04
ago
2014

Kit de higiene bucal já!

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

O Brasil é um país de desdentados. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal: SB Brasil 2010, 13,7% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos necessitam de prótese dentária, assim como 68,8% dos adultos com idade entre 35 e 44 anos e 92,7% dos idosos com idade entre 65 e 74 anos. Para agravar o quadro, o acesso da população ao kit dental (escova, pasta e fio dental, únicas ferramentas que previnem os problemas bucais) é problemático. Segundo o estudo SB Brasil de 2003, 45% dos brasileiros, ou seja, 86 milhões de pessoas, não possuíam acesso regular a escova de dente. De lá pra cá, o governo se gaba de ter distribuído 72 milhões de kits dentais – um déficit enorme, que piora ao lembrarmos que eles deveriam ser redistribuídos a cada três meses.

Por isso, a TdB vem se mexendo para ir além do trabalho curativo desenvolvido pelos dentistas do bem. Afinal, apesar de transformar a realidade de dos quase 48 mil beneficiários, os atendimentos promovidos pelo projeto não resolvem, nem de longe, o problema da saúde bucal do Brasil. O que são dezenas de milhares perto dos milhões desassistidos pelo poder público?

Nesse sentido, a luta para que as prefeituras distribuam gratuitamente o kit de higiene bucal é uma arma poderosa. A ideia é fantástica e, em longo prazo, reduzirá consideravelmente a demanda por tratamentos odontológicos. (Porém, como sempre, o dinheiro público é mal gerido. Daí, faltam recursos nas ações preventivas. Com isso, os problemas bucais se agravam… e o governo não dá conta de resolvê-los).

Mesmo assim, muita coisa já foi feita. Ao todo, em oito cidades um ou mais projetos de distribuição de kit dental já estão em execução – o que garante um impacto direto em mais de 200 mil pessoas. Além disso, em dezenas de outras eles foram sancionados e estão aguardando entrar em execução.

Agora você pode se perguntar: “tá… mas como eu faço para a prefeitura distribuir escova, pasta e fio dental?”

Uma forma bacana é por meio de algum jornalista inquieto. Aquele tipo que está sempre cutucando. Aqui em Bauru, por exemplo, o jornalista Nelson Gonçalves (por sinal, assim como seu homônimo famoso também é cantor) nos procurou. Ele estava fazendo uma matéria ampla sobre a saúde bucal da cidade. Através dele, marcamos audiência com o prefeito e seus secretários. Estes se comprometeram a aumentar o número de kits para a distribuição nas escolas e levantar o número de usuários dos postos de saúde para viabilizar a compra e distribuição nesses locais.

Claro, essa não é a única forma. Você pode ir atrás de um vereador conhecido e apresentar a proposta (clique aqui para saber mais)… pode ir direto no prefeito… pode fazer barulho nas redes sociais… o importante é que a discussão comece… e para achar a melhor abordagem, a TdB tem uma equipe pronta para dar todo o suporte (entre em contato pelo e-mail pp@tdb.org.br ou no telefone 11 5084-7276).

Se todos nós pressionarmos os chefes de nossos municípios, em pouco tempo mudaremos a realidade daqueles 86 milhões sem acesso ao mínimo necessário para cuidar de seu sorriso! Por isso, vamos à luta: Kit de higiene bucal já!



16
jul
2014

#TeveCopa e #VaiTerUrna

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Uma dúvida: alguém conseguiu ficar imune à Copa do Mundo? Difícil, né… Ela esteve em todo lugar: da editoria de Esportes (ah, vá!) à editoria de Política… das mesas de bar às conversas com porteiros… e no Facebook, então? Uffa… Queiramos ou não, o fato é que #TeveCopa – e isso mexeu com todo mundo.

Nós, dentistas, por exemplo, simplesmente não conseguimos trabalhar em dia de jogo. Teve gente que optou por fechar a clínica e, em alguns casos mais extremos, dar férias coletivas aos funcionários (apesar de continuarmos com os mesmos gastos ou até mais… enfim).

A febre da Copa foi inevitável. Nós adoramos o futebol. Como não nos renderíamos ao maior evento do esporte? Inocente quem pensou que o #NãoVaiTerCopa resistiria ao apito inicial do jogo entre Brasil e Croácia. Ou quem achou que as manifestações chamariam mais atenção do que Messi e Cia. nos gramados brasileiros.

Mesmo assim, não podemos esquecer: 2014 não é apenas o ano da Copa do Brasil. Daqui pouco mais de três meses nós iremos às urnas. E todo mundo quer mudanças – incluo aqui os “escolhidos”, também chamados de elite, como perfeitamente elucidado no último texto do Scott (clique aqui). Saúde, educação, moradia e transportes funcionam mal. E isso não se resolve com espetáculo… com #CopadoMundo. São necessários novos rumos, ideias que funcionem, honestidade moral.

E para isso precisamos de unidade, foco, objetivo comum. O “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” não pode ficar apenas nas arquibancadas. Ele precisa sair para o mundo. Precisamos virar um time. E, passo a passo, degrau a degrau chegaremos a nosso objetivo.

 

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16
jun
2014

Nossos filhos

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Há muitas gerações, alguns privilegiados, como nós, seguimos um script idêntico: por volta dos sete anos vamos para o 1º ano do ensino básico e finalizamos o ensino médio aos 17-18 anos – se não houver nenhum deslize. Aí, chegamos a um momento decisivo: a escolha da profissão.

Para os mais “jurássicos”, as opções eram mais restritas. Engenharia, Direito, Odontologia ou Medicina, basicamente. Hoje, a profusão de cursos superiores, técnicos e profissionalizantes é imensa. Observo a dificuldade dos futuros cidadãos nesse momento. Não seria bom se eles pudessem “dar um tempo” antes da escolha? Por que não trabalhar para amadurecer? Viajar? Fazer um curso? E só depois disso escolher as profissões que vão lhes acompanhar pelo resto das vidas?

O problema é que, na sociedade em que vivemos, a mudança desse roteiro é quase que impensável. As pessoas acreditam que o sucesso na vida depende da agilidade dessa decisão. Quanto antes se começa, antes se estabelece. E se alguém decide mudar essa história, todo mundo se surpreende. Por que isso aconteceu com meu filho(a)? O que vai ser dele?

Com isso estamos compactuando com uma produção em massa de profissionais infelizes – mas, algumas vezes, bem sucedidos. E esquecemos que estamos no mundo para sermos felizes.

Por isso, estou tentando transformar minha visão sobre assunto. E dando a meus filhos a chance de escolherem um novo caminho, um plano alternativo. Claro que a mudança de um pragmatismo gera muita incerteza. Mas esse é um risco que estou disposto a correr. Para dar ao mundo profissionais que amam a sua profissão. E que fazem a diferença na sociedade por causa disso.

Desejem-me sorte.

 

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28
mai
2014

Mudança na base

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Durante minha formação universitária (graduação e pós), as ações beneficentes eram bastante restritas. Somente atendimentos em clínicas, creches ou outros locais vistoriados pelos professores tinham essa finalidade. Nunca tivemos uma aula ou apresentação que mostrasse bem a realidade dos carentes “não assistidos”. E, de certa forma, a sensação era a de que fazíamos nossa parte, pois a maioria dos atendidos (com “algumas muitas” exceções) não poderiam pagar pelo tratamento.

Bem, mas aí você pode dizer: isso foi em 1986! Portanto, há 28 anos. Agora isso mudou… ENGANO SEU. NADA MUDOU.

Ingressei como docente em 1993 e permaneci até 2011. Durante esses 18 anos, não vi nenhum estímulo ou abordagem para a prática do voluntariado. É claro que faço aqui uma mea culpa. Eu poderia, mesmo sendo da disciplina de prótese, ter contribuído para essa mudança, mas não o fiz. Só quando entrei na Turma do Bem e fui entendendo as ações do terceiro setor, eu comecei a me engajar dentro da faculdade. E o resultado disso foi impressionante.

A apresentação dos vídeos é sempre impactante. Os alunos se sensibilizam e veem a importância de se ajudar a quem precisa. O que, com certeza, vai resultar em profissionais melhores e mais preocupados como mundo a seu redor – algo de que nosso curso insiste em nos distanciar.

E para inflamar ainda mais essa chama, a TdB criou o concurso Estudante do Bem (para acessar o regulamento, clique aqui). A cada ano, mais e mais trabalhos são inscritos, mostrando que o caminho da mudança é esse!

Quem for professor, precisa passar essa ideia adiante. E quem não for também. Afinal, todos podemos colaborar nesse belo projeto. Incentive o aluno a inscrever um caso sob sua supervisão. É fácil e muito prazeroso. E, como eu disse, o resultado será maravilhoso… O mundo agradece.

 

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07
mai
2014

Já ajudou alguém hoje?

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Ajuda, colaboração, suporte… sem isso, a vida se torna difícil! 

Por esses dias, finalizei minha tese de doutorado iniciada há quatro anos. Só consegui cumprir porque fui amparado por muitas pessoas. E assim é tudo na vida.

Todos os dias, temos a oportunidade de ajudar alguém. Uma atenção dispensada, um telefonema e até mesmo um sorriso sincero impactam bastante. Muitas vezes, no entanto, nós perdemos a chance. Você já parou pra pensar no quanto foi ajudado? Sabe aquela força que te alavanca quando você está querendo “jogar a toalha”? Lembro-me dela várias vezes.

Existem diversos tipos de ajuda. Dentre elas a afetiva, a profissional e a financeira.

Mas Walter, eu não tenho tempo nem pra cag%$#…

Calma, amigo. Se você não tem tempo pra nada (eu acho que tem, mas isso é assunto pra outro post), nós temos uma solução: O projeto Amigos da Turma.

Com apenas dois cliques você consegue ajudar a TdB a colocar um monte de jovem na cadeira do dentista. É só entrar no site (clique aqui) e doar R$144 anuais (que podem ser divididos em até 12 vezes no cartão de crédito!!!!).

Aqui vai um apelo pra você, dentista voluntário, coordenador regional, pessoa física: ajude a gente a divulgar essa ação. Compartilhe a ideia com seus amigos, familiares. Mande os contatos pra Turma do Bem… quanto mais gente participar, mais jovens serão atendidos.

Ai se alguém perguntar: “já ajudou alguém hoje?”, você pode responder simplesmente: Sim!

 

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23
abr
2014

Colunistas 2.0

por José Henrique Sironi, Luiz Gustavo Oliveira, Luiz Roberto Scott, Marília Martins, Nícia Paranhos Arruda e Walter da Silva Jr.

 

Novas ideias, velhos colunistas… Um formato diferente para um projeto diferente. É isso o que a TdB propôs ao nos convidar para escrevermos aqui – e, mais que isso, para reformularmos um espaço que já existe desde 2012.

Sabemos que com o crescimento da rede, o desafio de levar informações atualizadas e precisas aos voluntários também cresce. E para dar conta disto, é preciso buscar novas formas, novos métodos e principalmente, novos canais de comunicação. É aqui que nós seis entramos.

Cumprimos dois papeis importantes: levar, através de nossas experiências, algumas diretrizes de trabalho a nossos colegas e ser a voz dos voluntários junto à TdB. Uma via de mão dupla que será um elo importante no fortalecimento da relação entre a TdB e seus quase 15 mil dentistas do bem.

Sabemos que nem sempre comunicação e compreensão caminham juntas. Entretanto, é nosso dever estreitar a relação entre as duas… instigando, provocando e refletindo junto com todos.

Por isso, os leitores podem esperar uma linguagem suave, direta, antenada com a realidade, mas também forte e crítica quando a situação exigir. Tudo com a cara da TdB e um toque de revolta e inconformismo.

De nossa parte, esperamos que todos comentem, compartilhem e também usem esse espaço em favor de todos aqueles que fazem a Turma do Bem.

PS: Além disso tudo, a TdB também pode esperar um pouco de atraso na entrega dos textos. RS.

 

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