“Que haja mudança, e que comece por mim”

Encerrada a conferência Rio+ 20, fica a dúvida da real efetividade do evento.De imediato apontamos dezenas de falhas, tanto nos meios quanto nos fins.

Nós, que nos posicionamos e lutamos por uma causa, somos sabedores de que não agradaremos a todos e que as críticas fazem parte do pacote. E estas são, além de desagradáveis, pouco producentes. Por experiência própria, não quero repetir aqui a injustiça daqueles que criticam mas não apresentam melhores soluções.

Portanto, é percebido que de 92 até a presente data evoluímos muito menos do que se faz necessário tanto nas questões ambientais quanto nas sociais. Mas de quem é a culpa? Quem está negligenciando? O governo? Os empresários? A classe economicamente dominante? Os menos favorecidos? O seleto grupo de intelectuais e formadores de opinião? Seu vizinho? Meus amigos? Você? Eu? Quem vai pagar essa conta?

Devemos delegar aos chefes de Estado as mudanças e a construção do futuro que desejamos? Não! Não nos iludamos com o futuro ideal sem a atenção para o presente. Hoje é o momento, é a hora de fazer acontecer. Reflexão e coerência de nossos atos diários são forças propulsoras para a transformação.” Que haja mudança, e que comece por mim!”

É também importante propagar e replicar o bem, não somente cobrando atitude dos demais, mas também pelo exemplo e principalmente pelo encantamento.

Então, acredito que pelo simples fato de colocar em pauta e ampliar a escala de discussão das questões ambientais e sociais, a Rio+20 já se faz indispensável. Agora é com a gente. Vamos cuidar do ambiente a nossa volta e de todos àqueles que nele habitam, sempre com um olhar coletivo e generoso.

Saulo Nixon
Coordenador e DENTISTA DO BEM de São Gonçalo/RJ