por José Henrique Sironi
(coordenador voluntário de Laranjeiras do Sul/PR)

 

Desde pequeno fui estimulado a ser criativo e sempre dar uma “floreada” nas tarefas que foram confiadas a mim. Se pedissem para fazer X, eu fazia (:X:) , talvez até um pouquinho mais que isso. Era bonito, agradável aos olhos e em um mundo infantil, sem tanto compromisso, tudo ficava lindo e maravilhoso. As pessoas elogiavam e meu ego era massageado. Ahhh !!!! Matei a pau! Orgulhava-me.

Mas o tempo passou e forçadamente entrei no mundo real, com regras, prazos e principalmente SISTEMAS. Esses sistemas detonam com a nossa criatividade, mas ao mesmo tempo, se eles não existissem, o mundo seria um caos.

Deixar de ser criativo é muito ruim. Quando tive que me controlar nessa área, parecia que estava sendo mutilado. Mais tarde descobri que a palavra correta seria: lapidado. Se quiser ser uma peça que funcione dentro de um sistema, você tem, muitas vezes, que deixar a sua criatividade de lado e fazer as coisas como devem ser feitas. Por exemplo: Para a TdB funcionar direito você tem que se submeter ao sistema implantado e sem “floreios”, cumprir com aquilo que foi estabelecido para você, seja na condição de voluntário, coordenador ou embaixador. Cada parte, fazendo aquilo que lhe cabe, dá condição para que a organização funcione.

Tá! Mas devemos ser sem sal? E as boas ideias? Devemos abandoná-las? – De maneira alguma! Olha o exemplo da conta de luz para completar o cadastro dos beneficiários, ou o lance das latinhas de doações para alcançarmos a meta da Benfeitoria. Vários são os exemplos criativos que contribuíram para o crescimento da TdB. Pensar, criar, ter boas ideias, pode. O cuidado que devemos ter é como colocar isso em prática. Aí a gente cai novamente no SISTEMA que é a hierarquia da TdB.

Nós temos uma sede em São Paulo que poderá avaliar a sua ideia. Se ela for proveitosa para todo o grupo, ela será colocada em prática, com certeza. O problema é quando queremos aparecer. Tomamos a frente e fazemos algo sem o conhecimento e consentimento do escritório. Putz… Geramos o caos!!!

Temos que lembrar que a organização a qual pertencemos conta com mais de 13.000 voluntários e um passo mal dado pode causar um grande estrago. Portanto, sejamos criativos, porém cautelosos.

Que nossa cabeça viaje, mas que saibamos controlar a vontade de ser o destaque. Lembremos que o objetivo principal do voluntariado é o beneficio dos outros e não o nosso. Desta maneira todos crescem e quem aparece é o Bem.