11
jun
2013

Quindío “Corazón Mío”

Quindío “Corazón Mío”

El Quindío es uno de los 32 departamentos y quizá el más pequeño del país, situado en la zona andina hace parte del eje cafetero y es llamado el corazón de Colombia. Por excelencia es una tierra cafetera, pero en los últimos años se ha convertido en un sitio turístico importante después del terremoto (el cual viví), sufrido por su capital Armenia en Enero de 1999, ciudad donde nací y crecí. Es llamada la ciudad milagro ya que su crecimiento ha sido rápido, fue fundada en 1889 y reconstruida en muy poco tiempo después de la catástrofe. Es catalogada como una de las ciudades con mejor calidad de vida, su temperatura oscila entre los 18 – 21 grados centígrados, con una altura de 1.483 msnm y una población de 290. 000 habitantes aproximadamente la hacen merecedora de estos títulos. Alrededor de ella se encuentran los 11 municipios q conforman el departamento del Quindío. Gracias a su ubicación geográfica el Quindío presenta una variedad de climas q van de frío a cálido y donde se encuentran fincas cafeteras convertidas en hoteles u hostales, valles, nevados y parques temáticos.

Desde Bogotá por tierra son 7 horas de camino y en avión 40 minutos. En lo posible vamos dos veces al año a visitar nuestros familiares, amigos y a redescubrir esta hermosa tierra junto a nuestro hijo para así enseñarle cuáles son sus raíces.

Allí nos podemos despertar con el canto de los pájaros y el aire puro de una finca cafetera, donde podemos correr por entre las matas de café y plátano. Recorrer ya sea caminando o a caballo los senderos del Valle del Cocora en el municipio de Salento zona montañosa y fría, donde crece la Palma de Cera del Quindío reserva natural nombrada Árbol Nacional; llega a medir 60 mts, a veces 80 mts y vivir 100 años; pasar la tarde tomando agua de panela caliente y mirando si encontramos el Loro Orejiamarillo ave en vía de extinción, el cual hace de la Palma de Cera su hogar. También disfrutar en sus municipios cálidos los parques temáticos como el Parque Nacional del Café con sus atracciones.

O seguir despertándonos temprano, con un día despejado y contando con suerte, ver otra vez algunos de los cinco nevados que conforman el Parque Nacional Natural de los Nevados en el cual está el Nevado del Quindío, sentados en el balcón de la casa de los abuelos tomándonos una buena taza de café de nuestro Quindío ” Corazón Mío”.

Algunos datos consultados en https://es.wikipedia.org/wiki/DepartamentodelQuindio, https://es.wikipedia.org/wiki/Armenia(Quindio).

Mónica García Toro.
Coordenadora de Bogotá/Colômbia



10
jun
2013

às mães

Às mães

Todo mês é a mesma dúvida, o que escrever?!?! Então, como escrevo este texto em maio, o mês das mães, resolvi falar sobre elas… afinal o que seria de nós sem essas guerreiras incontroláveis?

Cada poema ou frase que fale sobre as mães vem sempre com altas doses de emoção. Porém, esse é repleto de realidade.
Boa reflexão!

” A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo, várias vezes ouvi de um amigo essa frase e me soou estranho. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa protegida dos erros, tristezas e perigos, uma batalha Hercúlea.

Se eu fiz meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que isso significa: Ser desnecessária é não deixar que o amor incondicional de mãe provoque vícios e dependência nos filhos a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes prontos para seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer seus próprios erros também. A cada fase da vida vamos refazendo o cordão umbilical porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vinculo não pára de se transformar ao longo da vida, até o dia que os filhos se tornam adultos e constituem a própria família e o ciclo recomeça.

O que eles precisam é ter certeza que estamos lá, firmes no sucesso ou no fracasso com o peito aberto para o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe solidários criam filhos livres, esse o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.” ( Dalai Lama ).

Que eu tenha sabedoria para cumprir esta missão! E agradecer aos meus pais pelas suas grandezas!!

Angelita Gubolin
Coordenadora de Ferraz de Vasconcelos/SP 



07
jun
2013

O bambu chinês

O bambu chinês

Este mensagem não é minha, mas me ensinou a ter paciência, a vencer desafios e a ter fé e esperança, que nos move e que nos une, independente de cor, raça, condição social ou credo religioso.

O bambu chinês, depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se você tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5.º ano chegará, e com ele virão crescimento e mudanças que você jamais esperava.

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão. Assim é a TdB, depois de 10 anos vemos o nosso grupo alçar vôos mais altos e promissores, vemos a nossa ideologia contagiar cada vez mais os que nos cercam, isso é maravilhoso! Que sejamos como o bambu chinês e unidos chegaremos às alturas, a números cada vez mais altos de dentistas e crianças atendidas.

Sejamos persistentes sempre! Nunca percamos de vista as metas. A cada dia vençamos os obstáculos, confiemos no nosso poder de superação, na nossa união, e a vitória virá… pois, sem dúvida, com suor, esforço e trabalho, a cada momento da nossa vida, seremos vencedores.

Rosemary Marqueti
Coordenadora de Cachoeiro de Itapemirim/ES 



06
jun
2013

Delírios de Arlete: Capítulo 3

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

Na cozinha Dona Epifania construíra seu castelo indevassável; como uma maga transformava produtos e alimentos com suas alquimias culinárias em verdadeiras fontes de prazer e dedicação. Vivia às turras com o fogão de 6 bocas e com as demais modernidades daquele modelo de cozinha “americana” e sua falta de espaço… sentia falta principalmente da vista que tinha de sua cozinha em Lambari…. o terreiro ali e sempre as galinhas soltas a rodear e a ciscar esperando as sobras que sempre vinham pela janela …o feijão escolhido na peneira sempre produzia sobras certas, mesmo com alguns pedriscos que as próprias galinhas acabavam comendo sem perceber…mas como diziam por la os antigos, isto tornava as futuras moelas cozidas ainda mais saborosas e encorpadas. Pela janela Dona Epifania podia vigiar o varal e o quarador, onde além dos tecidos brancos, colocava as panelas ariadas com as cinzas do fogão e o sol fazia o trabalho final de garantir o brilho. A outra briga era com a torneira da pia… pra que tamanha pressão e barulho? Tinha saudade do sítio, onde a água corria calmamente e parecia serpentear até o ralo.

Para aquela noite tinha preparado bife à milanesa, que mesmo sem o fogão a lenha e sem a banha para a fritura, ainda saia maravilhosamente dourado e com a casca firme e crocante estufada na medida certa. A salada de batatas levava ainda cebola, ovos cozidos, azeitonas verdes e bastante salsa e cebolinha… os ovos… esses eram diferentes mesmo daquela época! Os da cidade não tinham o mesmo sabor nem a consistência daqueles que ela usava fartamente no Sítio São Francisco. Não conseguira dar o mesmo acabamento às tortas e empadas de lá, quando pra finalizá-las, besuntava a gema sobre a massa com um aplicador dos mais eficazes: penas de galinha ou de patas que eram ainda melhores. Por um momento pode visualizar Seu Evaristo catando os ovos nos jacás de bambu pendurados nas goiabeiras espalhadas pelo terreiro…

Fim de mais um dia na roça e lá vinha Seu Evaristo. Mal apontava na curva do canavial, Corisco, o fox paulistinha, ou quase isto, desembestava ao seu encontro. Corisco corria desengonçado por conta de uma queda da charrete quando ainda era filhote… mas nem por isso perdera sua agilidade. Seu Evaristo, cumprindo sua rotina, trazia na carriola um bom pedaço de lenha, algumas folhas danificadas das couves, frutas caídas do pomar e dois talos da boa caiana. Primeira parada no chiqueiro para alimentar os leitões. Depois passava pelo piquete e cabresteava o baio que já o esperava junto à cerca. Catava os ovos nos ninhos e fazia a segunda parada no barracão. Encostava a carriola, escovava o baio e atrelava a charrete cuidadosamente, sacudia as almofadas do assento pra tirar o pó, debulhava uma espiga de milho, só pra acarinhar o baio, e outra ia debulhando enquanto caminhava recolhendo as galinhas no cercado… Tititititi…..Tititititi…. Era hora de ir com a charrete esperar a pequena Arlete na beira da rodagem, a um quilometro da porteira do sítio. Ela vinha na condução da prefeitura voltando da escola. Na volta, o trote do Baio ditava o ritmo da prosa entre pai e filha. O entusiasmo e as histórias da menina pareciam recarregar suas energias e eram o aperitivo para o jantar que os esperava… “Ah Evaristo !!! Pra que a cambalhota, pra que??? Nhéco”

– Filha, o jantar está servido… Arlete beijou a testa da mãe e postou-se a mesa. Treivis sentou-se ao lado mais entusiasmado do que nunca. Naquele dia, ao voltar da escola soubera que haveria uma mega triagem odontológica ali do lado, no parque das Américas e ao entregar o folheto mal se continha… “Será, mãe? Será?”

Arlete leu as instruções e comentara com a mãe. Apesar de ganhar razoavelmente bem, pouco lhes sobrava após pagar o aluguel e o condomínio, mais as despesas de alimentação e transporte…Treivis só tinha ido ao dentista uma vez, tirar um dente de leite, depois lhes faltavam tempo, dinheiro e afinal ele nunca se queixara de dor…

Anotou em sua agenda e na folhinha atrás da porta da cozinha, não poderiam deixar passar esta data 18/03… quem sabe não fosse esta uma grande oportunidade.

D. Epifania: “ Eita, de graça??? Num deve de prestá !!Nhéco”

“Será, mãe? Será?’



05
jun
2013

ue

 Relato de Caso

Conheci a S. durante uma triagem realizada na escola de Itaputanga, no município de Piúma/ES. A minha primeira impressão foi de que se tratava de uma criança tímida. Com o desenrolar dos fatos, no entanto, pude perceber que ia muito além disso… tratava-se de uma criança extremamente carente. Carência esta que ultrapassa as barreiras socioeconômicas.

Ela é uma menina muito sensível, que chora com facilidade, e que se apega facilmente a qualquer um que lhe dê um pouco de atenção.

Vive em uma família nada convencional: foi criada pelos avós juntamente com seus irmãos e primos. Reside em uma casa simples, na qual o sustento advêm do avô, que vende pipoca.

É perceptível o seu complexo de inferioridade, proveniente do fato de se tratar de uma criança acima do peso, de baixo nível socioeconômico e, principalmente, por sua má condição bucal.

Apresenta lesões cariosas em estágio de cavitação avançada, sentindo dor frequentemente por causa disso. Sua condição bucal afeta diretamente sua qualidade de vida, contribuindo muito para ela se tornar uma criança extremamente reclusa, que não lê em público e só se socializa com poucas pessoas.  O prejuízo é tanto que o rendimento escolar decai, fazendo com que ela esteja atrasada para sua idade – o que é realmente uma lástima, uma vez que gosta muito de escrever, principalmente poemas e poesias.

Uma vez que o conceito de saúde bucal é amplo, não se restringindo apenas a ausência de lesões cariosas, mas sim a fatores somados, como a qualidade de alimentação, moradia, informação e serviços de saúde, é preciso atenção especial ao grupo de indivíduos em que se encontra a S.. Pois, somente se for dado o suporte necessário, ela conseguirá desenvolver o seu potencial em plenitude.

Tatiane Ribeiro Farias
Estudante do Bem de Piúma/ES



04
jun
2013

Ser feliz

Ser feliz

Muito se fala sobre felicidade, e vou me atrever a dar o meu conceito. Acho que temos que buscar a felicidade diariamente e ser feliz com o que conquistamos naquele dia. Um dia pode ser uma grande conquista, que só será duradoura se em todos os outros pequenas coisas complementarem esta felicidade. Ou seja, se não conseguimos ser felizes com
pequenas conquistas, as grandes não terão valido a pena.

Se valorizarmos e prolongarmos os momentos felizes, teremos uma felicidade infinita.

Mas, felicidade que mais preenche nosso coração é a que proporcionamos, ver o outro feliz com algo que nós fizemos,
com certeza é gratificante. E nós como voluntários podemos sentir esta felicidade quantas vezes quisermos.

 

Angela Maria Bortolucci
Coordenadora de Jaú/SP



03
jun
2013

Fazer o bem sem ostentação

Fazer o bem sem ostentação

Será que “caridade” e “caridade do bem” são as mesmas coisas? Acredito que não.

Muitos podem até discordar, mas entendo que caridade qualquer pessoa possa fazer, mas e o bem de coração (a verdadeira caridade) quem faz? Ficando feliz em ajudar o próximo?

Pensar nos outros, nas suas dificuldades. Ajudar… sem atrapalhar?

O trecho a seguir é dos Livros dos Espiritos… (E que eu consiga sempre praticar o bem no meu dia a dia e é como gostaria que todos agissem!!

“…O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.”

E quando convivemos com exemplos, é mais fácil seguir a linha desse “bem de coração”… Obrigada Dra Jakeline por me ajudar a trilhar o caminho do BEM!!! E pelo que conheço da TdB, tenho certeza que os “membros dessa turma” são do BEM de CORAÇÃO!!!

 

Elizane Oliveira de Oliveira
Secretária do Bem de Pelotas/RS