É preciso saber…

A vida é um livro aberto dentro de um cofre de banco, onde são escritas páginas que relatam chaves de guardar segredo. É preciso ser alfabetizado para entender as lições de cada capítulo, assim como entender os investimentos. Não necessariamente ser um doutor das letras, mas um mestre da experiência. Isso requer mais que um diploma ou cálculos. É preciso dar as mãos e não cruzar os braços. O mapa da mina é de quem sente e faz sentir. No pobre mundo rico, riqueza é ser feliz. Segundo Marisa Monte, “é só mistério não tem segredo”.

Evite parar no tempo! Ingresse na Universidade Federal da Sabedoria. Não se prenda ao medo, pois ele é uma das causas que reprova a felicidade. A busca pelo “eu” se perde no ego e encontra no eco do vazio somente bem material. É quando confundem o ato de doar com apenas receber. Triste a história desses personagens, prisioneiros egoístas de calculadoras, fadados à falência. Esses poderiam ter suas vidas historiadas em rascunhos, para depois passar a borracha. Saibam que viver é atemporal, mas não existem aquelas sete vidas como nas lendas do reino animal.

As lembranças fazem parte de alguns títulos que nomeiam o famoso feedback, enumerados por sentimentos que injetam ânimo. É preciso dar continuidade. Equilibrar doses homeopáticas com doses cavalares é, piamente, a nota máxima de equilíbrio. Todos deveriam sacar que para a fila andar é preciso depositar na caixa de seguros, valores que não têm preço. A vida requer coragem, peito aberto e mente livre. Esses são os bastidores tangíveis debitados no saldo da existência. Viva até as intempéries!

Uma biografia deveria ser escrita em letras garrafais com marcador de texto nos tons fluorescente, em braile, como língua universal, para que todos pudessem ler, em tinta, como arte, para colorir o mundo, em foto como registro resumido de um olhar, em megafones para invadir a solidão das ruas, em bilhetes dependurados nos ramalhetes, para florir os dias. Em sorriso de gentileza que perdoa o tempo, em amor que dura eternidade, em cobertores que acolhem corpos nus na madrugada, em guarda-chuvas fechados para molhar a pele, em guarda-sol aberto para olhar o horizonte, em mãos que se estendem por afeto e não por dinheiro. Saiba fazer o “HAPPY END” de sua narrativa. Saiba viver!!!

 

Cleferson Ferreira
ESTUDANTE DO BEM de Olinda/PE