18
jun
2014

Não há nada de Marx em ser elite

por Luiz Roberto Scott, dentista do bem de São Paulo/SP

 

Conceitualmente elite, do francês “élite”, significa escolhido. Pode designar, genericamente, um grupo hierarquicamente superior em instituições, grupos de trabalho e outras organizações. Em política, se refere à classe dominante – o que, no Brasil, tornou-se quase um xingamento.

Agora, me responda: que mal há em ser da elite?!

Quando busco um aprimoramento pessoal, em qualquer área de atuação, uma especialização que seja, acabo atingindo uma posição superior. De elite.

Quando escolho as melhores escolas para meus filhos, os cursos mais concorridos… idem!

Seleções de futebol são formadas pelas elites do futebol de cada país. A Copa do mundo reúne a elite das seleções.

Quando passo em um exame, com 85 candidatos por vaga. Concursos públicos ou não… Isto tudo é elite!

E não há nada de mal nisto. Pelo contrário, é demais! Requer esforço e dedicação. Requer aplicação, foco. O grande problema é a falta de oportunidades para que todo mundo tenha a chance de se tornar elite de alguma coisa.

Veja os meninos que atendemos no projeto Dentista do Bem, por exemplo. Quando resgatamos os seus sorrisos, estamos fazendo mais que isso. Estamos lhes dando chances. Ao trazê-los para a elite das pessoas que têm acesso a um tratamento odontológico digno, criamos uma oportunidade e proporcionamos uma transformação.

Em vez de combatermos as elites… e demonizá-las pelo simples fato de existirem, nós devemos, sim, procurar o melhor! E lutar para que os outros também tenham a oportunidade de fazê-lo.

 

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