por Marília Martins
(coordenadora voluntária de Guarulhos/SP)

 

ODEIO RECEBER E-MAIL… essa é a grande verdade. Mas calma, vou me explicar!

Odeio e-mails em que sou apenas mais uma na enorme lista de endereços. Pode ser meu lado antissocial ou algum tipo de egocentrismo, ainda não sei, mas deixo isso para minha terapeuta descobrir. Ok, se for um grupinho pequeno de amigos falando besteiras… ADORO!!! E-mails profissionais ou da Tdb não entram nessa odiada lista, óbvio. O que eu detesto são as correntes religiosas ou que relacionam a sorte do indivíduo, apresentações no power point com mensagens bonitinhas e musiquinhas melosas, fotos de lugares lindíssimos em apresentações gigantescas (com a mesma musiquinha melosa), piadas sem-graça e tudo aquilo que não é dedicado à você exclusivamente.

Mas em um raro dia de extremo bom humor, me deparei com um texto que vou copiar e colar para vocês. Sim, Ctrl + C e Ctrl + V. Não sei quem escreveu, e se soubesse daria todo o mérito deste post a ele. (Amigo, se você ler esse singelo texto que escrevo, saiba que estou te aplaudindo de pé e sempre que você escrever qualquer coisa, por maior que seja a tolice, mande uma cópia para o meu endereço eletrônico, por favor!!!)

Sem mais delongas, já que o texto é grande pra caramba; leiam até o fim, releiam até o fim e reflitam o quanto conseguirem. Esse texto foi escrito para o processo seletivo de uma grande montadora de carros onde a pergunta era a seguinte: “Você tem experiência?”

“Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuei andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de doce.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num jardim particular.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
Qual é a sua experiência?.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência…experiência…
Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência?
Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?”

Com apenas 28 anos me considero uma pessoa experiente, visto que realizei 100% das atitudes acima (salvo algumas modificações).

E você, qual é a sua experiência NA vida?!?