Mudar

Já passamos pelo movimento hippie “paz e amor”, vimos a luta armada contra o regime militar. Já vimos a geração que sobreviveu às loucuras dos anos 60 e 70 e que logo arrefeceu com a necessidade de pagar as contas nos anos 80 e 90. A roupa colorida deu lugar ao terno cinza. A mochila de lã, comprada na Bolívia, virou a maleta 007.

As pessoas vem e vão, mas o desejo de transformar o mundo continua latentem como uma reminiscência de nossa espécie. É algo, ainda que vago, inerente ao ser humano. Desde a queda do muro em 89, a sociedade tomou consciência de que poderia de fato mudar sua realidade se unindo em números cada vez maiores. A menor célula da sociedade – o cidadão – poderia iniciar uma revolução.

Lógico que também vimos guerras motivadas por interesses individuais, crises geradas pela ganância e mortes causadas por motivos frívolos. Hoje, há um movimento do “nós” que toma conta das pessoas e muda a realidade. A revolta das massas que descobrem ter voz para mudar o mundo começa com um post em um blog ou um simples tweet.

A internet não é mais (se é que foi um dia) um meio para se enviar e-mails e criar perfis no Facebook. É muito mais. É a ferramenta que faltou na década de 60 para que os baby boomers pudessem levar a cabo seu objetivo de mudar o mundo. Não é de se espantar que nossa geração Y queira transformar a sociedade. Nós podemos mudar a realidade sim… podemos porque temos motivação, autoestima necessária e, principalmente, as ferramentas para isso.

Não há limites para o que a humanidade pode fazer ao utilizar corretamente esse imenso cérebro global. A rede como o espelho da própria humanidade pode fazer com que, finalmente, encontremos a solução para os nossas mazelas – nos conhecermos como espécie e como indivíduos.

Cleferson Ferreira
ESTUDANTE DO BEM de Olinda/PE