberto Bassaneli Trilha sonora sincronizada: Input/Artesonora Produção: TdB – Turma do Bem Ano: 2012 Duração: 12’27”



05
ago
2012

Rio +20

Rio +20

O tema da Rio+20 é o chic do momento. O mundo inteiro está falando, lendo ou ouvindo sobre isto.

Trata-se do que é importante para o mundo, do que se precisa reciclar no mundo… é um tal de sustentabilidade pra cá, sustentabilidade pra lá, e esta palavra que a maioria dos brasileiros mal sabem falar e muito menos sabem o que significa.

Se analisarmos bem a questão, analisando com o coração, o mundo precisa mesmo é reciclar os sentimentos, praticar sustentabilidade na honestidade, na justiça e principalmente na valorização do ser humano.

Se esta sustentabilidade for praticada sem corrupção, sem violência, sem nenhum tipo de maldade humana, o mundo inteiro vai sair ganhando, o mundo inteiro vai ser autosustentável sem necessidade de nenhum tipo de Rio+20.

Porque nestas convenções não se discutem como acabar com a corrupção, com a ganancia, com a violencia e muito menos discutem a valorização do ser humano.

Porque o dia que o ser humano for prioridade apenas pelo sentimento de amor e mais nada, não haverá no mundo poluição, lixo, aquecimento global, etc, etc…

Pois a única alternativa capaz de mudar ou preservar o mundo é a evolução do ser humano, e esta evolução somente é possivel pela prática do Amor, e este único sentimento tão nobre não se discute em nenhuma convenção mundial. Por isto, passada a convenção, tudo continua extamente igual: falta sustentabilidade, falta amor.

Selma Rocha
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Curitiba/PR



04
ago
2012

Da mesada ao mensalão

Da mesada ao mensalão

A inversão de hierarquia na relação entre pais e filhos tem sido cada vez mais comum. E assim, este sistema é transferido para a escola. Os professores ficam reféns dos alunos. Uma classe que outrora era muito respeitada, hoje é também alvo do bullying.

O que vemos é que os pais andam esgotados e sem a energia necessária para tomar as rédeas da situação, e muitas vezes se sentem culpados pela ausência, por terem “terceirizado” a educação do filho. A introdução da “rainha do lar” no mercado de trabalho contribuiu de forma decisiva para o agravamento desse quadro. Mas calma. Não acredito que a solução seja o retrocesso. Longe disso. Acredito que a solução seja o amor sem culpa. Mesmo tendo esta convicção, temos os desafios do futuro.

Claro que a educação dos filhos sempre foi uma preocupação para os pais. Mas atualmente as ciladas se apresentam das mais diversas formas e, o que é pior, sem censura.

O medo é que, em pouco tempo, os jovens queiram trocar a mesada pelo mensalão. É algo que vem me afligindo ultimamente. Tenho a convicção que uma conduta correta através do exemplo dentro da família possa refletir de forma inspiradora. Sem dúvida alguma, valores como estudo, honestidade e trabalho têm que ser reforçados sempre.

A preocupação é generalizada. O romancista americano Jonathan Franzen veio ao Brasil participar da Flip e em entrevista fez o seguinte depoimento: “Milito há 22 anos pela preservação do romance. Nesse meio tempo, os jovens passaram por alterações de comportamento. Agora, estão fascinados pela tecnologia, como se ela cumprisse todas as promessas de realização pessoal. A tecnologia não cura a angústia. Não resolve os problemas fundamentais do ser humano. Os jovens são contaminados pela imagem do mundo mostrada pelos comerciais, pelos canais de televisão. Mas essa não combina com o mundo real. Obviamente, existe um bom número de pessoas que não acreditam em tudo o que vêem e buscam resposta para questões mais complicadas. São essas que curtem literatura.”

Mesmo diante do caos, alimentemos a esperança. A tarefa é árdua, mas é gratificante!

 

Jakeline Dantas
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Pelotas/RS



03
ago
2012

A Gentileza da Solidariedade


A Gentileza da Solidariedade

“A gentileza evidencia o eco de um cântico de uma alma em paz, enquanto
a grosseria evidencia o estrondo de uma alma em perturbação” Frei Carlos

 

Quando me propus a abordar este tema, não me referia à gentileza da hipocrisia social, mas sim à gentileza da solidariedade, que é o verniz de nossa alma.

Quando ligamos para alguém para sabermos como está, quando nos preocupamos com o outro, falamos “bom dia”, “boa noite” e tantas outras gentilezas que podemos praticar no nosso dia a dia, não deixando que as pressões exteriores influenciem nossas atitudes, com certeza estaremos construindo seres humanos melhores.

Imaginem como marcamos, positivamente, os corações das pessoas com um sorriso, com um gesto amável. Pensem como a gentileza muda e transforma vidas, com um simples gesto de solidariedade.

Vou contar um fato real que aconteceu com um professor de medicina da USP. Sabem aqueles professores temidos, carrascos, que nas provas faziam todos tremer, extremamente exigentes, mas muito sábios também? Claro que sabem, todos nós, ou a grande maioria já teve um desses, e, tenho certeza, nunca se esqueceu dele. Bem, esse professor, no final do semestre, com muitos alunos na corda bamba, chegou à sala para aplicar sua última prova do semestre, imaginem como estavam os alunos… Ao entrar na sala, todos os alunos apavorados, ele disse “ Nossa prova hoje terá uma só pergunta. Qual o nome da zeladora do andar?” Ninguém entendeu nada e ele repetiu “Qual o nome, só o primeiro, não precisa ser completo, da zeladora do andar?” Ninguém sabia responder! Ele então disse: “Como vocês querem ser médicos se não sabem nem quem está ali do lado limpando por onde vocês vão passar?”

Mostrou que não importa o seu nível social, cor, religião nem qualquer rótulo colocado pela sociedade, a gentileza e o mínimo de atenção com outras pessoas cabem em qualquer situação e com qualquer pessoa.

No livro “O Poder da Gentileza”, Rosana Braga coloca que, “em tudo e em todos os momentos, a GENTILEZA abre muito mais portas do que a GROSSERIA”.

Sejamos mais educados e gentis… pelo menos coloquemos isso em prática no nosso dia a dia. Jamais se esqueçam das palavrinhas mágicas, que sei muito bem, todos conhecem. Não vai nos custar nada e, muito pelo contrário, vai modificar o mundo a nossa volta.

Acredito que a gentileza e a educação transmitem a nobreza da alma. Temos necessidade de aprender, e um exercício básico é se colocar, em determinado momento de embate, no lugar do outro. “Como eu gostaria que fizessem comigo?”

Que tal começarmos a exercitar hoje? Com o tempo, essa atitude se integrará ao nosso ser.

Vamos juntos dar o primeiro passo?

Grande abraço fraternal em todos!

 

Adriana Papel Dib
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de São Luís de Montes Belos/GO



02
ago
2012

Perdão

por Nícia Paranhos Arruda
(coordenadora voluntária de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP)

 

Se a decisão foi perdoar, faça-o por completo, esqueça. Apague qualquer possibilidade de uma vingança, de “dar o troco”. Depois de uma atitude tão nobre que é o perdão, uma baixaria de moeda trocada não combina nadinha.

Trazer à tona o fato, na primeira oportunidade, ficar remoendo, também não ajuda em nada. Só faz sofrer, trazendo a certeza de que não perdoou por inteiro, e meio perdão não existe.

Quando perdoamos, temos a impressão que nada mais vai nos magoar, pois uma vez praticado o perdão, ocupamos um patamar isento de qualquer contrariedade. Ledo engano, o fato de ter perdoado apenas nos capacita à perdoar novamente… e assim vamos seguindo, perdoando sempre.

É pelo perdão que exercitamos a liberdade e o alívio de ressentimentos. E para praticá-lo, basta uma mudança na percepção, um outro jeito de ver as pessoas e as circunstâncias que nos causam dor e sofrimento.

Nem sempre ter razão nos traz felicidade. Fique com sua razão, não abandone a felicidade: ”PERDOE”!!!



01
ago
2012

Vida de cão!

Vida de cão!

Muitos amigos meus sabem o quanto sou louco por animais! Mas, mesmo eu não sabia desse detalhe! Desde criança tive por perto alguns cachorros, mas nunca me senti muito próximo deles.

Foi realmente depois que me casei que minha relação com os animais mudou! Descobri um outro lado que eu não conhecia… Hoje me envolvo muito com a vida dos animais e seus problemas… procuro ser um bom protetor e cuido dos meus da melhor maneira que eu posso!

Muitas vezes me coloco no lugar deles, não só dos meus, mas daqueles que vagam pelas ruas, daqueles abandonados pelos pais, pois perdem o instinto afetivo e largam os filhotes ou são simplesmente abandonados pelos seus donos!

Coincidências com a vida humana??? Será que já vimos uma situação parecida nas nossas esquinas? Em algum momento batendo às nossas portas pedindo um pedaço de pão?

O que será que passa na cabeça de uma pessoa que abandona um cãozinho ainda indefeso, sem saber se cuidar direito nem mesmo conseguindo sua própria alimentação? E de uma criança, abandonada em casa, sem os devidos cuidados, sem a atenção necessária para uma boa educação, bons cuidados de higiene, boas práticas de princípios de vida?

Muitas vezes me pergunto, quem leva de fato vida de cão? Que mundo estamos oferecendo às crianças que estão vindo por aí? Esses animais abandonados, muitas vezes mau tratados e soltos ao destino… são mesmo parecidos com muitos humanos? Que futuro teremos se não cuidarmos destes problemas? As crianças, os idosos e claro, os animais não merecem passar por isso! Pensem nisso!

Marcos Jordão
Coordenador e DENTISTA DO BEM de São Paulo/SP