28
mai
2014

Mudança na base

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Durante minha formação universitária (graduação e pós), as ações beneficentes eram bastante restritas. Somente atendimentos em clínicas, creches ou outros locais vistoriados pelos professores tinham essa finalidade. Nunca tivemos uma aula ou apresentação que mostrasse bem a realidade dos carentes “não assistidos”. E, de certa forma, a sensação era a de que fazíamos nossa parte, pois a maioria dos atendidos (com “algumas muitas” exceções) não poderiam pagar pelo tratamento.

Bem, mas aí você pode dizer: isso foi em 1986! Portanto, há 28 anos. Agora isso mudou… ENGANO SEU. NADA MUDOU.

Ingressei como docente em 1993 e permaneci até 2011. Durante esses 18 anos, não vi nenhum estímulo ou abordagem para a prática do voluntariado. É claro que faço aqui uma mea culpa. Eu poderia, mesmo sendo da disciplina de prótese, ter contribuído para essa mudança, mas não o fiz. Só quando entrei na Turma do Bem e fui entendendo as ações do terceiro setor, eu comecei a me engajar dentro da faculdade. E o resultado disso foi impressionante.

A apresentação dos vídeos é sempre impactante. Os alunos se sensibilizam e veem a importância de se ajudar a quem precisa. O que, com certeza, vai resultar em profissionais melhores e mais preocupados como mundo a seu redor – algo de que nosso curso insiste em nos distanciar.

E para inflamar ainda mais essa chama, a TdB criou o concurso Estudante do Bem (para acessar o regulamento, clique aqui). A cada ano, mais e mais trabalhos são inscritos, mostrando que o caminho da mudança é esse!

Quem for professor, precisa passar essa ideia adiante. E quem não for também. Afinal, todos podemos colaborar nesse belo projeto. Incentive o aluno a inscrever um caso sob sua supervisão. É fácil e muito prazeroso. E, como eu disse, o resultado será maravilhoso… O mundo agradece.

 

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26
mai
2014

Encontro extraordinário

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Confesso que demorei para escrever meu novo texto porque estava esperando solicitações da parte de vocês. Algum assunto para ser discutido, algum questionamento etc. Como ninguém me procurou (será mesmo que tem uma boa turma lendo essa coluna? Desconfio que poucos, ou até os “mesmos” de sempre. O que seria um desperdício, pois se trata de uma “ferramenta” que deveria ser muito usada. Afinal, sabemos ser impossível que muitas cabeças pensem e concordem de uma mesma maneira), vamos lá…

A Turma do Bem cresceu. Hoje nós somos 15 mil voluntários. Por isso, precisamos da participação de todo mundo. Várias cabeças pensando são melhores do que uma. Não há mais justificativa para tudo ficar, literalmente, nas costas só do pessoal lá de São Paulo (escritório da OSCIP). E cada vez mais está ficando clara a intenção da TdB de que, de agora em diante, as decisões serão tomadas com a ajuda de todos.

Quer um exemplo? Há duas semanas, eles promoveram um encontro em São Bento do Sapucaí (o que me preocupa. Antes, um encontro por ano era suficiente, e agora se fazem necessárias cada vez mais “reuniões extras”, de ALINHAMENTO, como o pessoal lá da OSCIP gosta de chamar. É o preço do crescimento…). Além das metas, planejamentos, mantenedores, patrocinadores, comportamento nas Redes Sociais etc., o ponto marcante do encontro foi o SdB 2014. Participamos de decisões importantíssimas sobre o evento. (Aguardem divulgação)

Enfim, foram horas e horas de debates, discussões, brigas, um batendo de frente com o outro, querendo que sua ideia fosse ouvida… enfim, tudo muito saudável, pois só se cresce quando se consegue um ponto comum entre ideias e pensamentos.

E para continuarmos construindo juntos, temos também esse espaço, que pode ser usado para opinar e colaborar. Queremos sua opinião, todos serão ouvidos.

 

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22
mai
2014

TdB lança vídeo para promover projeto Amigos da Turma

Diz a lenda: quando uma criança perde o dente, ela deve colocá-lo debaixo do travesseiro. Se fizer isso, quando chegar a noite, uma fada a visitará, trocando-o por uma moeda. Assim, um novo dente crescerá no lugar… e aquele outro se transformará em uma bela estrela no céu

Acontece que a vida de muitas crianças não é um conto de fadas.

Pensando nisso, lançamos a campanha Amigos da Turma.

Narrada pelo ator Tarcisio Filho, ela pretende trazer amigos que contrinuam com a organização, fazendo uma doação a partir de R$ 12 mensais.

A campanha foi concebida voluntariamente por Thiago Minamisawa, de quem partiu a ideia de usar a Fada dos Dentes como protagonista.

Além disso, a peça contou com a trilha do músico Eduardo Queiroz, animação de Thiago Soares e efeitos sonoros de Eric Christani. As ilustrações foram inspiradas no universo da artista Rosana Urbes.



21
mai
2014

A Copa está chegando… Não importa o resultado, perdemos!

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

 Fulecar :  v.i.
(Brasil) Perder, no jogo, todo o dinheiro
que se possuía ou que se transportava.

 

Em 1970, o escrete canarinho sagrou-se tricampeão mundial no México. Eu tinha onze anos e pude assistir àquela que foi a primeira Copa transmitida pela TV, ainda em preto e branco. E me encantar com o futebol nas narrações do lendário Geraldo José de Almeida.

Vivíamos uma fase turbulenta da ditadura militar, mas isto eu só vim descobrir mais tarde. Lembro-me de ver, em alguns lugares, os cartazes com fotos dos procurados. Isso me lembrava um pouco os filmes de cowboy.  Acho que naqueles anos o mundo era bidimensional. Havia o governo e os “comunistas”, esquerda ou direita. O muro de Berlim imaginariamente dividia o mundo entre o bem e o mal.

O governo Médici usou a vitória da seleção como propaganda de governo. Estávamos em pleno milagre brasileiro, período de grande crescimento econômico. Havia tortura e perseguição política, medo e frustração.  Mas no futebol éramos os melhores. O tricampeonato deu à seleção a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Quanto orgulho! “A taça do mundo é nossa, com brasileiro não há quem possa…”

Em 1983, no entanto, a taça foi roubada na sede da CBF por Peralta, Barbudo e Bigode (nem os irmãos metralhas tinham estes nomes)…  e repassada a um argentino que vivia no Rio e fazia fundição de ouro roubado. Que vergonha, que desleixo histórico…

O caso só foi desvendado porque um arrombador de cofres negou-se a participar do crime por razões sentimentais… e depois acabou delatando o esquema.

De lá para cá, várias copas, jogadas emocionantes, espetaculares, tudo o que se espera repetir no Brasil. Mas, sinceramente, para mim não haverá emoção. Sinto-me cúmplice das mazelas e de tanta corrupção, dos desvios de dinheiro, do pouco caso com as verdadeiras necessidades nacionais… Não, não vai dar para vibrar. Se em 1970 fui um inocente útil para a propaganda do governo, apenas por ser um apaixonado pelo futebol, desta vez, aos 55 anos, não consigo ser tão apaixonado assim… Edu Krieger , talvez tenha conseguido resumir este sentimento…

 

 

Ah, o nome do arrombador de cofres: Antonio Setta, o Broa. Negou-se a participar do crime porque seu irmão morrera de enfarte na final da copa de 70… ele era o apaixonado pelo futebol. O Broa era ético!

 

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19
mai
2014

reunião com os embaixadores

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Com o objetivo de alinhar as propostas do ano e anunciar as novidades do projeto, Entre 15 e 18 de maio foi realizado um encontro com os embaixadores do projeto Dentista do Bem. O evento aconteceu em São Bento do Sapucaí, e a oportunidade trouxe discussões pertinentes para ações dos voluntários em suas cidades e como eles atuariam no decorrer do ano.



19
mai
2014

Yes, nós escovamos os dentes!!!

por José Henrique Sironi, dentista do bem de Laranjeiras do Sul/PR

 

Há mais de 10 anos esperando um programa permanente de fornecimento de kits de higiene bucal para a população, fiquei otimista quando, em 2013, recebemos do Ministério da Saúde um guia sobre a saúde bucal.

Num primeiro momento pensei: que legal, primeiro eles mandaram os guias, a fim de ensinar os cuidados para os pacientes, e em alguns dias eles mandarão as escovas… as pastas… e o fio dental… pois, se investiram milhões nesses livretos, certamente investirão os mesmos milhões no kit.

Bom, já estamos na metade de 2014, entregamos todos os livretos que recebemos e até agora não recebemos o Kit para escovação.

Cansado de esperar, resolvi criar uma solução paliativa para esta situação: confeccionar escovas com os livretos doados para a população… afinal, de que adianta saber escovar e não ter a condição de fazê-lo?

Nesta SÁTIRA, critico a política pública de saúde bucal e a sua lógica peculiar. E, caso não fique claro, deixo aqui uma explicação: ESTE É UM VÍDEO DE HUMOR E AS ORIENTAÇÕES APRESENTADAS NELE NÃO DEVEM SER COLOCADAS EM PRÁTICA EM HIPÓTESE ALGUMA, POIS NÃO SE TRATA DE UMA TÉCNICA DE ESCOVAÇÃO LEGÍTIMA.

Obrigado…

 

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14
mai
2014

A valorização para quem quer ser valorizado

por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

Nos dias 24, 25 e 26 de abril, aconteceu o Seminário pela Valorização da Odontologia. Promovido pelo CROSP, ele contou com diversas palestras gratuitas sobre ética na odontologia, aspectos legais e burocráticos dos convênios e empreendedorismo.

Junto às palestras, aconteceram as reuniões das Câmaras Técnicas e Comissões do CROSP. Todas abertas ao público. A partir delas foram criadas medidas práticas para melhorar a odontologia em todos os seus aspectos, sendo elaborado um documento, o Pacto Para Valorização da Odontologia – Carta São Paulo 2014, que foi assinado pelos representantes do CROSP e será encaminhado para o CFO.

Pois bem, pela primeira vez em 14 anos de odontologia (cinco de faculdade e nove de formada) eu vejo um CROSP tão aberto aos dentistas. Já adianto que esse não será um post para “puxar o saco” do Conselho (até mesmo porque não votei na Chapa que venceu… e assim como o José Henrique Sironi escreveu em seu post, por diversas vezes quis jogar a cédula de votação no lixo por saber que nada mudaria). Mas precisamos reconhecer essa nova fase. O CROSP está mais atuante e em apenas um ano as mudanças são notórias.

A convite da minha amiga, Dra. Roberta Suely, participei da reunião da Comissão do Terceiro Setor, que tem a meta de organizar e estabelecer o Terceiro Setor dentro da odontologia. Fiquei absolutamente chocada ao perceber que dos oito membros, apenas três compareceram ao evento. E que a reunião aconteceu com apenas seis pessoas. Ou seja, um evento feito para dentistas, para a VALORIZAÇÃO da classe… e cadê os personagens principais?! Cadê aquele dentista que vai para o Facebook xingar que não tem fiscalização para o cara que vende aparelho na 25 de março?! Que fala dos baixos preços pagos pelos convênios, reclama das Organizações Sociais que atendem velhinhos ou crianças gratuitamente e “tiram os pacientes” de seu consultório?! Cadê você, dentista cheio de mimimi?! Você acredita mesmo que a sua insatisfação vai mudar alguma coisa se você continuar sentadinh@ no sofá, só criticando pelas redes sociais?! Você diz que o CRO é uma autarquia fechada e incompetente, mas quando ele se abre você não está lá para expor suas ideias?! E ainda vai continuar xingando?!

Dos 75.000 dentistas inscritos no CROSP, cerca de 800 passaram pelo evento em seus três dias. Pouco mais de 1%.

Estão programando para outubro um outro seminário semelhante. O que demonstra que o CROSP está mudando… agora, nós, DENTISTAS, precisamos mudar.

E parafraseando Gabriel, o Pensador (aposto que já torceram o nariz…):

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!”

Bjs e “inté” o mês que vem!

 

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12
mai
2014

Selfie: narcisismo ou fenômeno social?

por Luiz Gustavo Oliveira, dentista do bem de Teresina/PI

 

A Internet é onipresente. Estamos sempre online. E os portais de acesso para o mundo virtual não ficam mais em nossas casas ou escritórios, mas dentro de nossos bolsos, amalgamados em nosso ser. 

Tenho me interessado sobremaneira em entender a expansão do espaço virtual na “vida real”, a dissolução das fronteiras entre o online e as realidades e identidades e, especialmente, o potencial de dissolução da vida real que a virtual tem causado.

Nesse contexto, o fenômeno do Selfie, é um dos aspectos mais relevantes dessa dualidade virtual/real. Selfie, palavra substantivada do Self  (“si mesmo” em inglês), significa uma espécie de autorretrato feito com câmeras ou celulares e compartilhado nas redes sociais.

Aparentemente uma prática sem tanta importância, na verdade ela denota a que ponto a superficialidade humana chegou, com pessoas extremamente preocupadas em saírem bem na foto, enquanto outras questões humanas são esquecidas por uma sociedade cibernética fotoshopada.

No meu entendimento, não há como negar que os Selfies têm um componente individual, mas são claramente um fenômeno social. E como tal, se quisermos entendê-los, não podemos nos fixar apenas no indivíduo. É preciso ir além.

Como bem ressalta o escritor Diogo Dider, “enquanto no passado buscava-se o interior do ser humano, seus dilemas e frustrações, agora é o externo que importa. A busca pela imagem perfeita, pelo ângulo exato, fez do homem moderno um manequim de si mesmo, inexpressivo, apenas refletindo uma couraça sem falhas estéticas, mas carente, sem rumo, nem direção”.

O homem da modernidade tem medo de se ver de verdade, preferindo se esconder em sorrisos fingidos, poses forçadas e belezas cirúrgicas. E esse autoengano tem resultado em perfis lotados nas redes sociais, mas relações vazias, contatos vagos e humanos cada vez mais desorientados.

Continua Diogo, “Talvez isso tudo seja apenas um fenômeno passageiro, igual a muitos outros que surgem e desaparecem nas redes sociais. Seja como for, enquanto estiver latente, o Selfie, ou qualquer outro modismo, merece uma acurada reflexão. Pois, nem tudo na rede social deve ser encarado como brincadeira. Há coisas que, mesmo divertidas, escondem práticas perversas”.

Por outro lado, também não se deve criar pânico desnecessário sobre o fenômeno. Como dito, ele não é o principal responsável pela doentia sexualidade social dos indivíduos, por exemplo. Ele é apenas mais um vírus entre tantos outros. Cabe a cada um fazer o uso consciente desse meio e não se entregar à sua superficialidade. Há muitas coisas que devem ser fotografadas e eternizadas. E elas nem sempre são belas, pois a vida só tem sentido porque suas belezas nem sempre são agradáveis aos olhos.

 

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07
mai
2014

bailado giselle reverte a favor do projeto dentista do bem

foto-siteNo próximo dia 26 de Junho, a Companhia Nacional de Bailado sobe ao palco do Teatro Camões para o ensaio geral solidário de Giselle, o “bailado romântico mais que perfeito” cuja renda será revertida à Turma do Bem e servirá para ampliar o projeto Dentista do Bem a mais cidades portuguesas, ampliando o número de crianças e jovens impactados.

Para assistir à magia do ensaio de um dos bailados mais apreciados em todo o mundo, a reserva de convites pode ser efetuada através do e-mail: dentistadobem@turmadobem.org.pt. Posteriormente será enviado o convite e o respectivo recibo de doação.

Ensaio geral solidário de Giselle, pela CNB, a favor da Turma do Bem

Dia 26 de Junho | Teatro Camões | 21 horas

Preço: Convite €12

Reservas pelo mail: dentistadobem@turmadobem.org.pt



07
mai
2014

Já ajudou alguém hoje?

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Ajuda, colaboração, suporte… sem isso, a vida se torna difícil! 

Por esses dias, finalizei minha tese de doutorado iniciada há quatro anos. Só consegui cumprir porque fui amparado por muitas pessoas. E assim é tudo na vida.

Todos os dias, temos a oportunidade de ajudar alguém. Uma atenção dispensada, um telefonema e até mesmo um sorriso sincero impactam bastante. Muitas vezes, no entanto, nós perdemos a chance. Você já parou pra pensar no quanto foi ajudado? Sabe aquela força que te alavanca quando você está querendo “jogar a toalha”? Lembro-me dela várias vezes.

Existem diversos tipos de ajuda. Dentre elas a afetiva, a profissional e a financeira.

Mas Walter, eu não tenho tempo nem pra cag%$#…

Calma, amigo. Se você não tem tempo pra nada (eu acho que tem, mas isso é assunto pra outro post), nós temos uma solução: O projeto Amigos da Turma.

Com apenas dois cliques você consegue ajudar a TdB a colocar um monte de jovem na cadeira do dentista. É só entrar no site (clique aqui) e doar R$144 anuais (que podem ser divididos em até 12 vezes no cartão de crédito!!!!).

Aqui vai um apelo pra você, dentista voluntário, coordenador regional, pessoa física: ajude a gente a divulgar essa ação. Compartilhe a ideia com seus amigos, familiares. Mande os contatos pra Turma do Bem… quanto mais gente participar, mais jovens serão atendidos.

Ai se alguém perguntar: “já ajudou alguém hoje?”, você pode responder simplesmente: Sim!

 

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