por Nícia Paranhos Arruda
(coordenadora voluntária de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê/SP)

 

As pessoas que passam pela nossa vida inevitavelmente deixam marcas. Sejam elas boas ou ruins. O fato é que sempre nos deixam algo. O ser humano tem necessidade de sentir o outro, de conviver com o outro, de aprender, de ensinar, de rir de chorar com o outro. Quando algo acaba deixa a sua marca e, por um tempo, vivemos esse luto. O luto da perda, da separação, da mudança. Tudo tem começo, meio e fim. Assim são as relações humanas.

Às vezes convivemos durante anos com um grupo ou com uma pessoa e, quando o ciclo termina temos a necessidade de mudar, de seguir adiante ou de seguir em outra direção. Muitas vezes são as pessoas que estão na nossa rotina que decidem ir. Temos que aceitar, respeitar e apoiar essa pessoa. Vamos sentir a falta dela, é o luto da mudança, mas passa. Assim como essa pessoa veio e foi embora, outros virão e chegará o nosso dia de mudar também. Faz parte da vida, faz parte da evolução.

Vamos respeitar o nosso sentimento de tristeza por estarmos indo ou por alguém que está indo e vamos seguir em frente. A vida pulsa e nos convida a continuar a nossa batalha diária.

Confesso que “adaptei” esse texto, pois o reconheço como completo nos meus questionamentos sobre “Perdas e Danos”…

Ainda no mesmo “contexto”, recomendo o livro “Perdas Necessárias”, de Judith Viorst, que me ajudou muito por ocasião da minha fase de “Síndrome do Ninho Vazio”… Boa Leitura!!!