16
jul
2012

Trabalho com Sinergia

Trabalho com Sinergia

Oi pessoal… Hoje queria falar do trabalho estilo “formiguinhas”, que parece tão pequeno…. mas que no final , certamente faz a diferença.

As formigas trabalham com Sinergia. Sinergia ou sinergismo deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. É definida como o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa ou função complexa.

Então, quando temos a associação dos vários voluntários da Turma do Bem, por exemplo, que contribuem para uma ação coordenada, ou seja, o somatório de esforços em prol do mesmo fim, tem-se sinergia.

O que quero colocar hoje aqui, é a importância deste trabalho COORDENADO e SINÉRGICO, cujo efeito resultante da ação de vários agentes (voluntários e coordenadores), que atuam de forma coordenada para um objetivo comum, pode ter um valor superior ao valor do conjunto desses agentes, se atuassem individualmente sem esse objetivo comum previamente estabelecido. O mesmo que dizer que “o todo supera a soma das partes”.

Os coordenadores do Dentista do Bem do ES trabalharam no XIII COES com este SINERGISMO e nossa atuação, embora pequena… como um trabalho de “formiguinhas” que não se compara aos números do CIOSP e nem como a atuação da TdB no recente Congresso Internacional da IADR, em Foz do Iguaçu!!! Quem nos dera…

Mas estas “Formiguinhas do ES”estão dispostas a “desenterrar caveiras”se preciso for! E com persistência e determinação, no seu ritmo próprio, cooperar para a ampliação das fronteiras do Projeto Dentista do Bem…. ainda que em terras capixabas(rsrsrs).

Hoje falei em nome de todos os coordenadores do ES. Recebam a saudações capixabas!!!!

 

Vanessa Leal Tavares Barbosa
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Vitória/ES



13
jul
2012

A Turma do Bem e o Sul do Brasil

por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Dia desses postei no Facebook que havia cadastrado alguns dentistas da minha cidade natal: Guaraniaçu-PR. Estava muito entusiasmado por um motivo que considerei nobre: A cidade é pequena, portanto a escola beneficiada seria a mesma na qual estudei boa parte da minha infância… uma retribuição de tudo aquilo que tinha recebido.

Rapidamente entrei em contato com a Diretora e expliquei o projeto, imaginando que prontamente ela marcaria a data da triagem.
Para minha surpresa a entrada na escola foi PROIBIDA.

Em um primeiro momento pensei: A cidade inteira será prejudicada pelo simples motivo da Diretora proibir minha entrada na escola!!! … mas resolvi escutar a posição da direção.

Ela me explicou que, por ordem do Núcleo Regional de Educação, não tinha autorização para permitir minha entrada. Falou também que a Regional desconhece (eu disse: DESCONHECE) a existência da tal Turma do Bem. Isso sim me fez refletir: Se a TdB não é tão conhecida por aqui, é por que nós, representantes do Sul, estamos falhando em alguma coisa.

Não foi a primeira vez que, contando sobre a TdB, eu presencio uma cara de paisagem na minha frente: não…não conheço! Seja dentista, diretores ou possíveis pacientes. Eu realmente me sinto constrangido com esta situação. Como uma marca conhecida do outro lado do oceano tem dificuldade de ser reconhecida aqui, em nosso próprio país? Não é inacreditável? A resposta que encontrei foi a seguinte:

“- A culpa de eu não poder entrar na escola não era da Diretora, ou da Regional… a culpa era minha.”

Desculpe-me se, com esse texto, estou ferindo os sentimentos dos colegas coordenadores sulistas, mas acho que o trabalho na nossa região deveria ser muito mais divulgado.O fato é que, entristeço-me ao lembrar de todos os coordenadores do meu estado os quais conheci na capacitação de um ano e no ano seguinte, cadê? Vendo por esse ângulo, concordo com a diretora. Não há como pensarmos em livre acesso às escolas se a Turma do Bem não é conhecida pelos diretores. Ninguém é louco de colocar em sua escola um desconhecido.

Pacientes? Temos de monte… Dentistas? Todos conhecemos pelo menos um que poderia ser coordenador em uma cidade vizinha, na qual a TdB é, por enquanto, desconhecida.

Fica a questão: Ou aceitamos esse desenvolvimento lento causado por nós mesmos ou trabalhamos com mais empenho e transformamos a Triagem da Tdb em um desejo que cause disputa entre as escolas do Sul…



12
jul
2012

Definitivamente, a minha criatividade tem estopim

por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

Ando em um momento tão louco e atribulado da minha vida que estava sem um pingo de criatividade para cumprir a prazerosa tarefa mensal de escrever para vocês. Estava me punindo e me cobrando muito por isso. Até mandei um e-mail para o Jhonatas pedindo desculpas porque o texto não sairia na data certa. Mas bastou um fósforo para incendiar a minha criação. Uma pena que me incendiei do sentimento que mais repudio…. a raiva.

Dias depois do sucesso da megatriagem, recebo um e-mail da Flávinha Loporchio, pedindo para entrar em contato com uma escola. Ela tinha recebido o seguinte e-mail:

“Bom Dia!

Ontem não pude levar minha filha para análise na Bela Vista, por falta de dinheiro. Ela tem 14 anos e tem vergonha de rir devido aos dentes que precisam de reparos, pois possuem aberturas entre dentes, cárie. Já coloquei aparelho e não pude manter a manutenção.

Por favor, pode agendar um local para levá-la e não perder essa grande oportunidade de ter dentes saudáveis e bonitos para rir sem vergonha e poder trabalhar. O local que puder encaixar, eu levo a adolescente.

Obrigado

Atenciosamente,
XXXXXXX XXXXXXX(Mãe)”

Logo abaixo estava o nome da jovem e do colégio em que ela está matriculada. Na mesma hora peguei o telefone e entrei em contato. Como é de costume aqui em Guarulhos, os funcionários da secretaria anotam o telefone, mas os coordenadores de ensino e/ou diretores NUNCA retornam. Depois da quarta vez que anotaram o número do meu celular com a promessa de que entrariam em contato, mandei um e-mail para a mãe da aluna explicando a história e pedindo a ela que me passasse algum contato porque assim ficaria mais fácil. Dias depois recebi a resposta da mãe,dizendo que tinha conversado com uma professora e que era só ligar. Pois bem, para minha surpresa, ao ligar para a pessoa indicada, a mesma não se deu ao trabalho de me ouvir. Simplesmente me disse que tem convênio com a prefeitura e que não havia interesse no projeto. Ainda tentei argumentar, com a maior educação e delicadeza do mundo, dizendo que tenho conhecidos dentro da prefeitura e sei que NÃO EXISTE CONVÊNIO ENTRE A PREFEITURA DE GUARULHOS E COLÉGIOS ESTADUAIS, e que os jovens seriam atendidos por dentistas em seus consultórios particulares, GRATUITAMENTE, até os 18 anos. A petulante senhora aumentou a voz perante meus argumentos (juro, eu estava sendo educada), reafirmou que não havia interesse e desligou o telefone na minha cara.

sabe o que é pior?!?! Não é a primeira vez que isso acontece. Muda a instituição, muda o nome do coordenador, mas os enredos são os mesmos.

Óbvio que temos sucesso. Existem diretores e coordenadores que são maravilhosos, pensam nas centenas de alunos que possuem com o mesmo carinho com que pensam em seus próprios filhos. Esses dirigentes nos fazem sentir como reis e rainhas nos dias de triagem, nos oferecem a melhor parte da merenda (sim, coordenador que é coordenador come a merenda e ainda repete!!! Rs), trazem bolachas, café, suco e muita água. Enfim, nos dão todo apoio e carinho porque sabem o valor do nosso trabalho. Entendem o valor de um sorriso.

Agora o que esperar dos jovens que, infelizmente, têm parte da sua educação orientada por pessoas mesquinhas, que não sabem pensar no próximo? Pensam sim em ter salários maiores, gratificações, promoções, sendo que não merecem nem o que ganham!!!!

E tudo acaba se tornando uma mistura louca de sentimentos… dó, raiva, indignação, mais raiva, piedade. Mas o que prevalece é o amor. Se desistíssemos em cada NÃO; se desistíssemos nas grosserias, nos telefonemas desligados na cara, nos recados não retornados ou na falta de interesse dos dirigentes de escolas estaduais não estaríamos onde estamos hoje. Se ligássemos para tudo isso, milhares de jovens deixariam de ser atendidos. Por isso o que prevalece no final das contas é o AMOR.

Para encerrar, só quero agradecer aos diretores, coordenadores e professores das 1.728 instituições de ensino que permitiram a entrada dos coordenadores da Turma do Bem. Vocês têm participação fundamental no sorriso de mais de 25.000 jovens!!!!

Ah, claro… meu mais sincero agradecimento à coordenadora Fulana de Tal. Obrigada por me destratar no telefone. Você reacendeu a minha criatividade (sua cretina, egoísta, mesquinha… que tenha dor de dente essa noite!).

Ufaaaaaaaa… bem mais leve!!!

P.S.: Depois de uma conversa com a Vivi, vou triar a aluna no meu próprio consultório. Pelo menos essa jovem VAI SORRIR sem a dependência de nenhum diretor ou coordenador do ensino público.

Agora sim… muito mais leve!!!!

Todos os deveres prazerosos estão cumpridos!!!!



10
jul
2012

Recicla Ourinhos e Rio +20

Recicla Ourinhos e Rio +20

A Recicla Ourinhos (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Ourinhos) nasceu da organização de um grupo de catadores que trabalhava no “lixão municipal”. Até 2003, eram cerca de 100 homens e mulheres que se dedicavam diariamente à coleta e separação de materiais, sob condições precárias de higiene e sujeitos a todo tipo de contaminação e doenças. Cientes de que era preciso se unirem para conquistar mais dignidade e melhores condições de trabalho, os catadores, com a ajuda da Assistência Social, fundaram em outubro de 2003 a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Ourinhos. Atualmente a Recicla Ourinhos realiza na cidade atividades de coleta seletiva, prensagem e triagem de resíduos sólidos, além de palestras nas escolas com o objetivo de divulgar a importância da coleta seletiva para o meio ambiente e para a inclusão social. A cooperativa também participa do Comitê Oeste Paulista de Catadores de Materiais Recicláveis, que atua em cidades da região ajudando outros grupos de catadores a se fortalecerem e a constituírem associações ou cooperativas. A Recicla também desempenha importante papel junto aos poderes públicos lutando pela implantação da coleta seletiva e de uma rede de comercialização conjunta nos municípios.

Estes catadores de recicláveis que tiveram a vida transformada pelo projeto que os retirou do lixão de Ourinhos, SP, foram convidados para participar da Conferência Rio+20 no Rio de Janeiro. A história de vida desses trabalhadores mostra a importância que as cooperativas desses trabalhadores têm ganho nos últimos anos, especialmente pela mudança do olhar da população para o meio ambiente.

O Conceito de Sustentabilidade é complexo, pois atende a um conjunto de variáveis interdependentes. Mas podemos dizer que deve ter a capacidade de integrar as questões Sociais, Energéticas, Econômicas e Ambientais.Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso. Sem considerar a questão social, não há sustentabilidade. Em primeiro lugar é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista do ser humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.

É aqui que a TdB tem feito a diferença. Quando devolvemos aos adolescentes saúde bucal, fazemos nossa sociedade mais justa!

Orgulho de fazer parte desta Turma!

 

Angemerli Teodoro
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Ourinhos/SP



06
jul
2012

Amar é

Amar é

O que é o amor? É sentimento? É estado d’alma? E como busca- lo, como vivê-lo?

Desde que os sábios disseram ser o amor o caminho seguro, os conceitos atribuídos a ele são inúmeros. As discussões filosóficas tornam-se sem fim. Porém, o que realmente precisamos conhecer é sua prática, sua vivência em nossos dias.

O amor é o sacrifício pelo próximo que, aos olhos do mundo, é pesado, é difícil… mas para quem ama é leve, gratificante.

Amar é interessar-se pela vida do outro, é perguntar: como foi o seu dia? É questionar: você está bem? E estar realmente atento para ouvir a resposta. Amar é modificar nossa rotina para ouvir um amigo, fazer-lhe uma visita, levar notícias boas. Amar é reunir a família, sem necessidade de uma comemoração especial, apenas para celebrar a presença de todos, para fortalecer os laços. Amar é respeitar as opiniões dos outros, mesmo que elas sejam diferentes das nossas. Amar é chorar junto, é sorrir junto… é sempre guardar a esperança de que tudo será melhor. Amar é saber dizer sim. É saber dizer não. É saber ouvir um sim, saber ouvir um não.

O verdadeiro amor não está distante. Não está apenas nos romances literários, nos poemas inspirados, nas imagens dos sonhos. Ele está conosco nos pequenos gestos de carinho, nas gentilezas inesperadas, nas renúncias.

O verdadeiro amor não está distante. Ele aguarda apenas que as mãos fortes o alcancem, e concedam-lhe a chance de respirar os ares do mundo.

A dra. Juliana Benatto vivencia este amor. Ela estava na reunião no dia da mulher no CRO, quando eu e a Andressa, coordenadora de São José dos Pinhais, falávamos sobre a TdB. Ela chegou até mim e disse ter muita vontade de participar, mas não tinha consultório, trabalhava em um sindicato e não poderia atender crianças lá… mas queria muito participar e faria qualquer coisa.

Então eu disse a ela que poderia me ajudar nas triagens. E, por coincidência, eu tinha uma triagem agendada dois dias depois. Ela não somente foi na triagem no maior entusiasmo, não apenas olhou, fez triagem de verdade e parecia que já era coordenadora há muito tempo.

Logo depois começou a atender crianças em meu consultório… e não é apenas uma Dentista do Bem, mas uma coordenadora especial. Participa comigo de todas as triagens, procura escolas, busca dentistas para o projeto.

Quero homenagear aqui a Dra. Juliana que tem todas as características descritas sobre o amor.

 

Selma Rocha
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Curitiba/PR



05
jul
2012

Da gratidão se extrai a felicidade

Da gratidão se extrai a felicidade

Antes mesmo de aprendermos a caminhar, nos ensinam a agradecer. Nem sabemos ao certo o significado daquela palavra, mas dizemos: OBRIGADA! Depois, compreendemos e automatizamos. Esse automatismo tira o verdadeiro sentido da gratidão, cujo hábito é sempre saudável cultivar.

As melhores lições que tive na vida foram regadas à cachaça nordestina e ao queijo de manteiga. Muito embora não bebesse, meu professor o fazia regularmente. Com ele aprendi a importância de saber agradecer. Ao longo dos seus 97 anos e com a lucidez de sempre, ele continua exercitando o ato da gratidão – mesmo sem consumir sua bebida predileta. Parou quando perdeu sua companheira que lhe servia o queijo de manteiga. Ela, um docinho de pessoa, sempre elegante, sempre sorrindo, praticava a cortesia e sabia como ninguém alinhavar os relacionamentos.

Sem servilismo algum, quero expressar toda minha gratidão à TdB. Desde que ingressei nessa turma, a minha vida mudou completamente. Ela me proporcionou sair do consultório, sair do Brasil, conhecer outras realidades, angariando conhecimentos e buscando formas de mudança.

Saindo das quatro paredes do consultório, ampliamos a nossa visão do mundo, damos o primeiro passo para as reformas que queremos imprimir nele. Sensibilizamos-nos com as histórias de vida dos beneficiários e o nosso desejo é transformar a vida de cada um deles e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, mais solidária, mais feliz.

Saindo do Brasil, distantes da nossa rotina, estreitamos laços. Esta foi sem dúvida uma viagem especial, uma experiência inesquecível… foram dias intensos de emoção e aprendizado. Fomos muito bem recepcionados e conduzidos, e o roteiro minuciosamente planejado, inclusive idêntico ao elaborado por Fernando Pessoa. Nosso bem estar e desenvolvimento cultural foram tratados com prioridade absoluta, e principalmente como um investimento. A cada evento uma surpresa, uma reflexão. Sem palavras para agradecer, pois é impossível não ser eternamente grata!

 

Jakeline Dantas
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Pelotas/RS



04
jul
2012

Brincar de Viver

Brincar de Viver

Lembro como se fosse hoje, quando escutei pela primeira vez esta música do Guilherme Arantes.

Quem me conhece sabe o quanto a música é alimento para minha alma. Através dela consigo exteriorizar aquilo que sinto. Desde pequena, sempre, no decorrer de toda minha vida, a música se fez presente. Amava ir à aula de piano. Acreditem, até aula eu dei! Meus alunos, que saudade… fizemos até um recital no salão paroquial… e daí, né? O que importa isso?

Confesso que, quando escutei esta música pela primeira vez foi como se acendesse uma luz intensa dentro de mim, muito mágico! Uma louca vontade de viver intensamente cada minuto. E, conforme prestava atenção na letra, as lágrimas caíam. Estas frases, então, me ajudaram a me conhecer um pouco mais: “A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não. E eu desejo amar todos que cruzar pelo meu caminho. Como sou feliz, eu quero ver feliz quem andar comigo…Vem!”.

Relato isso porque não acredito em acaso… e na minha primeira capacitação, em 2007, no Sorriso do Bem, quem estava lá cantando? Guilherme Arantes! E que música cantou? Imaginem…. “Balão Azul” e “BRINCAR DE VIVER”!!! Não foi fácil. Inexplicável o que senti naquele momento. Sei que chorei muito e disse SIM para esta Turma do Bem que amo tanto!

Quem estava lá sabe o quanto foi emocionante… quem diria que já se passaram 6 anos, e eu aqui estou a pensar.

Vamos à música, ela fala por si só! Agora é Brincar de Viver!!!!!!!

Adriana Papel Dib
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de São Luís de Montes Belos/GO



03
jul
2012

Maturidade

por Nícia Paranhos Arruda
(coordenadora voluntária de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP)

 

O lado bom de se “amadurecer”… Percebo agora que sei enfrentar melhor os problemas, ou as “peças” que a vida nos prega. Seria a “maturidade” ou tantos tombos que já levamos?

Sem dúvida nenhuma que a vida nos ensina, então VIVA A MATURIDADE!!!

Anteriormente, me sentia insegura frente aos problemas, desde os pequenos até os mais “cabeludos”. Preferia me colocar no lugar de vítima a procurar forças para me reerguer. Agora sei que à medida que o tempo passa e a “experiência” aumenta, aprendemos a enxergar as coisas com mais clareza. A maturidade nos faz ver que as perdas e enganos acontecem com todo mundo, justamente para testar nossa vontade e capacidade de SUPERAÇÃO.

Daí, fica a dica: quanto mais apontarmos o dedo para nós mesmos, nos julgando incapazes de enfrentar esse ou aquele problema, mais inseguras ficaremos… A liberdade de não se ver como “vítima”, não tem preço. E é exatamente isso que a maturidade nos proporciona.

Por isso, hoje, mesmo quando algo parece não ter solução, coloco um sorriso no rosto e sigo adiante. Porque sei que, ao erguer a cabeça e manter minha autoestima firme e forte, fica mais fácil enxergar “novas possibilidades”…

Obs: Em momento algum, citei a expressão VELHA pois não me sinto assim, não MESMO… Sigo me atirando em projetos com a mesma intensidade que fazia anos atrás, quando não contava com toda essa maturidade, RS.



02
jul
2012

A velhice e a juventude

A velhice e a juventude

 

Quarenta anos é velhice para a juventude, e cinqüenta anos é juventude para a velhice.
Victor Hugo

Estou vivendo meus 43 anos. Segundo Victor Hugo, na transição entre a velhice e a juventude. Vivo numa cidade maluca, cheia de caos aos olhos pessimistas e com um glamour especial aos otimistas de plantão.

Participando ativamente de projetos sociais, vejo que estamos carentes de bons gestos, precisamos urgentemente melhorar o nível de educação desse povo! Me pergunto muitas vezes: O que eles fazem para não enxergar tanto problema? A união faz a força! Este ditado sempre bem usado, cada vez mais faz sentido…

Acompanho alguns progressos, tem muita gente fazendo muita coisa boa! Mas mesmo assim deixaram que a carência fosse maior que tudo… parece um dragão cuspindo fogo em cima do mais alto arranha-céu.

Precisamos da força da juventude… de muita boa vontade em ajudar o próximo, sem distinção. E de muita sabedoria da velhice, para poder guiar as ações daqueles que querem trabalhar para o bem!

Por que será que as pessoas se reúnem com tanta facilidade para festejos, baladas, e tantas outras curtições e quando o assunto é voluntariado todo mundo desconversa? Vamos nos ajudar! Vamos fazer deste, um mundo mais humanizado! Fazer com que muitos velhos possam se sentir jovens novamente, com um pouco mais de dignidade!

Estou te esperando…

 

Marcos Jordão
Coordenador e DENTISTA DO BEM de São Paulo/SP