22
set
2014

Envie seu relatório

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Sempre que se aproxima o Sorriso do Bem (e, consequentemente, o prazo de entrega do Relatório Anual de Atividades), começa a minha apreensão. Deixe-me explicar melhor.

Para participar da capacitação e concorrer no evento de premiação do Melhor Dentista do Mundo, todos os voluntários devem preencher o Relatório Anual de Atividades. Através dele, a TdB chega nos melhores dentistas da rede, que serão convidados para o Sorriso do Bem e premiados durante o evento. Além disso, graças aos relatórios são recolhidas informações sobre as atividades realizadas por toda a nossa rede no último ano, mostrando exatamente como andam os tratamentos de nossos mais de 49 mil beneficiários.

Pois bem. Como em todos os anos, minha vontade é de que todos os dentistas da minha rede enviem seus relatórios (sempre me coloco à disposição para ajudar)…  seria ótimo que eles contassem como andam seus trabalhos, mostrando sua valiosa colaboração.

Uso o argumento de que seria muito importante que eles vivenciassem “tudo aquilo” que é o Sorriso do Bem.

Infelizmente, nunca tive 100% de êxito. Apesar da minha insistência, é sempre uma minoria que preenche e envia o relatório anual.

Entretanto, eu não desisto. Estou de novo em campanha: Dentistas da minha rede, respondam o questionário!

No final, tudo se resume em “CRIANÇAS NA CADEIRA DO DENTISTA”… UHUHUH!

 

PS: Para baixar o modelo de relatório, clique aqui.



17
set
2014

1984

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

Winston escreveu em seu diário:

“Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não tem como se conscientizar.”

Winston é o protagonista de 1984 (Cia. das Letras), de George Orwell.  Uma sátira sombria e assustadora de qualquer regime totalitário e seus efeitos nocivos. A obra ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre as consequências da passividade da população.

“[...]Nasciam, cresciam pelas sarjetas, começavam a trabalhar aos doze anos, aos trinta chegavam à meia idade, em geral morriam aos sessenta. Trabalho físico pesado, cuidados com a casa e os filhos, disputas menores com os vizinhos, filmes, futebol, cerveja e, antes de mais nada, jogos de azar, preenchiam o horizonte de suas mentes. Não era difícil mantê-los sob controle. [...] Deles só se exigia um patriotismo primitivo, que podia ser invocado sempre que fosse necessário fazê-los aceitar horários de trabalho mais longos ou rações mais reduzidas. [...]”

Editado pela primeira vez em 1949, com um titulo futurista, que já passa há 30 anos, continua soando atual e cotidiano. Ainda mais em época de eleições… Vale muito a pena (re)ler.



15
set
2014

E começou a busca…

por Thiago Gimenes, dentista do bem de Votorantim/SP

 

Vocês já devem ter visto pelos “facebooks” da vida uns vídeos com o título “Começou a busca pelo melhor dentista do mundo”.

Pois é… mais uma vez, o sorriso do bem está chegando e o burburinho já começou nas rodinhas de amigos, nas mesas de bar e nos inbox das redes sociais. QUEM SERÁ O MELHOR DENTISTA DO MUNDO?

Como eu sei quem será o melhor dentista do mundo e como eu fiquei sabendo que a noite da pizza não foi liberada na capacitação, eu irei revelar o vencedor.

Preparados?

O melhor dentista do mundo é… VOCÊ!

Você que está lendo este texto.

Você que faz parte desta galera que separa uma parcela dos seus dias para ajudar quem não pode pagar por um tratamento.

Você é diferenciado. Você merece um prêmio todos os dias por realizar um trabalho voluntário. Você está na frente de todos os outros profissionais da odontologia.

Ver uma criança ou uma mulher adulta sorrindo após um tratamento é o maior prêmio que alguém pode receber, e ainda rola um bônus. Tudo o que acontece na capacitação e na premiação é uma maneira de presentear cada um de vocês por abraçarem o projeto, a causa, o BEM.

Vocês são vencedores…



13
set
2014

TdB produz monólogo estrelado pela atriz Lu Grimaldi



08
set
2014

Maria: louca, piedosa e Tisi

Por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

Foto: Caio Leão

 

Maria I de Portugal… vocês já escutaram e ainda escutarão falar muito sobre ela.

Em terras lusitanas era tida como Piedosa, idolatrada pelos súditos e muito devota à Igreja Católica. Todavia, tornou-se mentalmente incapaz, o que gerou a fama de Louca. E depois de uma fuga catastrófica de Portugal, chegou com a Família Real em descrédito aqui no Brasil.

Esta é uma pequenina descrição de uma grande mulher. Mas não vou mais falar sobre essa Maria louca e piedosa, pois ela será brilhantemente retratada na peça “Palavra de Rainha”. Falarei sobre outra grande mulher. Também louca e piedosa, também Maria.

Maria Luísa Tisi, mais conhecida como Lu Grimaldi, é paulistana e aos 18 anos saiu da casa dos pais para viver o sonho de ser atriz. Sofreu, ralou, brilhou e venceu. Começou no teatro. Foi parar na TV. Colecionou um monte de sucessos, contribuindo inclusive com o cinema brasileiro. E, além disso tudo, tornou-se madrinha da Turma do Bem graças ao seu engajamento nos projetos da TdB.

Conheci a Lu pessoalmente em minha primeira capacitação. Assustei-me um pouco com seu tom de voz grave e seu jeito enérgico de falar – ela estava dando bronca em alguém (sim, como uma boa madrinha ela grita, dá bronca, resolve a situação e depois distribui beijos e gargalhadas). Apaixonei-me por seu jeito e sua paixão pelos dentistas do bem.

Participou voluntariamente de todos os eventos da Turma do Bem e emprestou a sua imagem para alguns dos nossos documentários. Uma das nossas maiores (e melhores) voluntárias não-dentista.

E quando eu acho que a Lu já se doou ao máximo para a TdB vem “Palavra de Rainha” e me mostra o amor GIGANTESCO que essa madrinha tem.

Contextualizando, “Palavra de Rainha” é um monólogo produzido pela TdB (parte da sua renda vem para a Organização) e estrelado por Lu. Inspirada na vida de D. Maria I, a história transcorre em três situações distintas: os anos que a monarca passou reclusa no Palácio de Queluz, para onde foi enviada após as primeiras manifestações da loucura, a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil, no final de 1807 e, finalmente, os seus últimos anos de vida, num convento das carmelitas no Rio de Janeiro.

Por causa disso, Lu está longe do Gabriel e do Thor (filho de verdade e filho de quatro patas, respectivamente) há mais de 60 dias. Mora provisoriamente em um frio e impessoal quarto de hotel. E nem assim perde a alegria e o brilho nos olhos.

Encontrá-la é uma delícia. Com o astral altíssimo, sempre sai distribuindo sorrisos. Se perguntada sobre a peça, faz questão de explicar tudo, do cenário ao figurino e direção… praticamente uma aula sobre artes e história. Estudou profundamente a vida da D. Maria (basta segui-la no Instagram – @lugrimaldi – para ganhar um banho de cultura). E não desgruda do texto por um segundo…

Ou seja, nenhuma Maria seria o suficiente para reviver a Rainha nos palcos. Observando de fora, por vezes as Marias se confundem: a louca, piedosa, a Tisi.

Bravo, Lu. Bravíssimo!

 

PS: Para garantir o seu ingresso, é só clicar aqui ou entrar em contato pelo telefone 4003-1212.

Espero todos vocês por lá!



01
set
2014

Turma do Bem produz espetáculo Teatral sobre a vida de D. Maria I

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Em uma iniciativa pioneira, a Turma do Bem, ONG que atua na área odontológica, está produzindo o espetáculo teatral Palavra de Rainha. Baseado na vida de D. Maria I, a peça nos convida a viajar pelo paradoxal universo da monarca, conhecida em Portugal como a Piedosa e, no Brasil, como a Louca.

A peça coloca Maria I em situação de reclusão. Além de sua real reclusão em Queluz, em Portugal, e no convento, já no Rio de Janeiro, a rainha é deixada a sós com suas divagações. Ela está à deriva no mar de seus pensamentos, onde memória e delírio se misturam, ora em violentas tempestades, ora em calmas análises do passado.

Em seus devaneios, dona Maria I relembra sua trajetória até o trono, relembra da dor de ter perdido seus filhos para a varíola, dos desastres pelos quais Portugal foi acometido, das dificuldades deixadas por seu pai e dos primeiros sinais de loucura que apresentou. Nessa travessia que a encenação nos convida a acompanhar, vemos surgir importantes coadjuvantes da história de D. Maria I, com quem ela trava imaginários diálogos: Dom João VI, Marquês de Pombal, seu pai Dom José I e Carlota Joaquina.

Desse modo, além de lançar luz sobre uma personagem frequentemente ignorada pela história oficial, por não se basear em um texto meramente histórico, o espetáculo conduz à discussões interessantes sobre o papel da mulher na história e o reducionismo maniqueísta entre Bem e Mal, Certo e Errado, Sanidade Loucura, Piedade e Crueldade.

Escrito por Sérgio Roveri (vencedor do Prêmio Shell), Palavra de Rainha é protagonizado por Lu Grimaldi e conta com direção de Mika Lins, Direção de Produção de Giuliano Ricca, Cenografia/Figurino de Cássio Brasil e Designer de iluminação de Fran Barros.

 

Trabalho Social

O principal objetivo da peça é gerar uma fonte de renda alternativa para a OSCIP, garantindo, então, a continuidade e expansão de nossos projetos.

Desse modo, pela primeira vez uma organização social utilizará leis de incentivo para produzir cultura e, com isso, gerar investimentos para atacar um problema social – no caso, a falta de acesso a tratamentos odontológicos.