11
jun
2014

A minha história

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Dia desses eu me peguei relembrando a minha história. E me surpreendi como as coisas me fizeram acabar na Turma do Bem… tudo o que isso me proporcionou.

Quando me formei, já tinha um emprego (não como dentista, claro) e um consultório financiado pela minha mãe. A partir do meu primeiro pagamento, passei a assumir as parcelas.

Montamos o consultório num “quartinho” nos fundos da minha casa e aproveitamos a garagem (que demorou bastante para ser ocupada por um carro) como sala de espera. Atendia lá à noite e aos sábados, pois já estava em dois serviços. Era bem apertado, mas estava fazendo o que sempre sonhara – e também quando se é jovem nada é sofrido.

Não sei exatamente se naquela época já me inclinava para o voluntariado. Não sei precisar quando ele se fez necessário, talvez só com o amadurecimento. Mas me lembro que sempre mantinha um ou dois tratamentos “de grátis”, ou, ainda, que jamais tive coragem de cobrar (em cidade pequena se sabe dos “apertos” de todos).

E daí, muitos anos depois, fui puxada pelo braço para assistir o Alex no CIOSP de 2007. Envergonhei-me por não conseguir segurar o choro e tive plena convicção de querer aquele projeto para a minha cidade. Tornei-me Dentista do Bem e Coordenadora de Igaraçu do Tietê.

E, pela vontade de “devolver sorrisos”, proporcionando oportunidades para pessoas carentes, eu vivi um monte de coisas que jamais imaginei. Participei do Sorriso do Bem, conheci Portugal, fui entrevistada pelo Jô e, ano passado, recebi o título de Melhor Dentista do Mundo. Não é surpreendente?

 

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