15
jun
2012

Eu Desejo…

 

Eu Desejo…

O mês passado foi uma correria. Resolvemos fazer a formatura dos meninos do Assistente do Bem e tive a honra de receber o Ricardo, da TdB, em minha terra. É engraçado… estou vivendo essa história já há algum tempo e ainda me surpreendo muito com o que aprendi e aprendo com o que construímos na ONG.

Lavei a minha cara e fui de novo em busca de parcerias. Consegui os vestidos e os ternos para os meninos numa loja bacana… nem conhecia a dona, me apresentei e fui pedindo. Consegui a maquiagem de uma loja do Boticário e as consultoras maquiaram as meninas. O auditório, lindo e reformado, num Museu chamado Sacaca, médico das ervas, negro criado nessa terra descendente da escravatura…

Fizemos um mini documentário, placas de agradecimento, convite, bolsas de estudo. Queria “tanto muito”, queria não me preocupar com as contas e os projetos da clínica e viver disso, mas infelizmente ainda não posso… bate um cansaço. Minhas funcionárias são meus braços e pernas. Mobilizo toda clínica pela causa, paro de trabalhar para sair às ruas… e o que mais me atrapalha são pessoas próximas de mim, de minha profissão, que se incomodam com o que faço ou falo. Às vezes é tão obssessivo que acho que realmente estou fazendo algo errado – como faço para ter a popularidade da Nícia?!

Espero que desses 12 jovens que viveram essa experiência, um seja o multiplicador de nossas idéias e que, futuramente, sendo nosso guardião, nos suceda e faça desse projeto o maior e melhor transformador de vidas do mundo. Esse é o meu desejo..

Daiz Nunes
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Macapá/AP



14
jun
2012

Insight sobre o AMOR

Insight sobre o AMOR

No mês de maio comemoramos o dia das mães e de Nossa Senhora… é também mês das noivas, precedendo junho, no qual se comemora o dia dos namorados….Por isso achei oportuno comentar a respeito do sentimento que inspirou muitos poetas, artistas, músicos, escritores, enfim… o AMOR!

Podemos senti-lo em diferentes fases de nossa vida, com intensidades variadas, mas o AMOR genuíno, simplesmente nasce em nossos corações e flui , transcendendo as adversidades.

Por exemplo, a distância geográfica entre duas pessoas que se amam verdadeiramente, sejam elas mãe e filho, amantes ou amigos, não impede que estejam em permanente sintonia, naturalmente. Não é necessária a proximidade física para que o sentimento permaneça. Podem se passar anos sem que estas pessoas se encontrem fisicamente, mas quando acontece , tem-se a impressão que a relação se restabelece do mesmo ponto, e que nem mesmo o tempo nem a distância conseguiram diminuir o sentimento.

O AMOR não pode ser um compromisso, uma dívida, um hábito… não nos “esforçamos” para que o AMOR dê certo… O AMOR simplesmente nasce e, como uma erva daninha, não para mais de crescer… O Amor é como tatuagem, fica marcado para sempre…
O AMOR ao próximo também se expressa desinteressado e verdadeiro, devolvendo a alegria de sorrisos escondidos nos rostos de tantos jovens…

Desejo a todos envolvidos na “família” da TdB, que se permitam sentir as diversas facetas do AMOR!!!!

Um abraço amoroso, aos colegas da TdB,

Vanessa Leal Tavares Barbosa
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Vitória/ES



14
jun
2012

Apolônias do Bem na mídia

O show de lançamento do projeto Apolônias do Bem, que aconteceu no Teatro Fecap no último dia 04/06, foi destaque de alguns dos principais veículos de comunicação do Brasil. Confira:

 

 Coluna da Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo.

 

Colona da Sônia Racy, O Estado de S. Paulo

 

 Revista Caras



13
jun
2012

Mais de 3 mil crianças e adolescentes participam de megatriagem em São Paulo

São Paulo, 11 de junho de 2012 – Milhares de balcões, artistas de rua e muita música, incluindo apresentações da bateria mirim de uma das escolas de samba mais tradicionais de São Paulo. Foi em clima de festa que a organização social TdB – Turma do Bem e a Oral-B recepcionaram as famílias que participaram da megatriagem odontológica realizada neste domingo (10/6), na quadra da Vai-Vai. O evento, que começou às 10h e se estendeu até 17h, envolveu mais de cem voluntários e contou com a participação especial da atriz Lu Grimaldi e do ator Rodrigo Lombardi.

Mais de 3 mil crianças e adolescentes de 11 a 17 anos foram examinados por dentistas voluntários e responderam um pequeno questionário para classificação socioeconômica. Essas informações serão usadas para selecionar aqueles que se tornarão beneficiários do projeto Dentista do Bem, da TdB, e receberão tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos. A escolha é baseada em três critérios: pior condição bucal, pior condição socioeconômica e idade. O projeto prioriza os estudantes mais velhos, porque eles estão mais próximos do ingresso no mercado de trabalho e a má condição dos dentes pode prejudicar bastante a conquista do primeiro emprego. Estima-se que, de todos os jovens triados, aproximadamente 600 serão encaminhados para atendimento odontológico.

O Dentista do Bem é o principal projeto da TdB, uma OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público) fundada em 2002 que tem como missão mudar a percepção da sociedade na questão da saúde bucal e da classe odontológica em relação ao impacto socioambiental de sua atividade. Presente em todo o Brasil, em Portugal e em dez países da América Latina, o projeto Dentista do Bem já proporcionou tratamento odontológico para mais de 25 mil jovens – aproximadamente 5 mil na capital paulista. Atualmente, há 800 vagas disponíveis na cidade.

Todos os selecionados são atendidos por dentistas voluntários em seus próprios consultórios particulares. Apenas em São Paulo, o projeto reúne 1.500 voluntários. Totalmente gratuito, o tratamento é completo, incluindo radiografias, ortodontia e próteses, por exemplo.

A TdB organiza regularmente triagens em escolas públicas e organizações sociais. As instituições interessadas podem solicitar e agendar triagens pelo telefone (11) 5084-7276 ou pela internet clicando aqui.



13
jun
2012

Normal ou Comum

por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Este texto é meio bagunçado. Em resumo: A falta de atitude me consome.

Não que eu queira estimular o amigo leitor a uma revolta nas ruas, mas tem dias que me pego pensando exatamente em como viabilizar tal atitude.

Procuro controlar meus pensamentos e me manter sensato, mas sinto que manter a sensatez me deixa ainda mais revoltado.

Se usar a razão, como admitir as barbaridades que presencio? Não é, portanto, mais cômodo assumir ser louco e cego que ser re/ativo a tudo?

Dia após dia somos bombardeados por acontecimentos que, se déssemos a atenção devida… meu Deus! Eu estaria internado, preso ou morto. Inconscientemente somos obrigados a fechar nossos olhos para o mundo. Somos condicionados a aceitar praticamente tudo. Nos conformarmos com a situação.

Conformar é: tomar a forma. Eu e você estamos nos deixando moldar por circunstâncias as quais sabemos que são erradas… e mesmo assim, passivamente, engolimos goela abaixo e ainda agradecemos. Diante de tais fatos, ou fazemos vista grossa e usufruímos do sossego tão esperado no final de semana, ou tomamos partido e arrumamos sarna pra coçar. Pra que tomar para si os problemas do próximo? Cada um cuida da sua vida… (meu sossego egoísta)

Quando um de nós resolve tomar uma atitude de justiça e reivindicar aquilo que é certo, em pouco tempo perdemos as forças, pois os espinhos não deixam a semente brotar. Acredito que, se hoje um grupo de pessoas saísse na rua, como aconteceu no impeachment, seriam chamados de loucos e a própria população iria desacreditar tal movimento. Hoje, revolta-me mais saber que não nos mobilizamos para exigir uma atitude contra a corrupção, do que a própria corrupção, por exemplo.

Noite dessas, passando de carro com minha esposa em frente a uma praça escura de minha cidade, vi uma menina de uns 13 anos na rua. Reconheci, pois foi minha paciente há mais ou menos 4 anos pela saúde pública. Ela estava se prostituindo. Gente, eu atendi aquela garota quando a mesma tinha seus 9 anos. Coloquei ionômero de vidro em um dente que há pouco deve ter trocado e agora ela está ali!
Ah… mas prostituição de adolescentes é normal! Todo lugar tem!

Meu Deus! Quando que uma adolescente se prostituindo é normal? Pode ser comum, mas nunca será normal. Nossos olhos estão tão acostumados a ver absurdos todos os dias que os trata como normal. Pense se você mesmo não está tratando como normal àquilo que é na verdade comum. Hoje, corrupção é comum, mas não é normal. Trair o cônjuge é comum, mas não é normal. Não ter leito de hospital é comum, mas não é normal.

Enquanto não soubermos diferenciar aquilo que é comum daquilo que é normal, pode ter a certeza de que continuaremos vivendo nossa vida tendo como maior objetivo o salário do final do mês. Grande aspiração!!!



12
jun
2012

Casa de Isabel! E de Marias, Joanas, Franciscas…

por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

Imaginem o seguinte diálogo entre duas crianças, uma mãe, Fernanda (coordenadora voluntária da Tdb) e Caio Leão (Diretor de comunicação da TdB):

Caio: Sra. Fulana, pode me acompanhar, por favor?! – Seguindo para trás de uma lona.

Criança: Mamãe, não vá. Não vá!!! – Pedindo com expressão de quem vai chorar.

Fê: Mas por que você está falando assim?! Sua mãe só vai tirar uma foto.

Criança: Mas ela está indo lá pra trás com aquele homem.

Fê: Mas ele é bonzinho, ele é meu amigo!!!

Criança: Mas ele é HOMEM!

 

Eu não presenciei essa cena (ainda bem… eu não seguraria as lágrimas!!!), mas me contaram segundos depois de ter acontecido (as lágrimas vieram, mas não caíram). Foi apenas mais uma do monte de histórias tristes que presenciamos naquela sexta-feira em que fomos para uma triagem na Casa de Isabel, instituição filantrópica que dá apoio psicossocial a mulheres que sofrem qualquer tipo de violência. Ali vi o quanto a realidade pode ser cruel, o quanto o meu mundo cor-de-rosa é irreal.

Cresci em uma família bem estruturada na qual o casamento é sagrado. Meus pais são casados há 31 anos e poucas vezes discutiram. E essas discussões não demoravam muito para se desfazer em abraços e olhares de perdão. Por ver a mesma realidade na casa dos meus tios e dos meus avós, sempre achei meio irreais e fantasiosas aquelas mulheres que apareciam na televisão dizendo que apanhavam do marido. Meu mundo cor-de-rosa…

Naquela sexta-feira conheci mulheres que passaram e ainda passam por agressões sérias por aqueles que se dizem “seus companheiros”. Você, mulher que está lendo esse texto, já se imaginou levando uma panelada na boca ou um pontapé nos seios?!?! Tente imaginar…

Umas histórias chamavam mais atenção do que outras. Uma senhora bem-humorada, que aparentava ter uns 60 anos, tinha cerca de 75% da pele do rosto e do pescoço queimada, com aquele aspecto enrugado. Ao ser questionada sobre seus dentes, o riso se perdeu. Me explicou que “arrancou” todos, pois eles foram quebrados quando o “maldito” bateu nela há 10 anos.

Outra estava linda com óculos escuros enormes, aparentando uma condição econômica razoável – até cheguei a julgar que estava “perdida” por lá. Instantes depois ela sai com o olho roxo, tinha sido agredida no dia anterior…. não eram apenas óculos escuros, era uma máscara para esconder a vergonha.

Algumas preferiram mudar a opção sexual, se tornaram homossexuais, tamanho o pavor pelo sexo oposto.

Teve outra senhora que foi ao dentista e pediu a extração de todos os dentes para que o agressor (não dá para chamar de marido) não a reconhecesse mais; ela preferiu se mutilar, descaracterizar um sorriso, para não continuar apanhando. Algumas das centenas de atrocidades que passam por aquela casa.

Mulheres nais quais o sofrimento está estampando nas marcas das agressões ou nas rugas que o tempo criou mais depressa. Mulheres jovens com aspectos de senhoras cansadas. Diversas delas estremeciam ao pensar em tirar uma foto, pois eram “feias demais”. Esqueceram a vaidade, beleza, delicadeza ou feminilidade; não se permitiam SER MULHER.

Uma das perguntas que tínhamos que fazer era sobre o atendimento odontológico em postos de saúde. Resultado: cerca de 99% não conseguiram tratamento no serviço público. Fizeram a inscrição no postinho, mas nunca foram chamadas e as desculpas eram diversas. E ainda assim os governantes querem que a gente acredite no “Brasil Sorridente”. Oi?!?!?!?!?!?!?!

Na Casa de Isabel elas recebem todo apoio psicológico e jurídico que necessitam. Mas não têm acesso à “curva mais linda do corpo humano – o sorriso”. E muitas querem sorrir. Elas não conseguem emprego fixo por causa do terrível aspecto bucal. Não se relacionam com outras pessoas; até querem resgatar a feminilidade perdida entre um tapa, soco ou panelada, mas a falta dos dentes impossibilita isso. Elas são privadas de vida social, profissional e até afetiva (muitas queriam recomeçar, mas dessa vez com pessoas decentes).

Uma pergunta que faltou no questionário: você está feliz?!? O NÃO estava estampado no olhar de cada uma enquanto falavam com a mão na boca. Algumas com uma dificuldade imensa de dicção.

Saí de lá mal. Minha mãe até tentou me mostrar o bem que “minha turma” e eu estávamos fazendo àquelas mulheres, mas não adiantou.

Sou apaixonada pela minha profissão e pelo meu dom de reconstruir sorrisos. Sou uma pessoa imediatista, queria tirar a dor que muitas sentiam ali, naquela hora. Queria implantar meus adorados pinos de titânio naquele momento para que aquelas mulheres acreditassem que estávamos ali para solucionar um pouco dos problemas delas.

Sim, será de graça… muitas não acreditavam que poderiam ganhar um tratamento odontológico completo e gratuito. E não as julgo por isso, pois muitas não acreditam que o SER pode ser HUMANO. A MULHER que mora em mim saiu de lá completamente abalada e assustada.

Agora só espero que as questões burocráticas que envolvem o projeto “APOLÔNIAS DO BEM”, sejam resolvidas o mais breve possível. Serão 50 mulheres beneficiadas inicialmente. Depois dessa triagem, desejo demais que o “APOLÔNIAS DO BEM” tenha o mesmo sucesso que o “DENTISTA DO BEM”.

Uma vez me disseram que fazer o bem vicia, nem me lembro de quem foi, mas essa pessoa está coberta de razão. É tão viciante que você quer expandir, você não se contenta em ajudar só os jovens, você se revolta por não fazer mais e mais. Essas mulheres precisam ser resgatadas socialmente, voltar a viver, trabalhar, SORRIR, amar, se amar!!!

Meu mundo cor-de-rosa não entende esse lado obscuro do mundo real. E hoje, escrevendo esse texto, cheguei a conclusão que não vou pintar meu mundo com as cores dessa vida real que conheci; quero ajudar essas mulheres a pintar o mundo delas, pode ser de rosa, lilás, vermelho, amarelo, laranja ou de qualquer cor que as façam sentir e acreditar que são MULHERES.



12
jun
2012

Certidão OSCIP 2012



11
jun
2012

Mães e filhos

Mães e filhos


2009 foi um ano especial na minha vida! Diferente de tudo que havia vivido!

Logo nos primeiros dias de janeiro recebemos 2 noticias que mudaram nossas vidas: minha filha mais velha, Gabi, conseguiu passar no vestibular de medicina e a outra caçula recebeu uma bolsa de estudos para estudar ballet em Miami. Minhas 2 filhas conseguiram subir mais um degrau em suas vidas e, desta forma, partiram de casa atrás de seus sonhos… e deixaram nossa casa grande demais.

A maior das angustias é saber se, assim tão jovens, com 15 e 18 anos, conseguiriam “sobreviver” longe dos pais!! Não vou negar que chorei muito! Estava feliz, mas estava triste – sentimento difícil de explicar.

Será que tudo o que ensinei, elas iriam praticar longe de nós? Continuariam estudando com afinco, indo às missas aos domingos?Manteriam a dignidade, ética e respeito a si mesmas e ao próximo?

Meu tempo de ensino tinha se findado. Será que fui boa mãe? Será que me doei o suficiente? Será que fui um bom exemplo para minhas filhas?

Muitas perguntas e a resposta somente o tempo daria….

3 anos já se passaram.. a Gabi já está no 4º. ano de medicina, continua doce, meiga e quer ser uma médica do Bem! A Fernanda continua nos EUA. Já concluiu o colegial, está fluente no inglês, espanhol e agora está estudando italiano. Mantém firme seu curso de ballet e seu sonho é ser bailarina profissional!

Entendi que os filhos crescem, partem e tudo aquilo que ensinamos jamais se perde.

Quem ama educa com prazer e com responsabilidade. E é muito gratificante ver minhas filhas longe, mas tão perto do meu coração! E esta cumplicidade só existe quando nos dedicamos de verdade e fazemos de nossos pequenos pessoas tão boas e tão especiais que vão contribuir para a construção de um mundo melhor!

E foi neste ano de 2009 que comecei meu trabalho voluntario na TdB . Tudo de bom para minha vida!

 

Angemerli Teodoro
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Ourinhos/SP



05
jun
2012

TdB – Turma do Bem lança novo projeto com show exclusivo em São Paulo

Apolônias do Bem. Este é o nome do novo projeto da TdB. O seu objetivo é proporcionar tratamento odontológico gratuito para mulheres vítimas de violência doméstica.

O seu lançamento oficial aconteceu no dia 4 de junho, com um show apenas para convidados, no Teatro Fecap. “A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes” reuniu catorze cantoras: Adyel, Célia, Cida Moreira, Daniela Procópio, Fhernanda Fernandes, Luciana Alves, Márcia Castro, Maria Alcina, Marya Bravo, Silvia Machete, Tiê, Vânia Bastos, Veronica Ferriani e Verônica Sabino. A apresentação exclusiva foi baseada na coletânea organizada pelo DJ Zé Pedro que está sendo lançada pela sua gravadora, a Joia Moderna, especializada nas vozes femininas da cena musical brasileira.

Outras mulheres recepcionaram os convidados, mas, diferentemente das cantoras, estas ainda lutam para encontrar sua voz. São vítimas de violência doméstica já selecionadas para participar do projeto Apolônias do Bem; 20 delas tiveram suas fotos exibidas no foyer do teatro.

 

Apolônias contemporâneas – O nome do novo projeto da TdB se deve a uma personagem histórica, Apolônia, que viveu em Alexandria, no Egito, e morreu em 249, após ser presa, espancada e ter seus dentes quebrados ou arrancados. Queremos levar assistência odontológica para as apolônias de hoje, que também estampam a marca da violência em seus rostos. Quando dão o primeiro passo para romper o ciclo da violência intrafamiliar e procuram ajuda, essas mulheres têm acesso a atendimento médico, apoio psicológico e assistência jurídica, mas não contam com tratamento odontológico.

O projeto será iniciado entre as mulheres atendidas pela Casa de Isabel, centro da Zona Leste de São Paulo que auxilia cerca de cinco mil crianças, adolescentes e mulheres em situação de risco. A meta é atender 200 mulheres no primeiro ano, que serão selecionadas em triagens realizadas pela equipe da TdB. A primeira triagem já foi realizada. Das 86 mulheres que compareceram, 75 foram selecionadas para receber tratamento odontológico completo, totalmente gratuito, incluindo próteses e implantes, por exemplo. O atendimento será feito por dentistas credenciados da rede Amil Dental, que arcará com todos os custos do tratamento.



01
jun
2012

Show Apolonias do Bem