19
abr
2013

Te amo filha!

Te amo filha!

Este mês meu texto foi impulsionado pela emoção de ver minha filha completar 18 anos. Como nós mães, demoramos a nos dar conta que os filhos crescem…

Toda mulher que compartilha dessa experiência já se sente mãe desde o primeiro momento, aquele momento quando recebemos a notícia de que o milagre da vida se fez.
De imediato o corpo vai mudando, as emoções ficam mais evidentes, os sentimentos mais intensos, tudo muda como que num passe de mágica.

Depois nos alegramos com as primeiras descobertas, sofremos juntos quando alguma coisa dá errado, ficamos orgulhosas de participar das lutas perseverantes contra as dificuldades até chegar à vitória. Conseguimos provar que todos os erros, toda dor, toda perda, tudo vem a ser útil no final, tanto quanto o trabalho árduo, o aprendizado e o amor.

Num determinado momento, temos que soltar as mãos, mas guardamos as imagens daqueles dias especiais, os desenhos, os presentes, as cartinhas, as fotografias, como se pudéssemos nos agarrar a todos os “vocês” diferentes, o bebê, a criancinha, a menina, a adolescente… ficamos aguardando o futuro com o coração feliz, desejando descobertas maravilhosas, sucesso, alegria, paz e profundo contentamento. E sempre, sempre muito amor.

“Amor de mãe”, não existe amor maior, este sim é um amor verdadeiro! Amor dado livremente, sem esperar nada em troca. Amor pleno, completo, absoluto, generoso, infinito, que não impõe condições nem limites. Transforma o amor em uma ação praticada a todo instante, de várias formas.

Amor incondicional!

Ana Carolina Massaro
Coordenadora de Marília/SP



18
abr
2013

Homenagem a um desconhecido

 Homenagem a um desconhecido

Adoro cinema… Um dos entretenimentos mais antigos do mundo e, para mim, um dos melhores. Em casa ou no cinema, de dia ou de noite, de segunda à segunda, sozinha ou acompanhada, é sempre bom.

Data de 1895 a primeira apresentação cinematográfica. São mais de 115 anos.

Mas a minha homenagem não vai para o cinema, e sim para o desconhecido funcionário da locadora que frequento. Não sei o seu nome, de onde veio e nem sua escolaridade. Só sei que ele é MUITO BOM no que faz!

Ele “perambula” pela locadora indicando filmes para os frequentadores. Quando sei que lá está ele, vou logo pedir indicações… Ele conhece todos os filmes e se precisar te conta toda a história, é só dizer o que gosta.

Memória feito a dele é para poucos… E claro, é um cinéfilo de carteirinha. Da última vez, para “matar” nossa curiosidade, perguntamos se ele assistia a muitos filmes (pergunta ingênua!)… e ele respondeu que assiste 2 filmes por dia e acompanha 32 séries.

Não preciso dizer mais nada…

Faça com conhecimento e prazer que fará bem feito!

Magali Arantes
Coordenadora de Bauru/SP



17
abr
2013

Não Somos uma ilha!

Não Somos uma ilha!

Ser dentista é uma profissão difícil. Muitos pacientes, por desconhecimento ou devido ao atendimento de “alguns profissionais” não qualificados, associam a Odontologia com Dor, Sofrimento e Preços Altos. Graças a estes “profissionais”, que vivem isolados do mundo e no século passado, a Odontologia ainda é muito discriminada!

Não é raro ouvirmos que dentista é uma profissão solitária. Detesto esta frase!

Infelizmente muitos “colegas”, após se formarem, isolam-se em seus consultórios apertados e com revistas velhas. Eles não se atualizam, não frequentam congressos, cursos, jornadas e, principalmente, não se relacionam com os colegas para discutir casos, tirarem dúvidas, dividir responsabilidades e tratar o paciente de forma Integral, oferecendo o Melhor Tratamento Possível! E por causa disto, alguns fazem barbaridades com seus pacientes!

Estes “dentistas ilha” não acompanham a evolução da Odontologia e trabalham da mesma forma com que trabalhavam na graduação ou na pós-graduação. Vivem reclamando da Odontologia, dizendo que é uma profissão ruim, que o mercado está fraco, que os Planos Odontológicos pagam pouco, que os conselhos não servem para nada, que o governo só rouba, e mais um monte de coisas… Só vivem reclamando!

E o pior de tudo!!! Ainda criticam quando alguém os convida para fazer parte de um grupo de estudo, pesquisa ou de um projeto social, inventando mil desculpas: que não tem tempo, não tem dinheiro, dizem que já atendem um monte de gente de graça e mais um bocado de desculpas esfarrapadas!!!

Estes nunca vão crescer profissionalmente ou espiritualmente!!!!

Porém, existem colegas que pensam de forma completamente diferente. Não se isolam… não são uma ilha! Estes exercem a Odontologia com Paixão. Amam o que fazem!

Os apaixonados pela Odontologia frequentam cursos, congressos, grupos de estudo, grupos de pesquisa, estão sempre estudando, se qualificando, trocando informações com os colegas e com as empresas de produtos odontológicos. Fazem uma Odontologia de qualidade, lutando por melhorias da nossa profissão, da nossa cidade e do mundo! Cobram dos nossos governantes as mudanças necessárias para termos uma vida melhor!

Em grupo nós nos fortalecemos, lutamos por melhorias, aprendemos e crescemos. Todos saem ganhando, nós, nossos pacientes, nossas famílias, nossos colegas, todos que nos cercam.

O mundo sai ganhando! Juntos somos imbatíveis! Com paixão e amor podemos transformar sorrisos, vidas e o mundo!

Estes vídeos representam a Paixão pela Odontologia e a Importância da União para Mudarmos as Coisas!

 

 

Leonardo Assis Costa
Coordenador de Salvador/BA



16
abr
2013

Habemus Papam

Habemus Papam

Temos um novo Papa, uma nova Era, novas maneiras de ver a vida. Maneiras de compartilhar, maneiras de fazer o Bem. Isso tudo mostra que há muito que ser mudado. Olhar nossos semelhantes com empatia e simpatia, com a Partilha do Bem.

A Turma do Bem está fazendo isso, e de maneira permanente. Mostrar que podemos mudar, mudando a vida de quem vive no “desmundo” de hoje.

Ao nos indignarmos ante a perda precoce de dentes que nunca receberam o olhar de um dentista, ao sabermos de histórias de sofrimento com dor de dente de seus filhos, de pais que aguardam políticas públicas eficientes e humanizadas para terem um alento diante de tanta carência.

Sim, temos um Papa! Que acredita que o mundo pode mudar para melhor! Que a simplicidade pode fazer toda a diferença! Que não há mais espaço para nosso egoísmo fútil.

Se não praticamos nossas obras com os talentos que recebemos, nos apresentaremos de mãos vazias diante daquele que nos deu poderes para mudar, e não mudamos! No mínimo significa que somos dispensáveis nesta vida.

Não é isso que queremos, não é isto que prometemos, não é justo com nós mesmos.

Sim temos Papa. Acredito que somos indispensáveis, para ele, para nossas crianças, para todas as crianças que sofrem com dor de dente.

Sim,o Papa nos tem!

E ele nos quer!!!

Maria Cristina Souza
Coordenadora de Ubatuba/SP



15
abr
2013

Estrutura Emperrada

por Walter da Silva Jr.
(coordenador voluntário de Bauru/SP)

 

Recentemente, a TdB realizou a Mega Triagem. Um grandioso evento em mais de 250 cidades e 12 países, que mobilizou milhares de voluntários e não voluntários. Mais de 50.000 jovens foram examinados e os com problemas bucais encaminhados para tratamento. Gostou? Legal, emocionante! A imprensa apoiando na divulgação, mais voluntários sensibilizados, mais crianças beneficiadas. Simples assim.

Por entraves ridículos de ego, tivemos um problema SÉRIO em Bauru. Escola preparada, fichas preenchidas, imprensa avisada – TODA A IMPRENSA CONFIRMADA, SENDO 5 TVs, 2 JORNAIS E 1 RÁDIO – e recebemos um telefonema da Secretaria de Educação. Disseram que não poderíamos fazer a triagem, pois foi “veiculada uma matéria da Globo local mostrando a escola, sem autorização da Secretaria”. Não engolimos isso. Em nenhuma outra vez isso ocorreu. Um passarinho verde disse à secretária que prefeito e vereadores iriam… e aí a coisa “pegou”.

O prefeito atual não é do partido do governador. Agora, vocês acham que pensamos nisso? Nossa ideia era AGREGAR… Quanto mais pessoas formadoras de opinião divulgando e apoiando, melhor. Mas, na política e em cérebros de dimensões de uma ervilha não é isso que acontece! Tivemos que DISPENSAR TODA A IMPRENSA DA COBERTURA E DIVULGAÇÃO como condição para realizarmos a triagem. É claro que, já contei essa mágoa pra um monte de gente influente. E contatamos novamente a imprensa para agora darmos notícias do evento. Não era a forma mais impactante, mas foi a que conseguimos.

Percebi que fazer o BEM tem seus percalços. Mas somos uma TURMA, e isso nos dá força.

 



12
abr
2013

Dever de casa

por Nícia Paranhos Arruda
(coordenadora voluntária de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP)

 

Toda Capacitação e SdB, termina com uma grande “tarefa”(dever de casa):

2007 – Implantar o Projeto em Igaraçu, cadastrar Dentistas, fazer triagens.

2008 – Identificar um coordenador em Barra Bonita e Jau ( que deu muito certo não é Dra. Ângela?).

2009 – Exibição também num mesmo histórico dia do documentário “Boca a Boca”.

2010 – Festa da camiseta (Trident) e implantar o Projeto em Barra Bonita.

201 1 – Benfeitoria.

2012- Mega Triagem.

Daí voltamos para casa com milhões de idéias na cabeça! Mas logo as coisas se assentam e por vezes até nos culpamos por deixar “um pouco de lado”… Enfim, vem o final do ano e então vamos retomar efetivamente no próximo ano.

Esse ano foi a Mega Triagem e já iniciei com um grande desafio: Como me dividir em duas para que a Mega Triagem acontecesse simultaneamente em Barra Bonita e Igaraçu do Tietê ? E se precisasse optar por uma das duas cidades, qual seria o critério?

Depois de muito pensar, e acredito que tudo que se faz com boa vontade tem uma resposta, do nada me lembrei da Casa de Cultura e Cidadania, uma entidade social que atende jovens de Barra e Igaraçu… Bingo! Achei a minha solução.

Qual foi a minha surpresa, tudo se encaixou: jovens de Barra e Igaraçu, na faixa atendida pelo nosso Projeto, carentes e necessitados dessa oportunidade.

Fui muito bem recebida e assessorada. Imaginem vocês que encontrei todos os IHCs impecavelmente preenchidos, com todas as autorizações dos pais assinadas e anexadas (quem já fez ou participou de uma triagem, sabe o quanto isso facilita ).

Foi a triagem mais rápida e descomplicada que realizei. Triei 143 jovens, sozinha com a auxiliar do consultório, num tempo recorde. Com direito ao documentário “Boca a Boca” e lanchinho da tarde!

E conto aqui o maior gesto de “carinho e consideração” que já vivenciei: Naquele dia, o lanche substancioso, só foi servido após o termino da triagem. Antes foi oferecido apenas maçã, por razões óbvias… Tenho que agradecer a Maria Helena, diretora da Casa de Cultura e Cidadania, e também aos funcionários que não mediram esforços para que tudo transcorresse na maior harmonia possível.

Desejo que todos os coordenadores “cruzem” com esse tipo de pessoas engajadas como nós!



11
abr
2013

Aniversario

Aniversário

Abril é o mês do meu aniversário.

Comecei a pensar sobre o significado de aniversário, já que tudo na vida faz aniversário.

Aniversário é a repetição do dia e do mês em que se deu um determinado acontecimento. Em um sentido mais geral, refere-se à comemoração de periodicidade anual de qualquer evento importante. É um evento comemorado por muitos tipos de cultura ao redor do mundo, nas mais variadas formas.

Nas comemorações de aniversário, é comum ter convidados da família e amigos. Ganhamos presentes, damos muitas risadas, tiramos muitas fotografias. E no outro dia, sempre há um outro dia!

Vamos pensar na idade, e a idade parece coisa de velho. Acredito que não devemos fazer essas relações, pois a única coisa que realmente interessa é ser feliz. Ser feliz com pouca idade, com muita idade, com festas ou sem festas. E a felicidade é feita de momentos e não de eternidade.

Nossa, tinha esquecido-me de perguntar:

Existe alguma coisa mais importante na nossa vida do que o dia do nosso ANIVERSÁRIO???

 

Selma Rocha
Coordenadora de Curitiba/PR 



10
abr
2013

Balanço Apolônias do Bem

Foram realizadas mais três triagens e em março o projeto completou 1 ano de existência, devolvendo 200 novos sorrisos às mulheres que sofreram agressão doméstica.



10
abr
2013

Desbravando a África

Desbravando a África

 Acabo de voltar da África do Sul. As pessoas me perguntavam: “mas porque África”? Elas não davam conta do preconceito embutido na pergunta.

A viagem foi maravilhosa! País com belas paisagens, muito lazer, além do mais, lá pude ver animais selvagens soltos, sem grade alguma, coisa que tanto me incomoda, assim como o preconceito.

Encontrei africanos maravilhosos, educados, gentis e sempre dispostos a agradar os turistas. Uma lição de civilidade, pra quem já sofreu com tantas maldades e discriminação, que aliás, ainda sofrem.

Sugiro que para as próximas viagens incluam esse roteiro. Além da diversão garantida será também um grande aprendizado.

Sawubona para todos! 

Cristina Farsette
Coordenadora do Rio de Janeiro/RJ



09
abr
2013

Desconfio de pessoas que se dizem do bem

por Luiz Gustavo Oliveira
(coordenador voluntário de Teresina/PI)

 

Já afirmei algumas vezes que a minha vida é um grande apanhado de várias dúvidas e poucas certezas. Mesmo as minhas certezas mais incontestáveis são postas ao chão a todo instante. Isso advém de um espírito crítico ativo e inquieto. Por isso interesso-me tanto por filosofia.

De Platão a Nietzsche, de Sócrates a Focault, passando pelos brasileiros Cortella e Pondé, tudo, ou quase tudo me atrai quando o assunto é o pensamento filosófico. Especialmente, os filósofos que provocam. Aliás, filosofar é provocar o pensamento.

Recentemente, pude conhecer em carne e osso mais um grande filósofo. Um raro prazer! Luiz Felipe Pondé, “o comedor de criancinhas”.

Daniel Brito, Luiz Felipe Pondé e eu no Sorriso do Bem 2012

 

Suas provocações filosóficas em uma palestra que assisti (“Desconfio de pessoas que se dizem do bem”) aguçaram mais ainda meu espírito critico.

O exercício do espírito crítico é considerado atualmente, e com razão, condição fundamental em uma sociedade democrática e até fator de desenvolvimento.

Sem esse atributo, como escolher racionalmente uma boa solução para si próprio e para a coletividade, como discernir as vantagens e as desvantagens de uma hipótese, de uma proposição? Da economia à arte, da psicologia à moda, exercitar o espírito crítico é saber orientar-se na vida.

Mas o espírito crítico será a panaceia para todas as nossas dificuldades? Em primeiro lugar, uma condição não deve ser esquecida: não pode haver espírito crítico sem educação e formação satisfatórias. Quem não sabe ler ou escrever, quem não tem acesso aos órgãos de informação, terá capacidade de discernimento quando jogados nas ruas de uma grande metrópole? Para as populações carentes, que lutam por uma sobrevida imediata, o espírito crítico não tem, praticamente, nenhum significado; é um luxo que só pode ser usufruido em melhores condições, quando, eventualmente, se é beneficiado por certa autonomia intelectual e cultural.

Com base nesse esclarecimento, pode-se também compreender que a noção de espírito crítico não existia na imensa maioria das sociedades antigas e tradicionais em que a autoridade era exercida por um chefe, um patriarca ou um padre. Nessas sociedades, formadas por clãs, cada um desempenhava seu papel ou seu ritual. Quanto ao conhecimento, só merece destaque aquele que pertence ao grupo (ou aos seus deuses). No máximo, podem-se admitir deliberações entre os antigos, talvez um debate sobre problemas que merecem muita atenção. Mas a cultura do “espírito crítico”, em geral, ecoaria como uma incoerência; ela simplesmente não seria compreendida; não faria sentido algum.

Essas constatações não devem nos incutir um complexo de superioridade, permitindo-nos acreditar que somos intrinsecamente superiores a esses povos, a essas civilizações. Elas devem, sobretudo, nos incitar a compreender melhor as características próprias de nossa civilização.

No passado, muitos filósofos caíram em sérios apuros ao contrariar as autoridades com seus argumentos contrários à ordem estabelecida. Mesmo atualmente, o excesso de espírito crítico é sempre perigoso. Quem fizer uma crítica negativa, apenas para discordar ou destruir, será considerado “niilista”, aquele que não crê em nada e destrói por princípio.

Como fazer bom uso desse espírito crítico, que deveria ser considerado uma qualidade e praticado como tal? Não transformando os meios em fim.

O bom senso confirma: criticar por criticar não leva a nada. Não havendo razão para a crítica, continue refletindo filosoficamente, graças a esse espírito e muito além dele.

O espírito crítico é condição necessária, mas não é um fator determinante da filosofia. Com um pouco mais de filosofia desenvolve-se também o sentido e o conteúdo do espírito crítico.

Àqueles que ainda não se aventuraram na filosofia, dou um conselho: não tenham medo dela. Aventurem-se na filosofia!

Não existem rituais de passagem, não há senha nem fórmula mágica para que tornemo-nos um filósofo. Nem tatuagem, nem batismo. Nem histeria coletiva, nem invocação a Deus ou a espíritos. Nem frases carismáticas, nem gritos ou cantos.
Filosofem. Não contentem-se em conhecer apenas uma das facetas da vida, correndo o risco de mergulhar na depressão quando descobrirem as duras realidades de nossa existência.

Não permitam que o espírito crítico, o silêncio lhes permaneçam estranhos. Não lhes neguem a satisfação da curiosidade e da responsabilidade.