28
jul
2014

Rede social ou antissocial?

por Thiago Gimenes, dentista do bem de Votorantim/SP

 

Mês passado foi ressuscitado um velho amigo de muitos dos que leem esse texto: O ICQ. (Se você não sabe do que estou falando, veja aqui www.icq.com/pt).

Ele voltou para brigar com o WhatsApp (se você não sabe o que é WhatsApp, está na hora de se atualizar um pouquinho) e entrar de vez nesta mania de mensagens instantâneas gratuitas.

Muitas pessoas criticam o fato de passarmos muito tempo com o celular na mão ou pelo fato de só conversarmos através do WhatsApp. Muitos ainda dizem que estes aplicativos distanciam as pessoas. Eu discordo. E discordo muito.

Tenho certeza que muitos de vocês, coordenadores, criaram grupos no WhatsApp para conversar de maneira mais rápida com os dentistas de sua rede (se ainda não fez, tá na hora né!). Tenho certeza também, que a galera que trabalha na ONG se comunica via WhatsApp quando não estão juntos. E os dentistas que conhecemos nas capacitações, mas moram em outros estados? WhatsApp resolve!

Redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, se usados da maneira correta, unem as pessoas. Pessoas que talvez nunca conhecêssemos, agora podem bater um papo conosco todos os dias.

Grandes amizades se formam on-line, casais surgem on-line, encontros são combinados on-line, velhos amigos se reencontram on-line e dentistas entram para a TdB e são capacitados on-line.

Que as redes sejam mais sociais que antissociais.



23
jul
2014

Atenção, senhores passageiros com destino a… SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

Por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

A TdB ia ousar atravessar o Atlântico com 250 loucos e fazer o Sorriso do Bem em Portugal. O motivo? Chega a ser 40% mais barato levar esse número de dentistas para lá do que realizar o evento em São Paulo. (O tal do “custo Brasil” é pornográfico, mas isso é tema pra outro blog).

Quando me contaram a possibilidade, fiquei em choque: íamos transpor barreiras, mudar a história da odontologia e atravessar o oceano levando o orgulho de fazer parte da TdB. MÁGICO!

Passada a euforia inicial, fui chamada para uma reunião com alguns coordenadores. Seríamos os “Advogados do Diabo”. Com toda equipe da Turma do Bem “pilhando” para o lado bom, precisávamos pensar com a cabeça de que estava distante. Dentistas da rede, coordenadores, dentistas que não são cadastrados no projeto, sociedade civil… o que eles pensariam?!

Aí muitas dúvidas começaram a surgir na minha cabeça (sou tão louca que consigo travar diálogos enormes comigo mesma… rs) e as respostas ficavam cada vez mais difíceis. E se elas não seriam simples para pessoas que vivem dentro da TdB, como eu, imagine para quem estava mais distante… em outra cidade, em outro estado.

Mais tarde, por vários motivos, ficamos sem o SdB europeu.

Respirei… respiramos!

E aí, como é do feitio da TdB, (re)programaram um Sorriso do Bem ainda melhor. FECHARAM São Bento do Sapucaí, uma cidade fofa e lindaaaaa no interior de São Paulo, para receber coordenadores velhos, coordenadores novos, dentistas de rede e estudantes do bem. Palestras, festas, “surpresas a la TdB”, uma cidade inteirinha de braços abertos, empenhada em receber aqueles que não medem esforços para ver o sorriso de jovens carentes. Dá pra imaginar?

Já estou com frio na barriga e contando os dias para saber o que a equipe da Turma do Bem está preparando pra gente. E tenho certeza que depois da passagem dos loucos da TdB por São Bento, a cidade nunca mais será a mesma!!!! Hahahahahahaha…

E aí, ficou ansioso(a) também?!?!?! Então já separe a primeira semana de novembro na sua agenda… nos encontramos no Sorriso do Bem em São Bento do Sapucaí.

\\O//



21
jul
2014

O Bem e o Mal

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

Estamos vivendo um momento incomum de difusão de ideias e opiniões. Talvez porque o uso das redes sociais propulsione mais rapidamente e com um alcance muito maior o que poderia ser uma conversa informal, as “conversas de botequim” perderam fronteiras. Tecladas a quatro paredes, instantaneamente atingem os quatro cantos do mundo. Podemos “curtir” e compartilhar o que gostamos, o que nos faz BEM. Podemos criticar ou “deletar” o que  não gostamos, o que nos faz MAL. “Simples assim”, basta escolhermos a tecla.

O Maniqueísmo é uma forma de pensar simplista que divide o mundo em dois: o do Bem e o do Mal. O pensamento simplista nasce da intolerância ou do desconhecimento, seja das coisas ou das necessidades do outro. Também da pressa em entender e reagir frente ao que se apresenta complexo. O pensamento maniqueísta cria pares antagônicos do tipo: direita/esquerda, objetivo/subjetivo, reacionário/progressista, capitalista/comunista, branco/preto, etc. E dentre estes seleciona o Bem, tornando o outro o Mal. E como abominamos o Mal, consciente e inconscientemente acabamos conduzidos a atitudes extremistas.

Vejam nos Blogs de Reinaldo Azevedo e Leonardo Sakamoto, por exemplo. As contestações dos leitores raramente caem sobre o assunto, contra o argumento. De forma frequente, recaem sobre os argumentadores, os blogueiros. Em ataques pessoais, veementes e extremistas. Acabam contra os argumentadores e não contra os argumentos.  E isto não me parece uma evolução de conduta humana. Muito menos uma vontade de debater, e sim de abater.

Ora, o simples fato de eu não concordar com o que você pensa ou faz, não me coloca como seu inimigo. Mesmo porque se trata de uma situação, frente a outra posso até vir a concordar. O pensamento é dinâmico e amplia-se com o conhecimento, e assim as posturas podem ser mudadas. Como diria o Barão de Itararé, o problema não é mudar de ideia. O problema é não ter ideias para mudar.

Em tempo, a Turma do Bem é uma marca, um nome fantasia, assim como a Coca Cola. Não ser voluntário na Turma do Bem não torna a pessoa do mal. A não ser que voce acredite que a Coca-cola é feita de coca e de cola. Mas como eu disse, o pensamento é dinâmico, concorda?



16
jul
2014

#TeveCopa e #VaiTerUrna

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Uma dúvida: alguém conseguiu ficar imune à Copa do Mundo? Difícil, né… Ela esteve em todo lugar: da editoria de Esportes (ah, vá!) à editoria de Política… das mesas de bar às conversas com porteiros… e no Facebook, então? Uffa… Queiramos ou não, o fato é que #TeveCopa – e isso mexeu com todo mundo.

Nós, dentistas, por exemplo, simplesmente não conseguimos trabalhar em dia de jogo. Teve gente que optou por fechar a clínica e, em alguns casos mais extremos, dar férias coletivas aos funcionários (apesar de continuarmos com os mesmos gastos ou até mais… enfim).

A febre da Copa foi inevitável. Nós adoramos o futebol. Como não nos renderíamos ao maior evento do esporte? Inocente quem pensou que o #NãoVaiTerCopa resistiria ao apito inicial do jogo entre Brasil e Croácia. Ou quem achou que as manifestações chamariam mais atenção do que Messi e Cia. nos gramados brasileiros.

Mesmo assim, não podemos esquecer: 2014 não é apenas o ano da Copa do Brasil. Daqui pouco mais de três meses nós iremos às urnas. E todo mundo quer mudanças – incluo aqui os “escolhidos”, também chamados de elite, como perfeitamente elucidado no último texto do Scott (clique aqui). Saúde, educação, moradia e transportes funcionam mal. E isso não se resolve com espetáculo… com #CopadoMundo. São necessários novos rumos, ideias que funcionem, honestidade moral.

E para isso precisamos de unidade, foco, objetivo comum. O “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” não pode ficar apenas nas arquibancadas. Ele precisa sair para o mundo. Precisamos virar um time. E, passo a passo, degrau a degrau chegaremos a nosso objetivo.

 

Clique aqui para comentar.



07
jul
2014

“O valioso tempo dos maduros”

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Li recentemente esse poema de Mário de Andrade e gostaria de compartilhá-lo com vocês.

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.”

Pois, de fato, este é o momento que muitos de nós da TdB estamos vivenciando. E quem ainda não chegou até aqui, que chegue com essa “sabedoria”. Pois só assim saberemos com toda certeza que tudo “FEZ SENTIDO”!

Realmente, este é o meu desejo.

 

Clique aqui para comentar.



02
jul
2014

No final, o que te motiva mesmo?!

por Thiago Gimenes, dentista do bem de Votorantim/SP

 

Tenho visto uma crescente onda de publicações em redes sociais (sempre elas!) de pessoas mostrando o quanto ajudam… Fotos com textos gigantescos dizendo como adoramos ajudar os outros e críticas contra quem não ajuda (ou achamos que não ajuda). Isso me fez pensar. Qual é a nossa motivação em ajudar alguém? Parece que tudo o que fazemos é para que os outros vejam.

Um exemplo: Sou voluntário da TdB. Atendo adolescentes em meu consultório e: posto “selfies” todos os dias em poses variadas com textos lindos sobre como amo ajudar as crianças.

Não creio que este tipo de atitude seja errado. Mas comecei a me policiar e percebi que estava mais preocupado com o que os outros iriam pensar a meu respeito do que realmente deixar a minha marca nesse mundo, fazer a diferença.

Fazer o “bem” é apenas uma maneira de devolvermos um pouco do que recebemos em nossas vidas. Por isso, devemos ter cuidado com o porquê o fazemos. É para nossa satisfação? Para ver um sorriso no rosto de quem precisa ou de quem amamos? Ou para que os outros achem que somos pessoas boas?

Que seja para o nosso bem e para um mundo melhor. Só isso.

 

Clique aqui para comentar.