Árvore que acolhe…

Desde muito nova tive uma mania maluca de enumerar tudo e todos… coisa de virginiana, ou quem sabe, sofria de TOC…

A cor preferida (verde), a melhor amiga, o número mais bonito (9), o melhor filme e por ai fora…Graças a Deus, esse “BESTEIROL” passou…Opa!!!!!!!!! Menos um, de que não consegui me desvencilhar: A música mais linda de sempre… essa, vez ou outra, ecoa “aqui dentro” e transborda… ou mesmo saio cantando em voz alta, feito uma desvairada sem eira nem beira…

Quando o Fábio anunciou que Martinália e Paulinho Moska serão os convidados para o “Sorriso do Bem 2013” eu estremeci… Simplesmente a música que enumerei como a NUMBER ONE da minha vida é uma versão do Paulinho Moska cantada pela Martinália : “Rest la maloya” (Essa mania).

Nas viagens que embarco com as letras, esta me leva aos momentos em que precisei e fui acolhida… e a frase: “foi só eu descansar junto ao pé de uma árvore que me acolheu”…

Não pode ser só coincidência, meu Deus… lembrei me da árvore da Escola do Pensamento… quantas vezes aquele lugar acolheu a nós todos coordenadores. Inúmeras vezes eu olhei aquela árvore e me senti em casa… como se estivesse desfrutando de sua sombra.

Obrigada equipe da Turma do Bem…vocês são essa árvore que nos acolhe e nos dá sombra…

E muito feliz com a escolha acertadíssima, esse presente eu também não esperava…torcendo para que eles toquem a minha música…

Aqui vai a letra que é de arrepiar:

Essa mania (Rest la maloya)

Hoje o meu coração mudou
Já não sei porque vim, quem sou
Mas sinto e sou capaz
E o resto tanto faz

Foi só eu descansar
Junto ao pé de uma árvore que me acolheu
E depois me ocorreu

Vi que a vida que vivia em mim
Agora vive aqui nesse lugar
Em volta das sombras
Essa ilha é a reunião das infinitas direções
Que o vento traz com as ondas

E é quando me vejo a garimpar
As pedras, a montanha , o seu olhar
Essa mania, essa mania, essa mania
Essa mania de viver

Apesar de saber
Que nem tudo que eu quis eu pude conhecer
Nem deu pra mais prazer
Se cheguei até aqui
Bem no topo do vulcão, não posso mais descer
Mas tem como escorrer

Porque a natureza do amor
Esta contida na beleza e na surpresa das manhãs
Dias que parecem tão iguais
Mas de repente vêm sinais de uma nova magia

Depois desse encontro singular
O Mato, o rum, o vinho,o mel e o mar
Essa menina, essa menina, essa menina
Essa menina, vem me dizer

Essa mania , essa mania, essa mania
Essa mania de viver

Rest la maloya, rest la maloya,
Rest la maloya, rest la maloya
Rest là-même…

 

Dra. Magali Arantes
Coordenadora de Bauru/SP