08
set
2014

Maria: louca, piedosa e Tisi

Por Marília Martins, dentista do bem de Guarulhos/SP

 

Foto: Caio Leão

 

Maria I de Portugal… vocês já escutaram e ainda escutarão falar muito sobre ela.

Em terras lusitanas era tida como Piedosa, idolatrada pelos súditos e muito devota à Igreja Católica. Todavia, tornou-se mentalmente incapaz, o que gerou a fama de Louca. E depois de uma fuga catastrófica de Portugal, chegou com a Família Real em descrédito aqui no Brasil.

Esta é uma pequenina descrição de uma grande mulher. Mas não vou mais falar sobre essa Maria louca e piedosa, pois ela será brilhantemente retratada na peça “Palavra de Rainha”. Falarei sobre outra grande mulher. Também louca e piedosa, também Maria.

Maria Luísa Tisi, mais conhecida como Lu Grimaldi, é paulistana e aos 18 anos saiu da casa dos pais para viver o sonho de ser atriz. Sofreu, ralou, brilhou e venceu. Começou no teatro. Foi parar na TV. Colecionou um monte de sucessos, contribuindo inclusive com o cinema brasileiro. E, além disso tudo, tornou-se madrinha da Turma do Bem graças ao seu engajamento nos projetos da TdB.

Conheci a Lu pessoalmente em minha primeira capacitação. Assustei-me um pouco com seu tom de voz grave e seu jeito enérgico de falar – ela estava dando bronca em alguém (sim, como uma boa madrinha ela grita, dá bronca, resolve a situação e depois distribui beijos e gargalhadas). Apaixonei-me por seu jeito e sua paixão pelos dentistas do bem.

Participou voluntariamente de todos os eventos da Turma do Bem e emprestou a sua imagem para alguns dos nossos documentários. Uma das nossas maiores (e melhores) voluntárias não-dentista.

E quando eu acho que a Lu já se doou ao máximo para a TdB vem “Palavra de Rainha” e me mostra o amor GIGANTESCO que essa madrinha tem.

Contextualizando, “Palavra de Rainha” é um monólogo produzido pela TdB (parte da sua renda vem para a Organização) e estrelado por Lu. Inspirada na vida de D. Maria I, a história transcorre em três situações distintas: os anos que a monarca passou reclusa no Palácio de Queluz, para onde foi enviada após as primeiras manifestações da loucura, a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil, no final de 1807 e, finalmente, os seus últimos anos de vida, num convento das carmelitas no Rio de Janeiro.

Por causa disso, Lu está longe do Gabriel e do Thor (filho de verdade e filho de quatro patas, respectivamente) há mais de 60 dias. Mora provisoriamente em um frio e impessoal quarto de hotel. E nem assim perde a alegria e o brilho nos olhos.

Encontrá-la é uma delícia. Com o astral altíssimo, sempre sai distribuindo sorrisos. Se perguntada sobre a peça, faz questão de explicar tudo, do cenário ao figurino e direção… praticamente uma aula sobre artes e história. Estudou profundamente a vida da D. Maria (basta segui-la no Instagram – @lugrimaldi – para ganhar um banho de cultura). E não desgruda do texto por um segundo…

Ou seja, nenhuma Maria seria o suficiente para reviver a Rainha nos palcos. Observando de fora, por vezes as Marias se confundem: a louca, piedosa, a Tisi.

Bravo, Lu. Bravíssimo!

 

PS: Para garantir o seu ingresso, é só clicar aqui ou entrar em contato pelo telefone 4003-1212.

Espero todos vocês por lá!





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