23
out
2013

SDB 2013

por Nícia Paranhos Arruda
(coordenadora voluntária de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP)

 

Provavelmente, quando esse texto for publicado, o SdB/2013, já tenha acontecido….

Mas quero contar a dimensão da minha expectativa: Não é pela “mordomia”, encantamento e acolhimento desses cinco dias, muito menos pela tão discutida e justificada “Premiação”, e sim, pela certeza do meu dever cumprido, pela sensação maravilhosa de fazer o bem pelo próximo, justamente naquilo que sei fazer melhor.

Usando meus “dons” (todos têm um dom) para o resgate de qualidade de vida, devolvendo autoestima para os beneficiários do projeto que passam por mim e pela oportunidade  que ofereço através das minhas triagens.

Estar no Sorriso do Bem é a prova concreta que fiz e continuarei fazendo por “merecer”.

Obs:  Claro que sempre dependendo de todos que entram nesse contexto: Ninguém faz nada sozinho…..

Agradeço a oportunidade!!!!!!



21
out
2013

Janela da Alma

Janela da alma

Recentemente a TdB apareceu no Caldeirão do Huck, sou fã do programa e a história das Apolônias do Bem contada emocionou a todos. Ao final do programa os posts e as fotos referentes a história bombaram na internet, muita gente falando do programa. Olha que o programa passa sábado à tarde, onde muitos estão curtindo o fim de semana.

No domingo eu fui para um aniversário e todos vinham falar comigo sobre o programa, alguns nem sabiam que eu fazia parte do projeto. Todos ficaram impressionados com as histórias de sofrimento das mulheres e com a mudanças das Apolônias após o tratamento realizado.

Vinham me falar surpresos da mudança radical, tanto da aparência como da postura e rejuvenescimento delas através da devolução do sorriso. Nós dentistas já sabemos bem como a devolução do sorriso devolve a “vida”. Dizem que o Sorriso é a Janela da Alma!!!

Pura Verdade!!!

Leonardo Assis Costa
Coordenador de Salvador/BA 



15
out
2013

Ese ángel

Ese ángel

 

Ser mamá es una tarea muy especial e incansable; y solo cuando somos mamás aprendemos a hacer hijos y madres. Todos los días al despertarme con todo mi corazón pido a Dios que me otorgue sabiduría, salud para orientar y ver crecer a mi hijo.

Por lo tanto quiero compartirles este mensaje que alguien escribió y me regalo mi mamá hace 7 años cuando yo estaba embarazada y que me llego al corazón:

Refiere una leyenda que un niño, próximo a nacer, le dijo a Dios:

– Me vas a enviar mañana a la tierra, pero… ¿Cómo viviré, siendo tan pequeño y tan débil?

° Entre muchos ángeles escogí uno que te espera, contestó Dios.

– Pero aquí en el cielo no hago más que cantar, sonreír y eso basta para mi felicidad, ¿Podré hacerlo allá?

° Ese ángel te cantará, te sonreirá todos los días y te sentirás muy feliz con sus canciones y sus sonrisas.

– ¿Y cómo entenderé cuando hablen si no conozco el extraño idioma de los hombres?

° Ese ángel te hablará y te enseñará las palabras más dulces y más tiernas que escuchan los seres humanos.

-¿Qué haré cuando quiera hablar contigo?

° Ese ángel juntará tus pequeñas manos y te enseñará a orar.

– He oído que en la tierra hay hombres malos, ¿Quién me defenderá?

° Ese ángel te defenderá, aunque le cueste la vida.

– Pero, estaré siempre triste porque no te veré más Señor, y sin verte me sentiré muy solo.

° Ese ángel te hablará de mí y te mostrará el camino para volver a mi presencia, le dijo Dios.

En ese instante, una paz inmensa reinaba en el cielo y no se oían voces terrenales.

El niño dijo suavemente: Dime su nombre, Señor.

El Señor le contestó: “Ese ángel se llama Mamá”


Mónica García Toro
Coordenadora de Bogotá/COL



11
out
2013

Delírios de Arlete: Capítulo 9

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

Na viagem a ansiedade e a constatação da mudança ocorrida em todos estes 17 anos. Quanta mudança, quanto avanço e quanta estagnação, esta era a dualidade das observações, fossem elas sobre os lugares, ou sobre as possibilidades das coisas e das pessoas.

Enfim chegaram à cidade e foram logo para o hotel Aguas Virtuosas (antigo nome da cidade de Lambari), desfizeram as malas e logo Arlete ligou para Dr. Alceu, marcaram para as 17horas, o que lhes dava uma hora e meia de descanso. Pouco descansaram, pouco conversaram, apenas aguardavam silenciosa e impacientemente o tempo que agora se arrastava…

O escritório do Dr. Alceu ficava a dois quarteirões do hotel, percurso que fizeram a pé não sem antes D Epifania esbravejar: Mais um pouco chegaríamos ao Cafundó! Nhéco!

Nem muito simples, nem muito luxuoso, era assim o escritório do advogado; após as apresentações formais e sentados à volta da mesa de reuniões do escritório, Dr. Alceu abriu um grande envelope pardo e retirou não mais que uma dúzia de folhas de papel sulfite e começou a leitura formal do testamento. Após vinte minutos de leitura, com termos e expressões irreconhecíveis em alguns momentos, as duas permaneciam imóveis e atônitas.

– Resumindo Sra. Arlete, hoje a senhora pode considerar-se uma mulher rica! Amanhã cedo o Paulino ira acompanhá-las na visita a fazenda São Francisco e demais propriedades e poderão ver com os próprios olhos o que foi aqui descrito. Diga-se de passagem, ele o fará com seu próprio carro Dra. Arlete, quero dizer, que o carro que ira leva-las também é de sua propriedade.

Paulino era o administrador das fazendas S. Francisco e Morada dos Pássaros, esta em Campanha. Apesar de seu aspecto rude era extremamente gentil, honesto e conhecedor de toda a trajetória do tio Eduardo.

Eduardo começou com o sítio S. Francisco, trabalhou muito, plantou café arábica e robusta com qualidade de manejo e alta produtividade conseguindo certificações internacionais, o que lhe garantiu bons contratos de exportação e bons preços de venda. Criou uma marca de café gourmet o TAL ( terras Altas de Lambari ); diversificou plantando cana para a produção de cachaça de qualidade e para exportação; iniciou uma criação de insetos que era vendida diretamente para o Instituto Vale Verde com uma produção de meia tonelada /mês de Tenebrios, Grilo preto e baratas Cinerea, ricas fontes de produção proteica para dieta animal. Conseguiu comprar sítios vizinhos e transformou a agora Fazenda S. Francisco em uma propriedade de 200 alqueires, e mais uma fazenda na vizinha cidade de Campanha com outros 220 alqueires. Enfim as tacadas certas levaram Eduardo ao sucesso, e não por menos diziam que ele era o TAL. Reformara com as mesmas características da época a antiga casa de D.Epifania e construíra anexo um complexo prestes a ser inaugurado de um pequeno, porem de altíssima qualidade, hotel fazenda.

Arlete e D. Epifania estavam simplesmente inebriadas com o que viam. Ao chegarem próximo à casa que moraram, puderam ver uma pequena capela com as imagens de S.Francisco e uma placa com uma frase sua: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”, sem conter as lágrimas as duas ajoelharam-se e rezaram por minutos e D. Epifania finaliza… E perdoa-me Eduardo, por toda a descrença em sua capacidade, meus exageros etc. e Tal! Nhéco!

De volta a S. Paulo, com mudanças prontas e destinos traçados, Arlete convidara as amigas do ex- emprego para um jantar de despedida no apartamento.D. Epifania esmerou-se e em meio às conversas e atualizações dos novos planos para as amigas, após um jantar impecável, serviu a esperada sobremesa, o famoso pudim de claras em neve com damasco.
Nossa que coisa maravilhosa! Que consistência perfeita! Que textura! Uma delicia! Na medida certa para satisfazer o mais exigentes dos gostos!

Entre tantos elogios e murmúrios D. Epifania foi logo se desculpando:

– Desculpem meninas não achei a batedeira em meio às coisas da mudança, dai tive que improvisar, por sorte achei este mixxer nas coisas da Arlete e mostrou o Dispositivo Bullet .

Como que ensaiadas, todas gritaram em meio a muitas gargalhadas:

– Nhhhéééééééééccccccccooooooooooooooooooooo !!!!!!!



10
out
2013

Delírios de Arlete: Capítulo 8

por Luiz Roberto Scott
(coordenador voluntário de São Paulo/SP)

 

Outubro de 2017, manhã de uma fria e chuvosa quarta feira…

Arlete recebeu um e-mail de Dr. Alceu, famoso advogado de Lambari, resumidamente ele relatava a morte do tio Eduardo, que em seu testamento a deixara como única herdeira. Desta forma ela deveria ir ate Lambari para as formalidades.

Tio Eduardo ficou responsável pelo sitio São Francisco após a morte de seu pai e desde então ela nunca tivera noticias das coisas por lá. Pouco conhecia do tio, tido como um sonhador e não muito dado ao trabalho; ao menos é o que se lembrava, segundo os comentários de seu pai. Ao saber da noticia, D. Epifania logo desferiu:

– Espero que não tenha deixado dividas; nhéco!

Arlete tinha que se apressar, tinha uma reunião importante na empresa e deveria voltar tarde para casa aquele dia.

-Mãe, arrume sua mala, amanhã iremos a Lambari!

No trajeto de casa para o escritório, traçava os planos, fazia mentalmente a lista de coisas a levar e na volta, quem sabe, uma passada em Pitangui, para visitar Treivis… seu sonho de fazer escola técnica agrícola, ela estava as duras penas conseguindo concretizar e com dificuldade conseguia mantê-lo lá… e mais essa agora, será que tio Eduardo me deixou dividas?

Treivis conseguiu entrar na Escola técnica agrícola de Pitangui, e fazia o curso de automação agrícola desde o começo do ano; estava muito feliz e apreensivo quando partiu, pelo resultado, pelo seu sorriso novo conseguido e pela alta da ortodontista…

Ao chegar ao escritório, Arlete ligou para a empresa Santa Cruz e comprou as duas passagens para a manhã do dia seguinte, tendo o cuidado de reservar no horário que a viagem duraria menos tempo, apenas 4 horas e evitando o “ cata jeca” como era conhecido o percurso que consumia 7 horas e meia…

Na reunião ficou sabendo das novas metas da empresa, mudança no quadro de funcionários, e muito mais, mas notava certa inquietação por parte de Tania, sua chefe. Assim transcorreu o dia, sem horário de almoço, apenas um lanche rápido ali mesmo na mesa de reunião. Ao final da tarde, com todos os assuntos em dia, relutou, mas teve que ceder à insistência das amigas do trabalho para um Happy Hour…

Já no bar, contou a elas sobre suas apreensões e a necessidade da ida com urgência para sua cidade natal. Conjecturas e especulações sobre o testamento tomaram conta das conversas, hora animadas, hora assustadas e “ora pro nobis”, pediu a palavra Tania, lá pelas tantas…

– Querida Arlete, hoje faz quatro anos que estamos trabalhando juntas, e depois de muito conversarmos, chegamos à conclusão de presenteá-la com algo que de fato possa lhe dar mais alegria e menos ansiedade… Estendendo-lhe um lindo pacote do tamanho de uma caixa de sapato.

Em meio à tamanha euforia das amigas e gritos de – abre , abre , abre Arlete sem jeito começou a desfazer o pacote… e as amigas: rasga ,rasga ,rasga … enfim conseguiu ver a caixa onde se lia : Dispositivo Bullet… ao remover a tampa pode ver, era um vibrador ! E as amigas, liga ,liga,liga…Arlete quis entrar na caixa e se esconder tamanha a vergonha e o rubor que causara, mas logo abraçada por Tania, sentiu- se mais confortável ao ouvi-la: Calma, querida, ganhei um do Inácio e posso lhe garantir que isto deu aquele “plus a mais” em nossa relação e olha que estamos casados há vinte anos…experimente e verá!

As conjecturas e especulações agora eram outras, entre gargalhadas e seriedades que embalaram o fim da noite.
Ao chegar a casa, Arlete agradeceu, pela única vez ,o fato de Treivis não estar morando com ela e em casa naquele momento. Tratou logo de esconder no armário o presente e pôs- se a fazer a mala e separar documentos necessários para aquela viagem. A mala de D. Epifania já estava ao lado da porta de entrada, junto com alguns pacotes de presentes.
-Mãe que presentes são estes?

– Para as minhas amigas, filha.

-Mas você não falou com elas todos estes anos , nem falou delas?

– Filha, amigos podem ser circunstanciais, podem ser passageiros, mas sempre serão amigos eternos enquanto puderem ter sonhos em comum, serão eternos por quanto perdurarem seus sonhos! Nhéco! 



08
out
2013

Trabalho ou serviço?

Trabalho ou serviço?

Aproveitando o Dia Nacional Do Voluntariado, fui visitar todos os dentistas voluntários de minha rede, levando-lhes um pequeno “mimo” em agradecimento. Queria ouvi-los, sentir como está nosso projeto.

Fiquei feliz com o resultado, a grande maioria atende nossas crianças com o coração, com alegria, fazem do voluntariado um “serviço” – pois, pesquisando, encontrei na origem das palavras, serviço e trabalho, uma diferença de vocábulos e significados.

A palavra “trabalho” é originária do latim Tripalium, significa um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (palium), desse modo, originalmente trabalhar significa ser torturado no tripalium, ou seja, nos três paus. Já a palavra “serviço” está relacionada com o amor, com o prazer em ser útil e com a doação de um favor sem querer nada em troca.

Fiquei emocionada, quando uma de minhas voluntárias me disse: “qual o custo de algumas resinas se o que eu recebo de volta me enriquece muito mais, não tem preço?”

Angela Maria Bortolucci
Coordenadora de Jaú/SP



07
out
2013

É possível ser do bem!

É possível ser do bem!

Todo mês, quando recebo o email do Manoel pedindo a coluna, fico na dúvida do que escrever… Mas confesso que dessa vez foi mais fácil. Em “tempos” de SdB, como escrever sobre outro assunto?

 Estou muito feliz por poder participar novamente, não tenho palavras que expressam o quanto foi importante participar do evento do ano passado, então peço licença ao Dr. Leonardo Costa (coordenador de Salvador), pois as sua palavras descrevem tudo que o Sorriso do Bem representa.

Posso garantir que voltei mais humana quando conheci  mais perto a história “dos personagens” dos documentários da TdB. Não tem como não parar e pensar: eu reclamo de quê?

Confesso que o mundo de hoje me assusta muito, será a tal “fase de transformação ou será realmente o fim do mundo como dizia minha bisavó”… Às vezes tenho a impressão de que tudo está virado de cabeça para baixo, você tenta ler ou assistir um o jornal onde só tem mortes em família (sendo esse um dos crimes menos cruéis). Mas conhecendo a TURMA DO BEM, descobri que é possível fazer um mundo melhor.

E tenho certeza que esse ano não será diferente, confio que a TdB realmente seja o começo do tal “mundo melhor” que todos falam, fazem algo totalmente CONCRETO, que se cada um fizesse o que vocês DENTISTAS DO BEM fazem, poderíamos construir esse mundo tão sonhado logo, logo.

“Fazer pelo outro o que você faria pelo seu próprio filho”.

Espero trazer na bagagem da alma do SdB 2013: muitos sorrisos, muitas lágrimas e sendo assim muito aprendizado. A certeza de energias renovadas, essa não tenho dúvida.

Obrigada à TdB e à Dra. Jakeline Dantas por esta oportunidade!!!

Elizane Rodegheiro Oliveira
Secretária do Bem de Pelotas/RS 




04
out
2013

Enfréntalos!

Enfréntalos!

¿Cuál es nuestra primera reacción cuando nos encontramos frente a una situación que sabemos va a exigir mucho de nosotros? ¿O cuando estamos frente a frente ante algo desconocido, vergonzoso o aparentemente amenazante?

 Miedo!

Sí, esa sensación tan poderosa que literalmente puede jalarnos hacia atrás en un despótico tirón, cual malévolo titiritero hace con su marioneta, nos conduce a la respuesta instintiva de huir. La triste realidad es que no podemos huir muy lejos pues nuestros problemas son, casi siempre, más veloces que nosotros, y aun cuando les ganemos la carrera descubriremos con inaudita sorpresa que también son omnipresentes (y entonces nos entrará más miedo).

Una vez que nos convencemos que la huida ya no es posible y la taquicardia está al máximo, nuestro organismo apela a la segunda reacción biológica disponible: luchar.

Es en este estado de excitación extrema en el que el más inocente roedorcillo empieza a lanzar mordiscos y la más frágil de las aves se pone a picotear agresivamente al adversario. Con nosotros pasa exactamente lo mismo. La persona más tímida, abatida o inexperta saca un lado febrilmente apasionado con tal de sobrevivir. Y entonces sucede el cambio.

El miedo nos empuja a utilizar recursos que jamás nos hubiésemos imaginado que teníamos: talentos escondidos, coraje inusitado y una seguridad arrolladora, todos guardados durante años en la oscura habitación del miedo.

Una situación extrema nos permite darnos cuenta de una vez por todas que nuestros problemas ni eran tan grandes ni eran tan poderosos, e inclusive, que no eran reales.

Tarde o temprano, si sigues huyendo y dejando que el miedo sea quien tome las decisiones que rigen tu vida, esa situación desesperada se presentará, estés listo o no. Pero si ya mismo y sin más postergación, decides cambiar tu actitud de una temerosa y cabizbaja a una ardiente y combativa, los resultados serán maravillosos.

Anímate a descubrir ese poderoso lado tuyo, vence tus miedos y recuerda que si das un paso atrás, que sea sólo para tomar impulso y luego lanzarte sin temor a conquistar tus sueños más anhelados.

 

Ana Gabriela Zabala
Coordenadora de La Paz/Bolívia

 



02
out
2013

Eu, a patroa e as crianças

por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Não, o texto não é sobre o seriado de TV. Na ocasião em que decidi usar este título, estava lendo um e-mail do Emanuel no qual nos apressava para a entrega desta coluna. Tal qual a maioria dos Dentistas do Bem, li a mensagem pelo celular enquanto executava 1000 tarefas ao mesmo tempo, dentre elas, a de marido.

Atolado em tantos afazeres, acabei sentindo um “ciuminho” por parte da minha esposa quando falava da TdB. Daí o título…

A boca fala do que o coração está cheio, já dizia Jesus, muito tempo atrás. Baseados neste versículo de Mateus, hoje podemos facilmente perceber qual a paixão de uma pessoa através de suas conversas.

Sim, sou apaixonado pela Turma do Bem. Gosto de estar nesta correria; fazer parte; cadastrar dentistas; arrumar briga pelas crianças e falar, em todo momento sobre o programa Dentista do Bem…

Porém, confesso, essas crianças estão me causando certo problema, lá em casa.

O fato de alguns loucos se importarem com aquilo que ninguém quer dar à mínima, nos toma um tempo precioso.

Mas é justificável. Cada um de nós, que assumimos a condição de voluntários, temos instintivamente uma tendência à doação. Não fosse assim, qual o motivo para passarmos 4 ou 5 dias discutindo o bem de outros sem receber salário, pelo contrário, muitas vezes pagando para estar lá. Deixando de lado o eu (no caso, o “ela”, minha esposa).

As primeiras palavras que minha amada proferiu, ainda na rodoviária de Laranjeiras do Sul, na ocasião da nossa última reunião em SP, foram: “Esta foi a última viagem deste ano, Sr. José Henrique…” (… imagina quando contar que tem capacitação em outubro?).

Mas tenho certeza que a causa de toda essa briga tem um valor muito maior…

Uma vez ouvi algo, de um homem muito sábio, que fez todo sentido. Ele perguntava:

“-De cabeça… sem pesquisar, qual era o nome do seu tetravô por parte de pai?”

Tenho certeza que a maioria não faz sequer ideia… eu, ao menos, não lembro.

Logo em seguida explicou: Este pequeno teste só prova que passada duas ou três gerações, o nosso nome será esquecido, porém, aquilo que fizermos pelo próximo, isso permanecerá.

Seguindo esta lógica, talvez existam entre nossos pacientes, alguns que não saibam o nosso nome (faça o teste). Agora, se daqui a 50 anos, alguém perguntar para qualquer um dos beneficiários se lembram de algo de bom que foi feito por suas vidas, mesmo não lembrando de nossos nomes, certamente estaremos na lista destes então, senhores e senhoras.

Diante dessa pequena reflexão, acabo me convencendo que este pouco tempo dedicado para pensar, discutir e planejar estratégias, colocar a mão na massa e pagar o preço, não é nada, comparado à oportunidade que abrimos para o beneficiário.

Por fim, para ajudar estas crianças arrumei uma briga séria com a patroa, mas entendo: não é fácil pra ela dividir este meu corpinho roliço…



01
out
2013

Reconhecimento acima de tudo

Reconhecimento acima de tudo

 

Assunto de hoje: blog Abra a Boca – Plantão TdB!!!

Parabéns a todos os dentistas finalistas , vocês merecem toda nossa admiração e respeito. Para quem foi selecionado entre 15 mil voluntários… uma surpresa maravilhosa!!!

Fruto de dedicação, trabalho com amor, doação de tempo e conhecimento da maneira mais fraternal possível. Voluntários que realmente fizeram a diferença na nossa rede no ano de 2013, sempre dispostos a devolver sorrisos e autoestima. Pessoas capazes de mudar o mundo! Super merecedores do Golden Ticket!!!

Fiquei muito feliz ao ver o nome do Dr. David Spressão Lima, dentista do bem aqui de Marília, como um dos finalistas na lista de MELHORES DENTISTAS DO BEM. Que venha outubro! Que venha o Sorriso do Bem 2013!!!


Ana Carolina Massaro

Coordenadora de Marília/SP