Felicidade Plena ou Efêmera

Dançar é ser feliz. A vida assim como a dança é um grande espetáculo – e cabe a nós fazermos dela um espetáculo inigualável.

Em alguns momentos, ou quase sempre, precisamos encontrar o real sentido desta passagem, seja em Deus ou dentro de nós, como uma força que denominamos como quisermos. Os olhos de um filho pedindo ajuda, ou implorando para que essa força apareça, podem nos levar ao desespero, mas também podem nos acordar para que façamos aparecer os momentos felizes e eternizá-los em nosso cotidiano com eterno prazer. Como é difícil chegar a este ponto, tranformar o dia a dia em prazer e conseguir fazer das dificuldades a tal “felicidade plena” ou efêmera.

A dança faz bem para a alma e para o corpo ao mesmo tempo em que ensina a viver. Tranformar um simples passo básico de Tango, Forró ou Samba em lição de vida é uma questão de ponto de vista. Não é o passo em si, mas o estudo e o fundamento dele que conseguem tranformar aquele momento em magia. E através dessa magia a felicidade se torna plena.

Enfim, enquanto a dança significa refúgio para alguns, para outros compreende a reflexão e a paixão. Alguns escapam de seus tormentos enquanto outros os enfrentam. Isso pouco importa, pois dançar é uma arte, e como disse Pablo Neruda: “A arte lava da alma a poeira do dia a dia”, seja qual for.

Felicidades plena a todos.

 

Fátima Porto
Coordenadora e DENTISTA DO BEM de Belo Horizonte/MG