por Luiz Gustavo Oliveira
(coordenador voluntário de Teresina/PI)

 

Existem muitas máximas sobre ajudar aqueles com mais necessidades (“fazer o bem sem olhar a quem” ou “é dando que se recebe”), mas a imensa maioria das pessoas desconhece a grandiosidade que existe por trás do empreendedorismo social. Necessidade é um termo muito amplo, diferentes tipos de pessoas têm diferentes tipos de necessidade. A alguns basta um aperto de mão ou uma palavra de carinho, outros um prato de comida e um local para dormir. O fato é que todos podemos contribuir, de alguma maneira, à nossa maneira, para levarmos saúde, alegria e bem-estar a muitos adultos e crianças.

O I Norte e Nordeste do Bem – Fórum de Empreendedorismo Social, que aconteceu em 25 de maio, foi idealizado para promoção e divulgação de ações sociais que deram certo e, assim, alimentar nas pessoas esse sentimento e a certeza de que cada um de nós sempre tem algo a oferecer.

O evento foi iniciado com a palestra “Para fazer o bem, é preciso ser do bem”, do professor, consultor em marketing de serviços, especialista em marketing internacional, Daniel Brito. O tema foi abordado com bastante clareza, enfatizando que para se fazer o bem, realizar ações sociais, o indivíduo precisa estar em dia consigo mesmo. Por outro lado, é necessário divulgar os trabalhos sociais – não em benefício próprio, mas como forma de atrair mais participantes e auxiliar mais pessoas, como faz a TdB.

Houve também fóruns, que objetivaram mostrar ao público pessoas que tiveram coragem e estímulo para começar, apresentando projetos de vertentes variadas, mas com o intuito de ajudar a quem precisa. Tudo isso destacando que, com bom desenvolvimento do trabalho e esforço, é possível obter-se resultados positivos.

Destaque para a presença de Raquel Barros, psicóloga, fundadora da ONG “Lua Nova”, que acolhe jovens mães em situação de risco e trabalha para inseri-las de maneira segura na sociedade; Carlos Simão, que trabalha pelo crescimento da ONG “Sertão Vivo” a qual envolve comunidades da região do semiárido na construção artesanal/manual de poços tubulares rasos às margens de rios e riachos temporários, através das associações locais (o Instituto chega ao pequeno produtor rural afligido pela crônica falta de água para discutir, planejar e desenvolver um novo método de extrair água para sua subsistência); e alguns dentistas colaboradores da TdB, premiados pela OSCIP como melhores dentistas do mundo.

Tivemos ainda a palestra da atriz, psicóloga e escritora Maria Paula, baseada em seu livro “Liberdade Crônica”. Nela, de maneira bem humorada, foram discutidos a vida em sociedade e os valores morais de um mundo povoado de modernidades e hipocrisia.

Quem teve a oportunidade de estar presente ao Fórum, pode observar e absorver belíssimos ensinamentos de pessoas comuns que tiveram coragem, que enxergaram além de suas próprias paredes, de seu próprio mundo, e viram os próximos (às vezes não tão próximos) que precisavam de ajuda.

Grandioso será o dia em que pessoas comuns não precisem tomar para si, sozinhas, tantos problemas. Mas enquanto esse dia não chega, trabalhemos e demo-nos a oportunidade de comprovar que fazendo o bem ao próximo, bem maior estaremos fazendo a nós mesmos.