09
maio
2012

Fazer o Bem gera a Felicidade

Fazer o Bem gera a Felicidade

Algumas pesquisas já comprovaram que ações de voluntariado refletem no bem estar do indivíduo.
É como um exercício…

Ao praticarmos o altruísmo, alimentamos o nosso autoconhecimento, e descobrimos virtudes, que antes poderiam estar presentes mas adormecidas, como num estado de latência….

Quando vamos à luta, nas nossas triagens, como coordenadores do projeto Dentista do Bem, ou simplesmente nos atendimentos como dentistas voluntários, nos permitimos abrir os nossos corações para “olhar” as necessidades dos outros, com sensibilidade.

Assim, ampliamos nossa visão de mundo e crescemos, aumentando a nossa autoestima, pois o reflexo de nossa autoimagem está iluminado pela nossa GENEROSIDADE.

Ser generoso faz bem pra alma.Mas são poucos os que possuem esse dom!

“A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”(Tolstoi)

 

Vanessa Leal Tavares Barbosa
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Vitória/ES



08
maio
2012

José pare de inventar moda!!!

por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Desde pequeno fui estimulado a ser criativo e sempre dar uma “floreada” nas tarefas que foram confiadas a mim. Se pedissem para fazer X, eu fazia (:X:) , talvez até um pouquinho mais que isso. Era bonito, agradável aos olhos e em um mundo infantil, sem tanto compromisso, tudo ficava lindo e maravilhoso. As pessoas elogiavam e meu ego era massageado. Ahhh !!!! Matei a pau! Orgulhava-me.

Mas o tempo passou e forçadamente entrei no mundo real, com regras, prazos e principalmente SISTEMAS. Esses sistemas detonam com a nossa criatividade, mas ao mesmo tempo, se eles não existissem, o mundo seria um caos.

Deixar de ser criativo é muito ruim. Quando tive que me controlar nessa área, parecia que estava sendo mutilado. Mais tarde descobri que a palavra correta seria: lapidado. Se quiser ser uma peça que funcione dentro de um sistema, você tem, muitas vezes, que deixar a sua criatividade de lado e fazer as coisas como devem ser feitas. Por exemplo: Para a TdB funcionar direito você tem que se submeter ao sistema implantado e sem “floreios”, cumprir com aquilo que foi estabelecido para você, seja na condição de voluntário, coordenador ou embaixador. Cada parte, fazendo aquilo que lhe cabe, dá condição para que a organização funcione.

Tá! Mas devemos ser sem sal? E as boas ideias? Devemos abandoná-las? – De maneira alguma! Olha o exemplo da conta de luz para completar o cadastro dos beneficiários, ou o lance das latinhas de doações para alcançarmos a meta da Benfeitoria. Vários são os exemplos criativos que contribuíram para o crescimento da TdB. Pensar, criar, ter boas ideias, pode. O cuidado que devemos ter é como colocar isso em prática. Aí a gente cai novamente no SISTEMA que é a hierarquia da TdB.

Nós temos uma sede em São Paulo que poderá avaliar a sua ideia. Se ela for proveitosa para todo o grupo, ela será colocada em prática, com certeza. O problema é quando queremos aparecer. Tomamos a frente e fazemos algo sem o conhecimento e consentimento do escritório. Putz… Geramos o caos!!!

Temos que lembrar que a organização a qual pertencemos conta com mais de 13.000 voluntários e um passo mal dado pode causar um grande estrago. Portanto, sejamos criativos, porém cautelosos.

Que nossa cabeça viaje, mas que saibamos controlar a vontade de ser o destaque. Lembremos que o objetivo principal do voluntariado é o beneficio dos outros e não o nosso. Desta maneira todos crescem e quem aparece é o Bem.



07
maio
2012

Um roteador queimado…

por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

Não é segredo para ninguém, sou uma internauta assídua. Daquelas que acorda conectada e só dorme quando desconecta… literalmente. Já perdi as contas de quantas vezes discuti com meus pais ou com o Marcio (meu namorado) pela minha assiduidade na rede. Sempre foi assim, do ICQ ao Facebook. Mas um roteador, um mero roteador queimado gerou um enorme conflito no meu consultório e em mim.

A pergunta que não quer calar: onde vamos parar?! E a que ressoa logo em seguida: quando vamos parar?!

Ok, não dá mais para viver sem internet, mas até que ponto ela nos faz bem? Quantos de nós não deixou um paciente esperando por alguns minutinhos (uns 10 longos minutos para o paciente) só para dar uma espiadinha rápida no Face?! Quem nunca levou o Facebook com suas centenas de “amigos” para a mesa do jantar e deixou de ter uma boa conversa com os pais ou com o marido?! Aposto como muitos deixaram o filho ou o irmão falando sozinho enquanto liam algum feed do twitter… e ainda fizeram cara de quem estava prestando atenção no que era falado. Nas redes sociais temos centenas de amigos, mas estamos cada vez mais solitários. “Amigos” que não sabem o tom da minha voz ou o quão alto é o som da minha gargalhada, amigos que nunca sentiram o calor do meu abraço. Estranho, né?!? Pondé foi genial ao descrever os “narcísicos do Face”.

Óbvio, tudo tem seu lado bom. Não vou só xingar, afinal posso rir muito (e chorar muito também) com AMIGOS que estão longe; Pindamonhangaba, Rio de Janeiro, Corumbá e outros tantos lugares ficam a um clique de Guarulhos… estou certa, meninas?!?! Mas ainda sinto falta do abraço, das gargalhadas, dos puxões de orelha, detalhes essenciais para uma AMIZADE VERDADEIRA que só conseguimos fora do computador.

E nessa loucura toda me preocupo com o mundo que estamos criando para nossos filhos, sobrinhos… o mundo que ajudo a construir para o meu afilhado. A molecada não sai mais na rua para jogar bolinha de gude, taco, peão, queimada; preferem ter um perfil no Facebook e ficar jogando Cityville, Castelville ou qualquer outro ville insuportável. As meninas não sabem o que é papel de carta, afinal escrever é coisa para velhos como o Luiz Gustavo (não pude perder essa… rs). E o mundo está evoluindo de forma tão louca e desordenada que poucas crianças sabem o que é um caderno de caligrafia. “Pequenos monstrinhos” que com 4 anos já sabem digitar. É a evolução da tecnologia…. e a involução do Ser Humano.

Estou assustada….



04
maio
2012

Sorriso do Bem 2012

A contagem regressiva para o Sorriso do Bem 2012 começa agora! A cerimônia de premiação será no dia 22 de outubro e os coordenadores e os dentistas já podem começar a se preparar. O regulamento do Sorriso do Bem deste ano e os modelos de relatório estão disponíveis para download aqui. Mãos à obra e boa sorte!

Manual do tutor Regulamento da premiação

Manual do tutor Relatório Anual de Atividades – Coordenador

Manual do tutor Relatório Anual de Atividades – Dentista do Bem



03
maio
2012

Auxílio Mútuo

Auxílio Mútuo

Não importa a filosofia ou a religião. Está provado que somos melhores e vivemos melhores quando estamos a serviço do próximo. Esta história traduz o quanto fazer o bem nos fortalece!

“Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra os golpes do ar gelado e de intensa tempestade, quando foram surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço:

– Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

– Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.

– Não posso, disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente. Este desconhecido seria um peso insuportável. Precisamos chegar à aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas passadas.

O viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos, colando-o paternalmente ao próprio peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora mais lentamente.

A chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou o colega que havia seguido na frente.

Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.

Seguindo a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.”

(autor desconhecido)

“O auxílio ao próximo sempre será o seu melhor investimento”

 

Angemerli Teodoro
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Ourinhos/SP



02
maio
2012

Ser Transparente

 

Ser Transparente

Às vezes nos perguntamos porque é tão dificil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparentes é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais que isto.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas. É destruir os imensos e grossos muros que insistimos em levantar. É permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde.

Infelizmente a maioria de nós decide não correr este risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda nossa fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lagrimas que brotam da profundeza do nosso ser. Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo. E vamos nos afogando mais e mais em palavras, atitudes e sentimentos que não condizem com nosso verdadeiro eu.

Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde esta nossa brandura, nosso amor mais intenso. Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro.

Precisamos aprender a deixar nossa razão ouvir nosso coração. Pois somente assim vamos evitar muita dor. Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza. Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto nossos medos e aflições.

Enfim, abandonemos a ideia de desejarmos parecer tão invenciveis.

 

Selma Rocha
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Curitiba/PR