07
jul
2014

“O valioso tempo dos maduros”

por Nícia Paranhos Arruda, dentista do bem de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP

 

Li recentemente esse poema de Mário de Andrade e gostaria de compartilhá-lo com vocês.

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial.”

Pois, de fato, este é o momento que muitos de nós da TdB estamos vivenciando. E quem ainda não chegou até aqui, que chegue com essa “sabedoria”. Pois só assim saberemos com toda certeza que tudo “FEZ SENTIDO”!

Realmente, este é o meu desejo.

 

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