13
ago
2013

Um sonho

Um sonho

Descrever um sentimento é, no mínimo, difícil. Agora, descrever a realização de um sonho é quase impossível, mas vamos lá!!

Fiz a minha primeira capacitação em 2011. Coloquei o projeto em prática aqui em Ferraz de Vasconcelos/SP de uma maneira natural: fiz triagens, apresentei o projeto do kit de escovação na Câmara dos vereadores, onde conseguimos doá-los para as crianças do ensino fundamental, assinei termos de compromissos com os candidatos a prefeito, atendi as Apolônias… e fui para a capacitação de 2012!!! Noite dos Embaixadores!! Quando fui chamada para subir naquele palco eu não acreditei. Aliás, isso nem passava pela minha cabeça. Pensei: ” Que honra “, vou definitivamente representar a Turma do Bem. Liguei para a família toda orgulhosa para contar a novidade.

Agora!!! Quando diante daquele teatro lotado eu vi que estava entre os 20 melhores coordenadores… só me lembro de chorar de tanta emoção! Afinal eu iria representar a minha cidade, o meu país em Portugal!!!

Quando a gente acha que as surpresas acabaram, vem a TdB e a ORAL-B para pregar outra peça?!? Nós vamos para a Itália!!! Ou melhor vamos conhecer o Papa!!!!

O sonho da minha vida era conhecer a Itália, como toda descendente. Descobrir um pouco mais sobre minha origem. Mas eu queria mesmo era conhecer Roma!! A Capela Sistina, o Coliseu… e o pensamento era sempre o mesmo: “um dia eu vou conhecer esse lugar”, mas quando??? E graças a Oral-B o realizei muito antes do que eu poderia imaginar e o melhor junto com o meu filho, que ainda não nasceu, mas com certeza sentiu toda a emoção e alegria da mãe.

Turma do Bem e ORAL-B, muito, mas muito obrigada por realizar o maior sonho da minha vida!!!

 

Angelita Gubolin
Coordenadora de Ferraz de Vasconcelos/SP 



12
ago
2013

Sorriso do Bem 2013

A contagem regressiva para o Sorriso do Bem 2013 começa agora! A cerimônia de premiação será no dia 28 de outubro e os coordenadores e os dentistas já podem começar a se preparar. O regulamento do Sorriso do Bem deste ano e os modelos de relatório estão disponíveis para download aqui. Mãos à obra e boa sorte!

Manual do tutor Regulamento da premiação

Manual do tutor Relatório Anual de Atividades – Coordenador

Manual do tutor Relatório Anual de Atividades – Dentista do Bem

 



12
ago
2013

Fechado pra balanço

Fechado pra balanço

Pensando em todas as novas e intensas experiências que tenho vivido no último ano, especificamente nos últimos 30 dias, refleti muito e vou tentar colocar no papel algumas conclusões: Conhecer pessoas, e pessoas incríveis e desprendidas nos faz crescer e melhorar e fechar para balanço. E nos faz olhar pra dentro de nós mesmos e nos autoavaliar: não é fácil…não é nada fácil! E foi isso que fiz com um grupo de mais ou menos 40 pessoas discutindo, expondo ideias, debatendo com muito respeito e vontade de colocá-las em prática da melhor maneira possível.

Conclui também que Bons exemplos devem ser replicados e os maus, que dividem, que destroem nossos sonhos e objetivos, que nos deixam tristes e frustrados, devem ser deletados pra sempre do nosso HD pessoal. Devemos aguçar, a cada dia, nosso lado observador, falar menos e ouvir mais.

Às vezes olho pra nós e tenho a impressão que formamos um gigante quebra cabeças de 15.000 peças diferentes, que precisam se encaixar perfeitamente, cada uma no seu lugar, cada uma ocupando seu espaço bem ajustado, pra que a imagem seja perfeita. Se uma delas estiver fora do lugar não iremos mostrar aos que nos observam a verdadeira forma e objetivo da TdB, a imagem fica deformada.

Em perfeita harmonia, 15.000 peças, cada uma com sua luz particular, com seu valor, não esquecendo a importância das outras peças, tirando os olhos do nosso próprio umbigo, a imagem é perfeita. E diante disso tudo me lembrei de uma historia do filósofo Sócrates, segundo o qual devemos pautar nossas vidas em três pilares, que ilustrou com a figura de três peneiras:

A primeira peneira é a da VERDADE: Pergunte-se se você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro. Se lhe sobrar no espírito alguma dúvida ou receio, então, não pode ser tido como verdadeiro.

A segunda peneira é a da BONDADE: Pergunte-se se o que você vai contar, mesmo que seja verdade, se gostaria que os outros também dissessem a seu respeito (exercite sempre se colocar no lugar do outro). Se por qualquer motivo lhe causar horror ou transtorno, então não pode ser tido como algo bondoso.

A terceira peneira é a da NECESSIDADE: É realmente necessário contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante? Respondendo: Por quê? A pessoa te deu esta liberdade? Isto irá beneficiá-la? Irá fazer-lhe algum bem?

Se o que você irá contar realmente passou pela terceira peneira, então, poderá passar adiante.

Se as pessoas usassem desses critérios, seriam mais felizes e usariam seus esforços e talentos em outras atividades, antes de obedecer ao impulso de simplesmente passá-los adiante, pois: “Pessoas inteligentes falam sobre ideias; pessoas comuns falam sobre coisas; pessoas mesquinhas falam sobre pessoas”.

Isso é válido para todos os âmbitos de nossas vidas (amizades, família, casamento, negócios).

“Finalmente, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o nosso pensamento”. (Filipenses 4.8)

 

Rosemary Marqueti
Coordenadora de Cachoeiro de Itapemirim/ES



09
ago
2013

Delírios de Arlete: Capítulo 5

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

Naquela mesma noite Arlete sentou-se à frente de seu velho computador, que comprara numa promoção da empresa quando da renovação de todos os terminais de informática, cedendo aos funcionários as maquinas antigas a preços e condições irresistíveis. Com a internet lenta – Treivis queixava-se diariamente disto -, cobrira-se de paciência e iniciara a busca das informações sobre a tal da megatriagem, que Turma do Bem era aquela?

Aquela setinha girando na tela, enquanto aguardava a conexão, tinha um efeito quase hipnótico. Depois do trabalho, aula e daquela delícia no jantar…

Era um sábado chuvoso de 1998, Arlete e Jorge caminhavam na avenida Paulista em direção ao cine Gazeta. O cinema já fora luxuoso mas amargava dias difíceis. O relançamento que iriam assistir interessava aos dois. Embora polêmico, sempre despertou a atenção deles notícias de abdução. O filme Fogo no Céu (Fire in the Sky) tinha boas referências da crítica e era baseado em fatos reais. Mais uma razão que os levara lá, além do pouco tempo que tinham para desfrutar da companhia um do outro, nas raras folgas de Jorge. No hall, ao munirem-se de pipocas e frutellas, puderam ver o cartaz do filme da inauguração do cinema em 1966, “Ontem, hoje a amanhã”, com Marcelo Mastroianni e Sophia Loren estrelando, na época que homens trajavam terno e as mulheres, joias cujo brilho só não era mais intenso do que a porta de cristal do recém-finalizado salão de chá. Personagens ilustres ocupavam as 1.050 poltronas vermelhas e esperavam pelo abrir das cortinas, na cor ouro velho, pela primeira vez. O glamour se perdera mas o interesse pelos filmes não. As poltronas cheiravam 1966… Travis Walton, lenhador americano desaparece por cinco dias após deparar-se com uma estranha luz dentro da floresta. A trama do suspense se passa na discussão e investigação sobre a possível abdução de Travis por extra terrestres… suspense tenso, daqueles em que a pipoca acaba nos primeiros 20 minutos de filme e os olhos não desgrudam da tela… Saíram impressionados com o filme, e se fosse real? Que história !!

-Larga deste computador filha e vai descansar, tratamento totalmente gratuito? Só se eles forem de outro mundo!!! nheco !

Mas estava tudo ali em www.turmadobem.org.br

-Eles existem, mãe… Pode ser verdade sim…

Estava decidida, Treivis iria à megatriagem. Imprimiu a autorização, anexou o comprovante de residência e a ficha com os dados de Treivis (ah o cartório, como pode ter errado a grafia? lamentava-se…), tudo dentro de um grande envelope pardo, anotados endereço data e hora do evento. Treivis não poderia faltar….era uma grande chance. Fixara tudo junto, a folhinha atrás da porta da cozinha, lá era o follow up da família…

No banho lembrou-se da chuva que tomaram ainda na saída da sessão do gazeta. Riam e faziam planos, decidiram que teriam um filho chamado Travis…

Já na cama e envolta em cobertas e pensamentos, lamentou o desaparecimento de Jorge ao saber da notícia da gravidez… Dois anos mais tarde mandara uma carta oferecendo-se como uma Referência Masculina para a educação de Treivis…

– Não Jorge, não é DESSA referência masculina que ele vai precisar…



07
ago
2013

Vem pra rua!

Vem pra rua!

Há alguns dias, tivemos a oportunidade de vivenciar uma experiência única. Fomos convidados a expor todas as nossas dúvidas e incertezas, e assim juntos encontrarmos soluções.

Fiquei pensando, se nossos governantes tivessem a sensibilidade de ouvir as reivindicações da nossa sociedade, que neste momento escreve uma das mais importantes páginas da nossa história, com certeza seríamos uma grande nação.

Entretanto, acredito que está na hora de lutarmos por causas mais profundas e humanas e não apenas materiais. Os protestos que vemos são importantes, mas devemos também lutar pelo fim da corrupção, pela ética no Congresso Nacional.

Deveríamos ter consciência que os governantes e autoridades têm poder para SERVIR, e não para iludir a população com “benefícios”, enquanto se aproveitam. Se tivéssemos governantes realmente éticos e preocupados em servir bem a população, teríamos a boa saúde, educação, etc. Será que veremos melhorias na vida do brasileiro, mas nada de mudanças na ética dos governantes? Tomara que não.

 

Angela Maria Bortolucci
Coordenadora de Jaú/SP



06
ago
2013

Uma pipa no céu…

Uma pipa no céu…

A vida exige leveza, assim como a viagem. A estrada fica mais bonita quando podemos olhá-la sem o peso de malas nas mãos.
Seguir leve é desafio. Há paradas que nos motivam compras, suplementos que julgamos precisar num tempo que ainda não nos pertence, e que nem sabemos se o teremos.

Temos a pretensão de preparar o futuro. Eu tenho. Talvez você tenha também. É bom que a gente se ocupe de coisas futuras, mas tenho receio que a ocupação seja demasiada. Temo que na honesta tentativa de me projetar, eu me esqueça de ficar no hoje da vida.
Os pesos nascem desta articulação. Coisas do passado, do presente e do futuro. Tudo num tempo só.

Há uma cena que me ensina sobre tudo isso. Vejo o menino e sua pipa que não sobe ao céu. Eu o observo de longe. Ele faz de tudo. Mexe na estrutura, diminui o tamanho da rabiola, e nada. O pequeno recorte de papel colorido, preso na estrutura de alguns feixes de bambu retorcidos se recusa a conhecer as alturas. O menino se empenha. Sabe muito bem que uma pipa só tem sentido se for feita para voar. Ele acredita no que ouviu. Alguém o ensinou o que é uma pipa, e para que serve.. Alguém já empinou uma pipa ao seu lado. O que ele agora precisa é repetir o gesto. Ele tenta, mas a pipa está momentaneamente impossibilitada de cumprir a função que possui.
Sem desistir do projeto, o menino continua o seu empenho. Busca soluções. Olha para os amigos que estão ao lado e pede ajuda. Aos poucos eles se juntam e realizam gestos de intervenção…

Por fim, ele tenta mais uma vez. O milagre acontece. Obedecendo ao destino dos ventos, a pipa vai se desprendendo das mãos do menino. A linha que até então estava solta vai se esticando. O que antes estava preso ao chão, aos poucos, bem aos poucos, vai ganhando a imensidão do céu.

O rosto do menino se desprende no mesmo momento em que a pipa inicia a sua subida. O sorriso nasceu, floresceu leve, sem querer futuro, sem querer passado. Sorriso de querer só o presente. As linhas nas mãos. A pipa no céu…

 

Elizane Rodegheiro Oliveira
Secretária do Bem de Pelotas/RS 



05
ago
2013

Porque vale la pena leerlo en español

 

Porque vale la pena leerlo en español

Me pareció muy interesante esta columna firmada por la Dra Rosemary Marqueti coordinadora de Cachoeiro de Itapemirim/ES que se publicó hace muy poquito (el anterior mes) en las columnas de www.turmadobem.org.br.

La transcribo en su integridad, pues lo dice todo:

 ………..

El bambú chino

Este mensaje no es mío, pero me enseñó a tener paciencia, para superar los retos y tener fe y esperanza, lo que nos mueve y nos une, independientemente de color, raza, condición social o creencias religiosas.

El bambú chino después de plantada la semilla de esta increíble planta, no se ve nada, excepto un despliegue lento de un pequeño brote a partir de un bulbo. Durante cinco años, todo el crecimiento es subterráneo, invisible para el ojo, pero una estructura maciza de la raíz, fibrosa que se extiende verticalmente y horizontalmente a través de la tierra está siendo construida.
Entonces, al final del quinto año, el árbol de bambú chino crece hasta una altura de 25 metros.

Muchas cosas en la vida personal y profesional son iguales al bambú chino. Se trabaja, invierte tiempo, esfuerzo, haces todo lo posible para fomentar su crecimiento, y a veces no se ve nada durante semanas, meses o años. Pero, si usted tiene la paciencia para seguir trabajando, persistiendo y nutrirlo, el quinto año vendrá, y con el vendrá el crecimiento y el cambio de lo que jamás se esperaba.

Se necesita mucha fibra para llegar a las alturas y, al mismo tiempo, mucha flexibilidad para doblarse al suelo. Así es la TdB, después de 10 años vemos a nuestro grupo alzar vuelos más altos y prometedores, vemos nuestra ideología contagiar cada vez más a los que nos rodean, es maravilloso! Que seamos como el bambú chino y unidos llegaremos a las alturas, a números cada vez más elevados de dentistas y niños atendidos.

Seamos siempre persistentes! Nunca perdamos de vista los objetivos. Cada día venzamos los obstáculos, confiemos en nuestro poder de superación, en nuestra unión y la victoria vendrá… porque sin duda, con sudor, esfuerzo y trabajo, en cada momento de nuestra vida vamos a ser vencedores.

 

Ana Gabriela Zabala
Coordenadora de La Paz/Bolívia

 



02
ago
2013

In loco com os loucos

por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

Em uma frase: É SURTANTE!!!!

Passei 3 dias dentro do escritório da TdB e posso dizer com toda propriedade… OS CARAS SÃO MAIS LOUCOS DO QUE SUPÕE NOSSA VÃ FILOSOFIA!

Começando, um dia nunca é igual ao outro. O pessoal fica divido em 3 ambientes. No “porão” ficam aqueles que não possuem sangue nobre, os segregados. É a concentração de todas as “cotas” da TdB: os latinos, o religioso do nordeste, as imigrantes ilegais, oriundas do sul do país, a anã, o Guarulhense, tem até uma nipônica. De um lado o Call Center e do outro a “pobraiada”. No andar de cima, mais conhecida como “Torre”, ficam os “Nobres”, aqueles que possuem sangue azul. O Superintendente, seus assistentes (coitados!!!) e a galera da comunicação congelam por aí. Uma miscigenação louca de culturas.

A campainha não para (carteiro, entregador de mercadorias, o moço que arruma os computadores, motoboys, o Sr. Alguma Coisa que veio receber algum dinheiro). Todos muito bem recebidos pela Regiane – ninguém entra ali se não é por intermédio dela… É a Regi  também quem atende quase todos os telefonemas, coitada!!!

O telefone merecia um post só para ele; dá agonia, não para. Dentistas do bem e do mal, jovens do projeto, propagandas, gente pedindo tratamento… estava ao lado do Hilário quando um Senhor ligou pedindo tratamento gratuito; foi instruído a procurar umas das várias faculdades que existem aqui em São Paulo. Pedidos como esse realmente são rotineiros. Ligações… o Hilário tinha mais de 1.500 (sim, MIL E QUINHENTAS LIGAÇÕES) para fazer só para os Estudantes do Bem.

Casos revoltantes tornam-se engraçados em segundos. Uma estudante que só se inscreveu para “ganhar o brinde” da mantenedora (sim, isso também existe) quase morreu ao escutar que ela tinha A-C-A-B-A-D-O de perder um par de ingressos para o Rock in Rio. O Hilário sabe ser MUITO ruim quando quer…. hahahahha!!!

Marina Eid passa o dia inteirinho envolvida com as Apolônias; liga para saber se elas foram nas consultas, quais procedimentos o dentista fez e quando é a próxima consulta. Umas ficam um tempão falando, uma carência bem nítida, e outras pouco falam.

A Mari voa para todos os cantos… IBO, torre, call center, fumódromo… é, sem dúvida, a mais brava de todos eles. E é também a que mais se preocupa com os “coordenadores problema”, com o que dizem de certo e errado, de bom e de ruim sobre a Turma do Bem.

Jesus, fica o dia inteeeeeiro falando com os latinos; pais, mães, jovens, escolas, dentistas… e quando a Samy vinha trocar uma ideia com ele, tínhamos a nítida impressão que era uma discussão, eles gritam – e em espanhol (muy bonito y cariñoso).

Samy, por sinal, estava de partida, era a última semana dela. Foi morar no Canadá, mas a tristeza de todos era tão grande que ninguém tocava no assunto. E quando tocavam, os olhos ficavam mais úmidos.

De vez em quando um sangue azul aparecia por lá… para comer, se aquecer (estávamos em uma semana gelada aqui em SP… e o Padre Hilário carregou um aquecedor para a OnG) ou pedir nota do look do dia, né Ricky?! Vez em quando o Fábio desce, sempre gritando, xingando ou zoando alguém… jeitinho “Bibancos” de ser.

17:00… lanche!!! Come-se muito naquele lugar. Mariana e Marina são as fornecedoras TOP de guloseimas. Nas sacolas delas (aquela jeans da TdB) tem de tudo um pouco: bolacha salgada, chocolate, chá, bolossssss de caneca, leite em pó, colheres descartáveis. Tudo é fartamente compartilhado. E a galera surta quando acaba. Ou seja, quem quiser visitar o escritório em um “dia normal” leve um agrado para comer… será super bem vindo!!!

O dia acaba ás 21 horas… na teoria! Na prática, terça-feira, terminou às 2 da manhã, com um jantar na casa do Fábio. E para quem acha que nesses jantares rola festa e descontração, engana-se!!! Os jantares na casa do Chefe são para resolver os assuntos delicados; as pautas mais difíceis da OnG – entre coca-cola, cigarros e pimenta. Uma dica para quem tem problemas gástricos: NUNCA aceitem o convite para jantar a comida que o Fábio faz. Quem já comeu o macarrão do Chefe, sabe exatamente como se sente um dragão…!

Às vezes a discussão fica tensa… eles discutem igual gente grande e 5 minutos depois continuam se amando e se respeitando. Tudo é tabulado, pautado, escrito. Não há uma decisão única sobre os assuntos delicados; todos opinam, todos votam e assim, o consenso é estabelecido. Uma perfeita democracia.

E foi assim, vivendo por 3 dias a rotina deles, que tirei as melhores lições da TdB. A equipe nunca esteve tão coesa, tão engajada. E eles sim, são apaixonados por todos os sorrisos, todos os jovens, todas as histórias. E é nesse “encantamento” pela galera da TdB que me pego na seguinte reflexão: “ainda tem coordenador que fala mal dessa galera. Coordenador que destrata, que traz problemas pessoais, que confunde as bolas achando que a equipe é “obrigada” a resolver problemas (picuinhas) entre coordenadores… coordenador que se sente injustiçado quando tudo é baseado em resultados puramente matemáticos… gente que só sabe pensar no EU, enquanto todos eles SÓ pensam no coletivo!!!”

Teria muito mais o que escrever… esses 3 dias foram tão ou mais enriquecedores do que todos os SdB que fiz. Então, se eu puder dar um conselho, façam o mesmo. Quando estiverem por São Paulo, passem uma tarde lá na OnG…. tenho plena certeza que vocês sairão de lá revigorados e muito mais apaixonados por toda essa louca família que é a Turma do Bem.

Aos funcionários da TdB… tão (ou mais) loucos, engajados e apaixonados… o meu mais sincero orgulho, respeito e agradecimento!!!!

 



01
ago
2013

Soluções paliativas para problemas crônicos

por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Quando tinha 10 anos, no auge da minha “unigenitura” materna e gozando de todos os benefícios que este título me conferia, tais como: poder tudo e não dividir nada, minha mãe trouxe a notícia que estava grávida. Eu vi que ela estava de arte quando começou, semanas antes, perguntar: – se você tivesse um irmão… seria menino ou menina? Ou: – você não sente falta de alguém para brincar?

Na verdade, mesmo sendo filho único, nunca achei ruim a possibilidade de ter um irmão. Pelo contrário, sempre é bom ter alguém pra colocar a culpa.

Depois chegou a notícia que seria menino e hoje, aquele terrorzinho que destruiu meu ferrorama e misturou minhas massinhas de modelar já está no 4º ano de medicina.

Como médico em formação, Matheus participa ativamente de todas as manifestações que acontecem em prol de sua classe. Tem um senso crítico que me inspira e com certeza me influencia.

Dia desses, enquanto comíamos uma canjica, falávamos sobre o posicionamento dos médicos em relação a qualquer decisão que afeta direta ou indiretamente o grupo. E diante da sua crítica, pedi que escrevesse sua visão sobre o programa “Mais Médicos”, do governo federal… Segue seu texto:

 ……..

“ Nos últimos meses os médicos e estudantes de medicina vêem-se envolvidos em grandes polêmicas envolvendo a saúde pública brasileira. A primeira delas foi a proposta do governo em trazer ‘milhares de médicos estrangeiros’, para atuar nas regiões onde há maior carência de profissionais, especialmente nos ‘rincões’ mais distantes e periferias dos grandes centros urbanos. A proposta em si não é ruim, entretanto trazê-los sem realizar a prova de revalidação de diploma é que o é. Será que esses profissionais sem a devida competência atestada serão capazes de mudar a realidade do SUS?

Todos sabemos que hoje não é possível fazer medicina apenas com estetoscópio, esfigmomanômetro, lanterna, termômetro e martelo, muito menos somente com médicos. Se faz com exames laboratoriais, de imagem, leitos de hospitais e de UTI, unidades de saúde descentes e bem equipadas e principalmente com trabalho multidisciplinar.

Quem nunca se chocou ao ver pacientes e mais pacientes acomodados de qualquer jeito nos corredores dos hospitais? E o que falar das unidades de saúde espalhadas pelo Brasil que na maioria dos casos estão ‘em pedaços’, com uma infra-estrutura péssima. Faltam desde fios de sutura até auto-clave para esterilização dos materiais. Entretanto tudo isso não é culpa dos médicos, ou da falta desses, nem de qualquer outro profissional da saúde: é culpa do descaso com a saúde brasileira, com sucessivas (e) péssimas gestões.

Engraçados como existe hipocrisia nessa medida chamada “Mais Médicos”. Certos mandantes trataram suas neoplasias no mais moderno hospital do país, o Sírio Libanês, que por seriedade não contrata médicos formados no exterior que não tenham realizado o Revalida. Por que os cidadãos usuários do SUS podem ser tratados por esses profissionais? Será que eles têm menos valor? Ou será que não valem nada mesmo?

Hoje os ‘bodes expiatórios’ do governo são os médicos. São eles supostamente os culpados pela calamidade em que se encontra o SUS. Mesmo sendo mentira. Amanhã serão os dentistas, os enfermeiros, os fisioterapeutas etc. Não importa quem os políticos irão atingir, desde que, falaciosamente alcancem seu objetivo, que certamente não é o bem estar da população.

Mas esse mesmo governo não conta à população que não aplica os 10% que deveria investir no SUS. Que desde 2005 houve uma perda de mais de 40.000 mil leitos. Que as instalações da atenção básica estão em precárias condições.

Atualmente sobra demagogia, mentiras e propaganda enganosa por parte do governo federal e faltam soluções definitivas para o SUS. O governo tem tratado com medidas paliativas e nada resolutivas, problemas crônicos, ou seja, é correr e não sair do lugar, ou melhor procrastinar o que deve ser feito para ‘ontem’.”

Matheus Felipe Buzzachera de Araujo,
acadêmico do 8° período de Medicina
na Universidade Positivo.

 

 …….. 

Tá… e por que eu coloquei este texto que mais tem haver com medicina que com odontologia?

Citei tal texto não só pelo conteúdo, o qual eu apoio, mas principalmente pela motivação e entusiasmo que este estudante de medicina o defendeu. Desde a universidade o médico é formado para defender sua classe e lutar por sua valorização. E nós, dentistas? O que nos une? Pelo que nós lutamos como classe? (???)

Desculpa, TdB, mas encontro em vocês a nossa solução… Eu já desacreditei do governo, do nosso conselho ou da classe (pelo menos como ela está). Sei que não deveria colocar tal carga sobre esta organização, mas parece-me nossa última e eficiente alternativa… TdB, continue fazer o que sabe fazer: lute…