20
mar
2013

Amigos: essa gente tão estranha e tão essencial

por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

Vou começar com uma pergunta para intrigar: você sabe qual o significado de AMIZADE?!

Segundo o dicionário essa palavra composta por 7 letras têm 4 significados:

amizade s.f. 1) Afeto de amigo. 2) Apreço; estima. 3) Dedicação. 4) Camaradagem; coleguismo.”

Tudo vago demais!!!

Quem me conhece um pouco melhor sabe que, lá no fundo, sou um tanto conservadora. E isso refletiu também nas minhas amizades. Fui uma criança de dois amigos e na juventude essa maneira também prevaleceu… poucos amigos; vários colegas. Gabava-me por contar os amigos de verdade nos dedos de uma mão.

O tempo passou depressa; e ainda sob esse olhar conservador, torcia o nariz para “amizades verdadeiras” que nasciam por redes sociais ou em salas de bate-papo. Amizade á distancia?! Algo inexistente no meu imaginário. Amigo tinha que estar ao meu lado para me abraçar quando fosse preciso ou para dar uma palavra confortante quando necessário, mas frente-a-frente. Como a pessoa pode ser minha amiga se só a vejo duas ou três vezes ao ano? E amizade entre homem e mulher?! Nunca… existem outros interesses por um dos lados. Sim, por incrível que pareça essa era a forma como eu enxergava uma amizade. Mas ainda bem que somos seres humanos e estamos aqui para evoluir.

Quando entrei para a Turma do Bem, em 2008, por intermédio de um AMIGO, estava buscando um pouco dessa tal evolução. Queria me doar mais, ajudar o próximo e agradecer ao Universo tudo o que tinha recebido até aquele momento. Mal sabia que a Turma do Bem me daria muito mais do que buscava.

Não, não vou me rasgar em elogios para a Turma do Bem, para o fundador ou para quem lá trabalha, pois, isso já está muito batido, muita gente já o faz! Mas, vou me rasgar e agradecer aos AMIGOS que fiz lá dentro. Sim, existe uma rede de AMIZADE entre alguns coordenadores. Hoje acredito que uma AMIZADE VERDADEIRA pode ter como pontapé inicial um convite (ou um xingamento) pelo Facebook. Um amigo, mesmo morando há quase 1.500km de distância, pode ter a palavra certa e te estender a mão quando você mais precisa. Amigo que é amigo reconhece e confia no seu potencial; e mesmo depois de te ver “alterado/a” na balada, chama para trabalhar junto e te “entrega” um dos maiores bens que nós dentistas temos: nossos pacientes. Você pode vê-lo uma, duas ou no máximo três vezes ao ano, mas a entrega, os olhares e os abraços te dão a certeza de que vocês se encontraram na semana passada. Amigo que te dá puxão de orelha e conselhos… e no final das contas você reconhece que estava errado e ainda agradece. Aqui fiz um amigo que foi pai quando o meu pai de verdade se fragilizou. A partir daí tive a certeza de que AMIGOS são pessoas que ESCOLHEMOS para fazer parte da nossa família. E dentre os que tenho na TdB, minha família é completa com pai, mãe, irmãsssss e até o caçula fedelho. Amigo de verdade não só abre a casa como escancara o coração. E sabe o porquê de tudo isso?! ENERGIA!!! Energia boa, verdadeira… que traz para o nosso lado exatamente aquilo que emanamos, que precisamos.

Não vou cometer a indelicadeza de citar nomes, mesmo porquê tenho a plena certeza de que meus amigos vão se reconhecer em algum trecho ou em uma simples palavra. A vocês, meu sincero obrigado! A única coisa que posso oferecer para tentar agradecer é a minha AMIZADE leal e verdadeira. AMO vocês!

Vixe, estou chorando demais! Por hoje é só… até o mês que vem!!!!

P.S.: OBRIGADAAAAA!!!

A todos vocês que curtiram, comentaram, elogiaram e discutiram meus textos no ano passado. Graças a vocês e para vocês estou aqui de novo!

E para os que não gostavam, indico o site da Palmirinha, tem umas receitas ótimas com abobrinhas melhores que as minhas!!! 



18
mar
2013

És tu, Brasil!

És tu, Brasil!

Da maneira como a vida vem se desenhando, a estratégia para ser alguém de sucesso é renunciar, correr e fugir. Como se fugir resolvesse qualquer problema!

Precisamos encarar a vida de frente. Ela não é fácil mesmo, mas vale para todos, independente da cor, da classe social ou do poder. Chega de hipocrisia!

Jovens têm sido entregues a sua própria sorte, sejam eles ricos ou pobres.

Vivemos uma confluência de crises em que o desequilíbrio financeiro, ambiental e social oferecem oportunidades para a construção de novos pontos de apoio. Não podemos nos furtar a isso… O jovem será o alicerce de um novo caminho e deveria ser preparado à cidadania, à solidariedade e à participação ativa nas discussões políticas sobre sua cidade e seu país para assumir um papel, que um dia será seu. Entretanto, o jovem é estimulado a se esconder, a provar o poder por meio da força do dinheiro ou a negar a responsabilidade dos atos que comete. Mais uma vez, eu me pergunto: “Que País é esse?” Que valores estamos espalhando por aí?

Os debates sobre a problemática da educação precisam tocar nestas feridas… Precisamos extrapolar o discurso a respeito da quantidade de vagas em creches ou sobre a definição dos papéis da família, da escola ou da igreja na educação e definir estratégias que contribuam para resgatar e alicerçar valores humanos que nos conduzam a uma nova sociedade.

A manutenção de uma dinâmica de vida pautada na lógica da reprodução capitalista e do poder, onde o pressuposto básico é a dominação e a exploração do homem pelo homem, o ter em detrimento do ser, a proteção em troca da transparência, comprometerá a cada dia mais as relações familiares e a formação de jovens empreendedores, corajosos e humanos.

É essa a sociedade que você deseja viver? Cabe a mim, a você e a toda sociedade escolher.

Você prefere fechar os olhos e guardar segredos no fundo do baú; ou é chegada a hora de levantar o tapete e planejar uma saída dessa encruzilhada, olhando para o futuro e entendendo que existem valores e limites que precisam ser encarados e respeitados por todos?

Mostra a tua cara, Brasil!

Cleferson Ferreira
Coordenador de Recife/PE



13
mar
2013

O tempo e a jabuticaba

O tempo e a jabuticaba

Todos nós achamos que nossos dias estão cada vez mais curtos. Parece até que aceleramos o mundo e às vezes não acreditamos que mais um dia, com todas as vinte e quatro horas, já se foi.

O desejo humano de dominar o tempo, de voltar ao passado ou viajar para o futuro já foi tema até mesmo de filmes de Hollywood. De certa forma, influenciamos muito esse acelerar das engrenagens do tempo.

Quando menino, eu adorava perambular pelo quintal de minha avó. Lá brincava muito, mas uma jabuticabeira sempre foi o centro da minha atenção.  A sombra inigualável e preciosa, a magia daquelas milhares de frutinhas exóticas recobrindo cada parte da imensa árvore era incrível.

Para quem não sabe, as jabuticabeiras são árvores nativas da mata atlântica brasileira, que demoram cerca de 12 a 15 anos para dar os primeiros frutos. Entretanto, a sagacidade humana e o desejo de aumentar a produção, criaram mudas híbridas, ou geneticamente modificadas que reduzem para 2 anos a primeira frutificação. Isso é fantástico, porém deixa claro nossa ansiedade em manipular e acelerar a roda do tempo.

Hoje, cultivo uma dessas espécies anãs em um vaso de médio porte, na varanda do meu apartamento. Observando as folhas e aguardando ansiosamente a florada e os frutos, confesso que tenho saudades do tempo, onde as árvores estavam no chão e a humanidade também tinha pelo menos um dos pés fincados lá.

Saboreie seu tempo e aproveite os frutos e a vida sem pressa!

Éric Jacomino Franco
Coordenador de Brasília/DF



12
mar
2013

“O que é ser normal?”

“O que é ser normal?”

Num mundo onde existe tanta diversidade, de raça, religião, cultura, nível social, econômico, é um crime rotular como “diferentes” pessoas que apresentam alguma deficiência ou necessidade de cuidados especiais. O fato de alguém apresentar alguma limitação, não faz dessa pessoa um indivíduo menos importante ou menos humano que outro, considerado normal pela sociedade.

As pessoas com vontade de mudar o mundo são capazes de aceitar e conviver com as diferenças, e quanto maior o número de pessoas unidas em torno desse ideal, mais rapidamente desfrutaremos de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica. Todos nós deveríamos nos manifestar quando o assunto é a discriminação, com o objetivo de mostrar não só ao Brasil, mas ao mundo inteiro que “ser diferente é normal”.

Como diz Gilberto Gil e Preta Gil…

Uma sociedade justa existirá, somente quando a diversidade for verdadeiramente respeitada por toda a humanidade.

Enquanto isso, EU acredito que diversidade não é problema, e que cada indivíduo merece ter a oportunidade de ser feliz com toda e qualquer diferença!

Ana Carolina Massaro
Coordenadora de Marília/SP



11
mar
2013

Viver de bem…

Viver de bem…

Tenho uma certa “aversão” aos livros de auto-ajuda… em certa passagem da minha vida, ganhei vários de uma só vez… Sou grata a todos que me deram, sei que foi com amor, mas confesso que não os li…

Porém, meses atrás me deparei com um título que me chamou a atenção: “Pessoas gentis são mais felizes” P. M. Forni. Comprei porque acredito piamente no título. Recomendo, com certeza se encaixará em alguma situação… Li e reli as 8 regras da boa educação… e aqui vão elas:

1. Desacelere e seja uma pessoa presente.

2. Ouça a voz da empatia.

3. Mantenha uma atitude positiva.

4. Respeite os outros e valorize-os bastante.

5. Discorde com delicadeza e evite discutir.

6. Conheça as pessoas a sua volta.

7. Preste atenção nas pequenas coisas.

8. Pergunte, não afirme.

Fico imensamente triste quando lembro-me de situações em que não fui “gentil”… é desagradável, faz um mal danado.

A minha luta interior é essa e somente essa: ser sempre gentil com os que me rodeiam e com quem quer que seja… Fica mais leve, mais alegre… Mais fácil viver.

 

Magali Arantes
Coordenadora de Bauru/SP



10
mar
2013

Diálogos EDP Solidária

No dia 4 de março aconteceu a 4ª edição do evento, promovido pelo Instituto EDP para capacitar parceiros e instituições públicas. Um ciclo de palestras e dinâmicas envolveu o curso com duração de 20 horas. Da TdB, participaram Ricardo Correa e Fernando Santos. Foram apresentadas as novas organizações que receberão incentivo da EDP e, com isso, conhecendo outros projetos, novos relacionamentos foram criados, possibilitando avançar a mais locais para a realização de triagens. Na ocasião, o funcionário da EDP, Claudinei Nascimento, voluntário da TdB, anunciou que auxiliará na identificação de dentistas na cidade de Peixes, no Tocantins.



08
mar
2013

O Pior, o Melhor e o Melhor do Melhor

O Pior, o Melhor e o Melhor do Melhor

Durante o CIOSP 2013, pude ver o Melhor, o Melhor do Melhor e o Pior da Odontologia. Prefiro comentar com o pior.

Filas e mais filas de dentistas para pegar um brinde, um pacote com cinco sugadores, dois pares de luva, amostra grátis de antisséptico bucal, calendário, porta copos, mouse pad e mais um monte de porcarias. Nossos “colegas” ao invés de buscarem novidades em materiais e equipamentos, e capacitarem-se realizando os diversos cursos, ficam atrás de brindes, brindes e mais brindes!!! Coisa Triste e Horrorosa!!!

O melhor foram os muitos cursos na grade cientifica, assisti alguns e fiquei bastante satisfeito com as discussões e abordagem dos temas; As inovações tecnológicas, os materiais e os instrumentais deixavam qualquer apaixonado pela Odontologia louco!!!

Mas, o Melhor do Melhor, foi ver que tem um monte de dentistas que se preocupam com o Futuro da Odontologia e das Pessoas. Estes não ficam em filas atrás de brindes, eles se Unem e Lutam pelo Próximo; Lutam pelo Futuro da classe, pela Democracia, Transparência e Renovação dos Conselhos de Odontologia. Estes Dentistas fazem a Diferença!!! Eles Lutam por um Futuro Melhor!!!

E você o que fez neste CIOSP???

 

Leonardo Assis Costa
Coordenador de Salvador/BA



07
mar
2013

Minha história na TdB

Minha história na TdB

Quando fui convidada para falar como colunista da Turma do Bem, confesso que não fiquei muito à vontade, pois não gosto muito de escrever, mas como o Jhonatas insistiu muito e sugeriu que eu contasse a minha experiência em trabalhar na ONG, resolvi encarar mais este desafio.

Comecei a fazer parte da OSCIP em 2008 como Dentista do Bem e fui me apaixonando pelo trabalho. Em 2009, tornei-me Coordenadora do Projeto. Em 2010, Embaixadora, e assim estou até hoje.

Quando comecei meu trabalho, nunca pensei em ir tão longe, alcançar reconhecimento e nem conseguir cumprir tantas metas sugeridas pela Turma do Bem.

Sou uma pessoa muito tímida, quietinha e quando me vi estava:

– Fazendo uma Festa para 40 convidados e conseguir vender 40 camisetas revertendo fundos para TdB, no evento, “Eu visto a Camiseta do Bem”;

– Ministrando curso de ASB para uma adolescente beneficiada pelo Projeto;

– Arrecadando mil reais para a Ação da Benfeitoria, que foi um pouco difícil;

– Aprovando na Câmara Municipal a Lei do Kit de Higiene Bucal. Foi muito difícil, a sessão estava lotada, mas consegui!!!

– A mais difícil de todas as Metas até agora, mas consegui cumprir rapidinho! Que foi falar com todos os candidatos à Prefeitura do Município, e convencê-los assinar o Termo de Compromisso com a Turma do Bem (Nunca tinha me imaginado, fazendo isto!);

– Consegui também mais amigos que esperava para a Campanha Amigos do Bem.

Enfim, foram alguns exemplos de como minha vida mudou muito desde que entrei para OSCIP Turma do Bem. Faço hoje, coisas que jamais me imaginei fazendo. Quando o assunto é colocar jovens na cadeira do Dentista, vou à Luta!

Este trabalho, para mim, é muito gratificante, e quem diz que trabalhar como Voluntário não muda nada é um equivoco. Tudo muda! E para melhor, pois quando você faz o bem ele retorna para você em dobro!

Sou muito grata em fazer parte desta “Turma de Loucos”, como diz o Fábio e o que eu puder fazer, farei!

Maria Cristina Souza
Coordenadora de Ubatuba/SP



06
mar
2013

Saúde, item de segunda linha???

por Walter da Silva Jr.
(coordenador voluntário de Bauru/SP)

 

O Brasil está crescendo. Vemos, em vários setores da economia, um sinal claro de desenvolvimento.

A prática é antiga: as empresas recebem incentivos fiscais, produzem mais, os bancos financiam, o povo compra. E cada vez mais.

Em época de eleição, isto se acentua. A baixa do IPI em vários setores aquecem as vendas e endividam uma parcela da população. Daí vem o outro “grande” parceiro desta ciranda que são os bancos. Os inadimplentes perdem o que recém adquiriram. Os itens mais almejados são os carros, geladeiras, TVs digital, celulares, tablets, etc. Vejo esses incentivos com bons olhos. O fato é que os setores são quase sempre os mesmos. Desconheço a desoneração do setor da saúde, por exemplo. Os produtos de higiene são caros e a distribuição de escova, pasta e fio dental ainda é pífia, restrita a alguns poucos municípios.

O tratamento odontológico tem a péssima fama de ser caro. A odontologia ainda é para poucos. Mas isto está mudando. Vocês já imaginaram se houvessem incentivos e financiamentos a juros módicos para o setor da saúde? Junto a isso, a melhora da remuneração dos colegas da rede pública e das condições de trabalho? Tenho certeza que, se isso ocorresse, a Turma do Bem poderia focar em outros projetos tão relevantes quanto os atuais.

 



05
mar
2013

Mandando Bem

Alinhado com a missão de contribuir e transformar a classe odontológica, a TdB e o especialista em marketingem odontologia Daniel Brito, desenharam um curso gratuito que funcionasse como uma janela para os dentistas voluntários ampliarem seus horizontes.

Realizado, na Escola do Pensamento em Saúde, em parceria com a Amil Dental e a Dental Cremer, o curso pretende proporcionar aos dentistas voluntários que potencializem suas práticas no consultório, além do aumento em seu faturamento e a promoção do terceiro setor.

A primeira turma aconteceu de5 a7 de Abril, na sede da TdB, e mandou muito bem.