Às mães

Todo mês é a mesma dúvida, o que escrever?!?! Então, como escrevo este texto em maio, o mês das mães, resolvi falar sobre elas… afinal o que seria de nós sem essas guerreiras incontroláveis?

Cada poema ou frase que fale sobre as mães vem sempre com altas doses de emoção. Porém, esse é repleto de realidade.
Boa reflexão!

” A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo, várias vezes ouvi de um amigo essa frase e me soou estranho. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa protegida dos erros, tristezas e perigos, uma batalha Hercúlea.

Se eu fiz meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que isso significa: Ser desnecessária é não deixar que o amor incondicional de mãe provoque vícios e dependência nos filhos a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes prontos para seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer seus próprios erros também. A cada fase da vida vamos refazendo o cordão umbilical porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vinculo não pára de se transformar ao longo da vida, até o dia que os filhos se tornam adultos e constituem a própria família e o ciclo recomeça.

O que eles precisam é ter certeza que estamos lá, firmes no sucesso ou no fracasso com o peito aberto para o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe solidários criam filhos livres, esse o maior desafio e a principal missão.

Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.” ( Dalai Lama ).

Que eu tenha sabedoria para cumprir esta missão! E agradecer aos meus pais pelas suas grandezas!!

Angelita Gubolin
Coordenadora de Ferraz de Vasconcelos/SP