Fazer o Bem faz Bem

Gostaria de trazer este assunto, que já foi abordado no blog do Fábio, porque realmente fazer o bem faz bem, não porque eu e Fábio Bibancos achamos isso. Vou falar hoje de comprovações científicas claras e verdadeiras.

Fazer o Bem faz bem! Fazer o Bem faz bem?

Isso poderia apenas ser o título do meu texto e de uma mensagem, mas saibam: não é não, isso é o resultado de uma pesquisa científica. Depois que se começou a fazer estudos da neurociência, sobretudo de imagens da neurociência através de Ressonância Magnética, comprovou-se de maneira cabal que fazer o bem faz bem à alma e, acreditem, não é só à alma não, ao corpo também.

Inúmeras pesquisas foram desenvolvidas e duas delas contaram com dois médicos brasileiros que estudaram e pesquisaram na Universidade de Michigan, EUA. O Dr. Ricardo Souza e o Dr. Jorge Moll Neto fizeram uma experiência muito interessante, selecionaram 19 jovens, pessoas que ainda estavam em processo de formação, e deram a cada um desses jovens 128 dólares, passando a mapeá-los pela ressonância magnética. Foram aparecendo instituições filantrópicas e eles eram concitados a doar 5 dólares a cada uma delas, essas instituições eram de apoio a crianças carentes que a ONU, através da UNICEF, apoiava. E com os mapeamentos e estudos percebeu-se que guardar dinheiro dá prazer, inclusive isso explica a ideia que algumas pessoas têm de que só há prazer no guardar dinheiro: existe uma zona de satisfação cerebral que foi muito bem registrada nessas marcas dos doutores Souza e Moll Neto. Curiosamente eles disseram (mas isso nós já sabemos) que há pessoas que perdem sua paz, sua saúde em busca de dinheiro, poder, aparência, isso não é novidade alguma, porque estes tiveram toda a zona de prazer acentuada na sua ressonância. Mas aí veio um detalhe, naqueles que doaram, e foram poucos que se dispuseram a doar os 5 dólares, surgiu um tom de energia na região central do córtex pré-frontal muito mais forte de que nos outros, que ia ocupando toda a zona cerebral e espalhando-se para a zona posterior do cérebro. Esta foi a grande constatação dos neurocientista: fazer o bem faz bem.

Foram apenas oito que doaram, mas esses oito se destacaram de uma forma muito forte em um prazer físico que os outros onze não tiveram. Nós ajudamos porque dá prazer, satisfação. Depois desse resultado, os dois médicos voltaram ao Brasil e começaram a desenvolver um trabalho com pessoas depressivas que tentaram o suicídio, oferecendo trabalho voluntário. E o resultado, sem comentários!!!, Positivo, Excelente, as pessoas saíram do seu vazio, da sua depressão, das suas angústias e começaram a sentir prazer na vida, porque, segundo Moll Neto, o córtex pré-frontal é o que funciona como indicador de um prazer mais ampliado, mais extenso e mais duradouro e, por isso, é possível afirmar, com base no resultado dos estudos, que fazer o bem faz o bem.

Meus amigos, vamos continuar nos mobilizando, porque isso nos dá uma satisfação de alma.
Não esperemos nada em troca, pois a recompensa chega, um dia ela chega, sempre encontraremos pessoas boas em nossa caminhada, e não julguemos aqueles que se perdem no meio do caminho, que perdem o rumo, esses poderão não entender o significado do nosso gesto, mas o que importa é fazermos o nosso melhor, porque ninguém dá aquilo que não se tem.

Eu quero aproveitar este texto para agradecer a Turma do Bem por ter me possibilitado o meu reencontro, comigo mesma, com o próximo e com muito mais, com todos vocês. Não percamos o foco, que é fazer o bem sem olhar a quem.

Adriana Papel Dib
Coordenadora de São Luís de Montes Belos /GO