30
jun
2014

noite de solidariedade com giselle

O Teatro Camões, em Portugal, teve casa cheia para assistir ao Ensaio Geral Solidário de Giselle, pela Companhia Nacional de Bailado. Organizado em parceria com outras duas instituições, o Banco do Bebé e a Cedema, este espetáculo contribuiu para que a TdB conseguisse arrecadar fundos que vão permitir a expansão do projeto Dentista do Bem a outras cidades no sul do país. Um agradecimento especial para a Côabus pela oferta do vinho do porto com que brindámos os presentes no final do espetáculo.



30
jun
2014

Quem também faz a roda girar

Por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

JURO que queria escrever para vocês nesse mês, mas aí eu recebi essa carta (sim… uma carta escrita à mão e enviada pelo Correio)… vocês entenderão porque não escrevi….

“Já faz algum tempo que eu queria escrever para a TdB, sobre como o projeto Dentista do Bem faz muito bem aos alunos, mas eu não sabia se era possível.

Antes, vou me apresentar: meu nome é Renata, tenho 30 anos e sou professora de matemática na rede pública estadual de São Paulo. Conheci o projeto por meio da Dra. Marília, com quem reencontrei depois de algum tempo.

Não estranhem a palavra reencontrar, porque foi isso mesmo. Eu e a Dra. Marília nos conhecemos há 20 anos, amigas de escola, uma amizade do coração. E acho que, assim como eu, desde os 13, 14 anos ela já dizia que queria ser dentista (e eu professora de matemática).

Ela mudou de escola, depois entramos na faculdade, cada uma atrás dos seus sonhos. E assim nos formamos, eu, professora, e ela, dentista.

Sem demagogias, sou apaixonada pelo que faço. Amo meu trabalho, amo meus alunos e ainda acredito que a educação é o que faz o ser humano e a sociedade caminharem para frente. Ainda tenho o brilho nos olhos quando entro em sala de aula. Vejo esse mesmo brilho nos olhos da Má (me desculpem, acho que tenho o direito de chamar a Dra. Marília assim) ao falar da sua profissão e, principalmente, desse projeto que ela abraçou com tanto carinho.

Esse ano, trouxemos a Mega Triagem para a escola onde leciono. Ao entregar as autorizações, alguns alunos ficaram envergonhados de participar, de mostrar aos amigos que poderiam ter algum problema no sorriso. Mesmo assim, havia alunos interessados em cuidar do seu “cartão postal”.

No dia da Mega, as coisas mudaram. Os alunos que tinham trazido as autorizações foram para a sala participar da triagem sem problemas… e os que não tinham trazido, queriam participar e estavam com vergonha! Foi um tal de pedir pra beber água, ir ao banheiro, falar com a coordenadora… e depois voltava todo mundo sorrindo.

No momento, alguns alunos estão aguardando a cartinha, outros já receberam e marcaram a primeira consulta. Ultimamente o que mais tenho escutado depois de “já corrigiu a prova” é “já falou com a doutora?” ou “Quando vai chegar a cartinha?”

Um dia desses, uma aluna que já passou pelo primeiro atendimento, ao me encontrar no corredor, me abraçou e disse: “muito obrigada, Professora. É tudo verdade. Já fui ao dentista. EU não sei como agradecer.” Foi aí que eu vi o brilho dos nossos olhos (meu e da Má) refletir nos olhos dessa aluna.”

Preciso escrever mais algum coisa?!

Ah, claro que preciso… precisamos de mais “Renatas” nesse país!

Bjs e até a próxima… falando sobre a Copa, é claro!!!!

 

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18
jun
2014

Não há nada de Marx em ser elite

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

Conceitualmente elite, do francês “élite”, significa escolhido. Pode designar, genericamente, um grupo hierarquicamente superior em instituições, grupos de trabalho e outras organizações. Em política, se refere à classe dominante – o que, no Brasil, tornou-se quase um xingamento.

Agora, me responda: que mal há em ser da elite?!

Quando busco um aprimoramento pessoal, em qualquer área de atuação, uma especialização que seja, acabo atingindo uma posição superior. De elite.

Quando escolho as melhores escolas para meus filhos, os cursos mais concorridos… idem!

Seleções de futebol são formadas pelas elites do futebol de cada país. A Copa do mundo reúne a elite das seleções.

Quando passo em um exame, com 85 candidatos por vaga. Concursos públicos ou não… Isto tudo é elite!

E não há nada de mal nisto. Pelo contrário, é demais! Requer esforço e dedicação. Requer aplicação, foco. O grande problema é a falta de oportunidades para que todo mundo tenha a chance de se tornar elite de alguma coisa.

Veja os meninos que atendemos no projeto Dentista do Bem, por exemplo. Quando resgatamos os seus sorrisos, estamos fazendo mais que isso. Estamos lhes dando chances. Ao trazê-los para a elite das pessoas que têm acesso a um tratamento odontológico digno, criamos uma oportunidade e proporcionamos uma transformação.

Em vez de combatermos as elites… e demonizá-las pelo simples fato de existirem, nós devemos, sim, procurar o melhor! E lutar para que os outros também tenham a oportunidade de fazê-lo.

 

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16
jun
2014

Nossos filhos

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Há muitas gerações, alguns privilegiados, como nós, seguimos um script idêntico: por volta dos sete anos vamos para o 1º ano do ensino básico e finalizamos o ensino médio aos 17-18 anos – se não houver nenhum deslize. Aí, chegamos a um momento decisivo: a escolha da profissão.

Para os mais “jurássicos”, as opções eram mais restritas. Engenharia, Direito, Odontologia ou Medicina, basicamente. Hoje, a profusão de cursos superiores, técnicos e profissionalizantes é imensa. Observo a dificuldade dos futuros cidadãos nesse momento. Não seria bom se eles pudessem “dar um tempo” antes da escolha? Por que não trabalhar para amadurecer? Viajar? Fazer um curso? E só depois disso escolher as profissões que vão lhes acompanhar pelo resto das vidas?

O problema é que, na sociedade em que vivemos, a mudança desse roteiro é quase que impensável. As pessoas acreditam que o sucesso na vida depende da agilidade dessa decisão. Quanto antes se começa, antes se estabelece. E se alguém decide mudar essa história, todo mundo se surpreende. Por que isso aconteceu com meu filho(a)? O que vai ser dele?

Com isso estamos compactuando com uma produção em massa de profissionais infelizes – mas, algumas vezes, bem sucedidos. E esquecemos que estamos no mundo para sermos felizes.

Por isso, estou tentando transformar minha visão sobre assunto. E dando a meus filhos a chance de escolherem um novo caminho, um plano alternativo. Claro que a mudança de um pragmatismo gera muita incerteza. Mas esse é um risco que estou disposto a correr. Para dar ao mundo profissionais que amam a sua profissão. E que fazem a diferença na sociedade por causa disso.

Desejem-me sorte.

 

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11
jun
2014

A minha história

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Dia desses eu me peguei relembrando a minha história. E me surpreendi como as coisas me fizeram acabar na Turma do Bem… tudo o que isso me proporcionou.

Quando me formei, já tinha um emprego (não como dentista, claro) e um consultório financiado pela minha mãe. A partir do meu primeiro pagamento, passei a assumir as parcelas.

Montamos o consultório num “quartinho” nos fundos da minha casa e aproveitamos a garagem (que demorou bastante para ser ocupada por um carro) como sala de espera. Atendia lá à noite e aos sábados, pois já estava em dois serviços. Era bem apertado, mas estava fazendo o que sempre sonhara – e também quando se é jovem nada é sofrido.

Não sei exatamente se naquela época já me inclinava para o voluntariado. Não sei precisar quando ele se fez necessário, talvez só com o amadurecimento. Mas me lembro que sempre mantinha um ou dois tratamentos “de grátis”, ou, ainda, que jamais tive coragem de cobrar (em cidade pequena se sabe dos “apertos” de todos).

E daí, muitos anos depois, fui puxada pelo braço para assistir o Alex no CIOSP de 2007. Envergonhei-me por não conseguir segurar o choro e tive plena convicção de querer aquele projeto para a minha cidade. Tornei-me Dentista do Bem e Coordenadora de Igaraçu do Tietê.

E, pela vontade de “devolver sorrisos”, proporcionando oportunidades para pessoas carentes, eu vivi um monte de coisas que jamais imaginei. Participei do Sorriso do Bem, conheci Portugal, fui entrevistada pelo Jô e, ano passado, recebi o título de Melhor Dentista do Mundo. Não é surpreendente?

 

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09
jun
2014

Sorriso do Bem 2014 será realizado em São Bento do Sapucaí

De 06 a 09 de novembro todos os holofotes da maior rede de voluntariado especializado do mundo se voltarão para São Bento do Sapucaí. Localizada no interior de São Paulo, a 200 km da capital, a cidade de pouco mais de 11.000 habitantes receberá a nona edição do Sorriso do Bem, evento de capacitação e premiação dos melhores voluntários do projeto Dentista do Bem.

Durante quatro dias os convidados participarão de palestras, fóruns e debates, discutindo a saúde bucal e o terceiro setor de maneira bastante aprofundada. Para fechar, acontecerá uma cerimônia de premiação, da qual um voluntário sairá com o título de “O Melhor Dentista Do Mundo”! Tudo com transmissão ao vivo no site da TdB.

Os participantes serão convidados de acordo com a qualidade do trabalho realizado no ano (em breve divulgaremos o regulamento do evento).

Neste momento, estamos fechando o cronograma oficial e os palestrantes do evento. Aguarde mais novidades. Este será o maior e melhor Sorriso do Bem da história da TdB.



04
jun
2014

O Desafio

Por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

Quando a minha última coluna foi ao ar, o Sr. Thiago Gimenes, mordido de inveja e recalque, fez uma crítica a meus textos, alegando que eles não tinham qualidade (para quem não sabe, temos um “desafeto cibernético” há anos). Diante disso, lancei um desafio e abri o espaço para que ele escrevesse um texto melhor que os meus.

Pois bem, desafio lançado (tão burro que nem sabe como a história começou), pensei que ele colocaria toda a fúria das nossas discussões e que o texto seria “bafônico”. Estava enganada… o cara descreveu o sentimento de muitos  jovens brasileiros. (O Gimenes quebrou meu raciocínio me chamando no Whatsapp – CHATOOOOO). Um texto denso, sem a pegada de humor que nos cabe, mas que coloca a galera para refletir.

Com vocês, Thiago Gimenes comentado por Marília Martins…. 

………..

Quando Marília me desafiou a escrever na coluna dela neste mês (ela não tem criatividade pra escrever e fica inventando esses desafios), nós estávamos no ônibus, indo para o encontro dos embaixadores em São Bento do Sapucaí (Sabe de nada, inocente!). Aceitei o desafio e na hora pensei em entregar algo descontraído e engraçado.

Uma semana após o encontro, pedi desculpas a ela, alegando estar sem ideias (Estava arregando… sabe que não é páreo). (In)felizmente, algo me deu um assunto.

Acabei de ver o vídeo do caos que o metrô de São Paulo se transformou após a greve dos motoristas de ônibus. Acabo de ler, também, que policiais civis e professores de vários estados também entraram em greve. Fiz uma pausa no texto, passei num site de notícias e li que os funcionários do metrô de SP também estão em estado de greve…

Gente, o que está acontecendo?

Quem me conhece, nem que seja pouco, sabe que sou muito alto astral e nunca tenho tempo ruim. Mas, pela primeira vez, eu estou perdendo as esperanças.

Aí alguém pode me dizer  “mas é só o povo se unir e tirar esses políticos de onde eles estão….”

(Neste momento Marília me chama no whatsapp pra dizer que o texto era pra ontem e quebrou todo o meu raciocínio…) (A Marílinha tinha acabado de levar uma “bronca” do Jhonatas… Não tive culpa!!!!!)

Então… mas será que o problema são os políticos? Será que os políticos não são apenas o espelho do povo que eles “representam”?

O Brasil está assim por culpa de seus governantes ou a culpa é do povo brasileiro??? Brasileiros que lincham inocentes e às vezes matam pessoas que eles acham que fizeram algo errado. Brasileiros que estão preocupados com suas próprias narinas e param de trabalhar sem se importar com o que vai acontecer com pessoas de bem que necessitam de transporte público, saúde, educação e segurança? Brasileiros que esquecem que o país está do jeito que está na hora de assistir um jogo da copa? E pior… Brasileiros que, se estivessem no lugar dos políticos, fariam muito pior.

Sei que ainda temos pessoas de bem. Pessoas esforçadas, que lutam por um Brasil melhor. Mas não consigo ver essa galera como uma maioria. (A galera que FAZ UM BRASIL MELHOR não é maioria, mas essa minoria faz uma ENORME diferença na vida de milhares de brasileiros.)

Fui um pouco brasileiro e egoísta aqui e escrevi pensando apenas em mim. Por favor, nos comentários, tentem me dar um pouco de esperança porque eu já estou quase jogando a toalha, amigos.

Obrigado pela oportunidade de escrever o texto mais deprê da sua coluna, Marília.

………..

Ok, ok… mesmo sendo um texto megadepressivo, foi muito reflexivo também. Compartilho dessa descrença em nosso país. Mas, diferente do Thiago, vejo que o Brasil pode ser mudado pelos brasileiros que fazem. Existe uma luz de esperança em um longo túnel a percorrer.

Dois dias depois de escrever, o “Thiago normal” já tinha voltado com o seu bom humor. Mas esse Thiago, insuportável, não quis reescrever o texto mesmo depois dos meus pedidos. Nada que o leitor fique surpreso, pois quem o conhece sabe que ele é chato pra caramba, estando depressivo ou não.

Sou obrigada a reconhecer… o cara escreve bem!!!! Mas os meus textos são beeeeeemmmm melhores…. Hahahahahahaha!

Até o mês que vem, galera!!! ;)

 

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02
jun
2014

0,5%

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

O que existe em comum entre Martin Luther King e Nathan Bedford Forrest? Felipe Camarão e Maurício de Nassau? Winston Churchill e Hitler? E mais, o que existe em comum entre eles e qualquer um de nós? O Código Genético, o genoma humano, idêntico em 99,5% dos casos.

Somos tão iguais e ao mesmo tempo tão distintos, com tantas particularidades, que só a tolerância para nos permitir o relacionamento interpessoal. O que é difícil por definição, pois só podemos tolerar aquilo que não nos agrada.

Mesmo assim precisamos dela, da forma mais ampla possível. A real virtude da tolerância é que ela conduz ao debate. Traz conhecimento, informação e colabora no crescimento do indivíduo. O debate fortalece as ideias e as relações, principalmente se for bem conduzido e concluído.

Claro, é preciso limites. Total tolerância é apatia. Nenhuma tolerância é fanatismo. E o contrapeso da tolerância é a moderação. Forças inversamente proporcionais, que em equilíbrio proporcionam relações harmônicas; ou melhor, suficientemente harmônicas.

Ambas variam, tanto de indivíduo para indivíduo, como no mesmo indivíduo diariamente. E sofrem interferências de outros fatores externos e internos.

Por isso, ao sentirmos estar no limite de alguma das duas, sugiro: sente-se confortavelmente, abra uma garrafa de um bom vinho e consuma com moderação. Ou de acordo com sua tolerância!

O mundo estaria melhor se os certos tivessem menos tolerância e os errados mais moderação.

 

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01
jun
2014

Com o pé na estrada

Durante 15 dias a TdB pegou estrada para desenvolver e potencializar o projeto Dentista do Bem no norte de Portugal. Ao todo, 13 cidades foram visitadas: Viana do Castelo, Barcelos, Braga, Vila Nova de Famaliacão, Póvoa de Varzim, Paredes, Panafiel, Valongo, Santa Maria da feira, Aveiro, Viseu, Coimbra e Leiria. Resultado: centenas de jovens portugueses serão beneficiados pelo projeto, se consultando com um dos voluntários da Turma do Bem.