por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Dia desses postei no Facebook que havia cadastrado alguns dentistas da minha cidade natal: Guaraniaçu-PR. Estava muito entusiasmado por um motivo que considerei nobre: A cidade é pequena, portanto a escola beneficiada seria a mesma na qual estudei boa parte da minha infância… uma retribuição de tudo aquilo que tinha recebido.

Rapidamente entrei em contato com a Diretora e expliquei o projeto, imaginando que prontamente ela marcaria a data da triagem.
Para minha surpresa a entrada na escola foi PROIBIDA.

Em um primeiro momento pensei: A cidade inteira será prejudicada pelo simples motivo da Diretora proibir minha entrada na escola!!! … mas resolvi escutar a posição da direção.

Ela me explicou que, por ordem do Núcleo Regional de Educação, não tinha autorização para permitir minha entrada. Falou também que a Regional desconhece (eu disse: DESCONHECE) a existência da tal Turma do Bem. Isso sim me fez refletir: Se a TdB não é tão conhecida por aqui, é por que nós, representantes do Sul, estamos falhando em alguma coisa.

Não foi a primeira vez que, contando sobre a TdB, eu presencio uma cara de paisagem na minha frente: não…não conheço! Seja dentista, diretores ou possíveis pacientes. Eu realmente me sinto constrangido com esta situação. Como uma marca conhecida do outro lado do oceano tem dificuldade de ser reconhecida aqui, em nosso próprio país? Não é inacreditável? A resposta que encontrei foi a seguinte:

“- A culpa de eu não poder entrar na escola não era da Diretora, ou da Regional… a culpa era minha.”

Desculpe-me se, com esse texto, estou ferindo os sentimentos dos colegas coordenadores sulistas, mas acho que o trabalho na nossa região deveria ser muito mais divulgado.O fato é que, entristeço-me ao lembrar de todos os coordenadores do meu estado os quais conheci na capacitação de um ano e no ano seguinte, cadê? Vendo por esse ângulo, concordo com a diretora. Não há como pensarmos em livre acesso às escolas se a Turma do Bem não é conhecida pelos diretores. Ninguém é louco de colocar em sua escola um desconhecido.

Pacientes? Temos de monte… Dentistas? Todos conhecemos pelo menos um que poderia ser coordenador em uma cidade vizinha, na qual a TdB é, por enquanto, desconhecida.

Fica a questão: Ou aceitamos esse desenvolvimento lento causado por nós mesmos ou trabalhamos com mais empenho e transformamos a Triagem da Tdb em um desejo que cause disputa entre as escolas do Sul…