30
abr
2014

Companhia

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

“Quando duas pessoas vêm andando na estrada, cada uma carregando
um pão, e trocam os pães quando se encontram, cada uma vai embora com
um pão. Mas, quando duas pessoas vêm andando na estrada, cada uma com
uma ideia, e ao se cruzarem trocam as ideias, cada uma vai embora
com duas ideias.” (ditado chinês)

 

Gosto muito de ler Mario Sergio Cortella e, principalmente, ouvi-lo em suas palestras. A sua forma didática, analítica e filosófica, partindo da etimologia das palavras, tem para mim um efeito hipnótico e admirável. Transcreverei aqui uma pequena parte de seu livro Qual é a tua obra(Ed. Vozes), que recomendo ler e reler. Nesta parte, ele fala sobre lideranças – e aqui cabe a nós utilizarmos mesmo em nossos projetos pessoais e administração de nossas vontades… enfim, a nossa obra.

…..

O nome que se dava à tripulação de um barco na Antiguidade latina, há 700 anos, no mundo no final da Idade Média, era companhia. No cerne da palavra está o pão que era o único alimento que durava, que sobrava sem estragar. Por isso, companhia era a expressão originada do latim da junção cum, pan, ia, que significa “vão com o mesmo pão”. Companhia , portanto, assumiu o sentido de “aqueles que repartem o pão”, assim como as expressões companheiro e companheira – aquele ou aquela que reparte com você o pão em direção ao futuro.

Liderança é uma virtude, e não um dom. E do ponto de vista filosófico, virtude é uma força intrínseca, assim como, a coragem, o destemor e a iniciativa. Tudo o que é virtual é força intrínseca. Por exemplo, a árvore está contida virtualmente em uma semente, portanto a semente é virtualmente uma árvore. Quando ela passa a ser árvore ela se atualiza. O virtual precisa ser atualizado ou realizado. Depende da circunstância e da disposição, juntar capacidade com a ocasião, a virtude e a sorte.

Líderes são homens e mulheres que ajudam indivíduos e equipes a fazerem a travessia rumo ao futuro. Atualmente, a necessidade não é estar partindo o tempo todo, mas sim estar preparado para partir. Como os líderes precisam ser companheiros e ter o outro como companheiro, cabe a eles cultivarem cinco competências essenciais: 1) abrir a mente - o líder deve ficar atento àquilo que muda e estar disposto a aprender; 2) elevar a equipe - o liderado percebe claramente quando você é capaz de, ao crescer, levá-lo junto; 3) recrear o espírito - as pessoas devem se sentir bem e ter alegria onde estão. Seriedade não é sinônimo de tristeza; tristeza é sinônimo de problema; 4) inovar a obra - liderar pressupõe a capacidade de se reinventar, de buscar novos métodos e soluções; 5) empreender o futuro - não nascemos prontos, também não somos inéditos, mas tampouco somos ilhas.

(E finaliza citando uma frase de Luciano Crescenzo) “Somos todos anjos de uma asa só , e só podemos voar quando abraçados uns aos outros”. Portanto, líder é um instrutor e um parceiro de asas. 

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 Bons voos!!!

 

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28
abr
2014

1998

por José Henrique Sironi, dentista do bem de Laranjeiras do Sul/PR

 

Quanta expectativa criei quando, em 1998, preenchi minha inscrição para o vestibular da Universidade Federal do Paraná no curso de Odontologia. Naquele mesmo ano, concluíra um tratamento que tinha iniciado há sete anos, após quebrar (pela segunda vez) os incisivos superiores. Desta vez, o custo da brincadeira foi de R$ 1.200, pagos em quatro cheques pré-datados e com desconto, por não precisar de nota fiscal.

A princípio, minha mãe orientou-me que fixasse o fragmento com super bonder. Recurso que durou exatos quatro dias e me proporcionou experiências angustiantes de ter o dedo colado dentro da boca a cada retoque (jeitinho que se dá quando você é estudante do interior e a grana é curta).

Fazia cursinho particular em um dos melhores colégios de Curitiba. Boa parte dos recursos da família eram revertidos para me manter estudando. Parentes organizaram uma “vaquinha” e mensalmente era depositado em minha conta um valor para que “me virasse” na capital. Nada poderia ser desperdiçado, muito menos a chance, talvez única, de passar no vestibular e voltar para casa como “doutor”. Mesmo assim, precisei procurar um dentista.

Fiquei deslumbrado com a clínica odontológica onde fui atendido. O banheiro luxuoso, a decoração da sala de espera. O fato de precisar ser indicado por algum paciente de confiança… de não ser apenas um dentista e sim, três, cada um especialista em uma área. Nunca tinha entrado em um consultório assim… Me apaixonei perdidamente, pela profissão ($$$) e pela endodontista, que era linda. “É isso que quero pra mim… Algo que misture a saúde, a arte e que ganhe dinheiro… Esta profissão me trará tantas alegrias!”.

Confesso que o desejo da família era que me formasse médico… o meu, nem tanto… queria ser artista plástico (“Nossa! Você é talentoso !” – cresci ouvindo isso dos professores, dos amigos e primos ). Mas aqueles acontecimentos recentes influenciaram de forma significativa a minha escolha.

Que ilusão… Há pouco precisei votar nos Ilustríssimos Conselheiros do órgão que nos representa aqui no Paraná… e minha sensação não é mais de deslumbre, como quando entrei naquela clínica. Meu sentimento é de nojo… Nojo por ser obrigado a votar em uma chapa única, que sequer sei se me representa (sob ameaça de multa se não o fizer). Nojo por ter uma odontologia cara e para poucos, sem perspectiva de mudança. Nojo por trabalhar em um país que investe bilhões em coisas supérfluas e exige mendicância para fornecer escovas de dente de R$ 0,35 para a população.

Votei… com um profundo desejo de vomitar sobre a urna. Arte contemporânea…

 

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24
abr
2014

Depois de longas férias…

por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

Depois de longas “férias”, voltei… pra falar de TdB, odontologia e do vasto mundo que nos cerca. E o primeiro post dessa nova fase não poderia ser “café-com-leite”.

No dia da Mega (sucesso) Triagem a Turma do Bem foi altamente criticada em um grupo no Facebook. Em uma postagem irônica, uma dentista concluiu que a TdB era uma ONG e, então, recebia dinheiro do governo (?!). Depois disso, meus amigos, o que se viu foi uma discussão cínica, baseada em inverdades escritas por gente desinformada.

As calúnias se dirigiam à Turma do Bem e seu presidente voluntário, o Dr. Fábio Bibancos. E mesmo conhecendo sua integridade e o quanto o episódio foi dolorido para ele, o Fábio tem bons advogados – deixarei para eles essa defesa.

Na verdade estou aqui para ME defender. Afinal, a partir do momento em que falam de um projeto que EU REPRESENTO, a calúnia recai sobre mim. Se disserem que a TdB rouba, diretamente me chamam de ladra! E isso deixa a Marilinha BEM irritada.

Lá de onde venho, HONESTIDADE vale ouro. Meu pai NUNCA me deu uma segunda opção… eu tinha que estudar e ser honesta; essas foram (e são) minhas obrigações.

Quando entrei na TdB, pesquisei sua idoneidade. Descobri que ela passava por DUAS AUDITORIAS ANUAIS (uma delas feita pela Ernst & Young, empresa na qual minha tia trabalhou por anos. Ou seja, megaconfiável). Acabei curtindo a vibe do projeto e entrei de corpo e alma.

A ponto de viver na sede da TdB. Acompanhando de perto como ela faz a roda girar.

Vi com meus próprios olhos como o trabalho acontece, as crianças sendo encaminhadas e acompanhadas, os dentistas sendo cadastrados… E vi os funcionários virando a madrugada para fazer tudo isso acontecer. Fiz AMIGOS de verdade, um “braço” da minha família fora de casa.

Aí vem meia dúzia dizer que a TdB ganha dinheiro público?!?

Mas… sempre tem um mais louco que os loucos – no meu caso, louca. A mais louca dá print na página. A mais louca está dentro da Turma do Bem e entende que não é só uma defesa para a organização, para seu presidente voluntário, para os 43.000 jovens ou os 15.000 dentistas do Bem. A mais louca defende a sua honra e reputação, afinal, esses dois quesitos pessoais são transferidos para a TdB a partir do momento em que colocamos os nossos nomes à frente do projeto.

Cheguei tarde na discussão, mas outros coordenadores, e até os funcionários da TdB, defenderam a ONG (ou seja, a mim mesma) muito bem. Mas chegou a tal nível que a melhor atitude foi calar a discussão e levar o caso às autoridades competentes.

De tudo isso, tiro duas conclusões:

- A minha amada Odontologia precisa mesmo de uma limpeza. Até porque, muita gente ainda não entendeu que ela mudou e que estamos, sim, no país dos pobres banguelas.

- Minha honra e minha honestidade valem mais que ouro. Se coloco o meu nome em um projeto é porque nossas ideias e ideais são compatíveis. Por isso defendo a TdB, nossos jovens e voluntários da mesma maneira que defendo a minha família.

É meus caros… voltamos!

Bjs e até o mês que vem!

 

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23
abr
2014

TdB reestreia o projeto Colunistas

Hoje estreia o novo projeto de colunistas do site da TdB. Ou seja, a partir de agora vocês poderão acompanhar as histórias e opiniões de José Henrique Buzzachera Sironi, Luiz Gustavo Oliveira, Luiz Roberto Scott, Marília Martins, Nícia Mattos Paranhos Arruda e Walter Silva Jr.

Toda segunda e quarta terá texto novo. Vale a pena ler, comentar, curtir, compartilhar etc. etc. etc.

Para acompanhar, clique aqui.



23
abr
2014

Colunistas 2.0

por José Henrique Sironi, Luiz Gustavo Oliveira, Luiz Roberto Scott, Marília Martins, Nícia Paranhos Arruda e Walter da Silva Jr.

 

Novas ideias, velhos colunistas… Um formato diferente para um projeto diferente. É isso o que a TdB propôs ao nos convidar para escrevermos aqui – e, mais que isso, para reformularmos um espaço que já existe desde 2012.

Sabemos que com o crescimento da rede, o desafio de levar informações atualizadas e precisas aos voluntários também cresce. E para dar conta disto, é preciso buscar novas formas, novos métodos e principalmente, novos canais de comunicação. É aqui que nós seis entramos.

Cumprimos dois papeis importantes: levar, através de nossas experiências, algumas diretrizes de trabalho a nossos colegas e ser a voz dos voluntários junto à TdB. Uma via de mão dupla que será um elo importante no fortalecimento da relação entre a TdB e seus quase 15 mil dentistas do bem.

Sabemos que nem sempre comunicação e compreensão caminham juntas. Entretanto, é nosso dever estreitar a relação entre as duas… instigando, provocando e refletindo junto com todos.

Por isso, os leitores podem esperar uma linguagem suave, direta, antenada com a realidade, mas também forte e crítica quando a situação exigir. Tudo com a cara da TdB e um toque de revolta e inconformismo.

De nossa parte, esperamos que todos comentem, compartilhem e também usem esse espaço em favor de todos aqueles que fazem a Turma do Bem.

PS: Além disso tudo, a TdB também pode esperar um pouco de atraso na entrega dos textos. RS.

 

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23
abr
2014

Colunistas TdB

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15
abr
2014

TdB e Heraeus Kulzer



14
abr
2014

Seja+1 #2



07
abr
2014

A Maior Triagem do Mundo – Balanço Final