16
jun
2014

Nossos filhos

por Walter da Silva Jr., dentista do bem de Bauru/SP

 

Há muitas gerações, alguns privilegiados, como nós, seguimos um script idêntico: por volta dos sete anos vamos para o 1º ano do ensino básico e finalizamos o ensino médio aos 17-18 anos – se não houver nenhum deslize. Aí, chegamos a um momento decisivo: a escolha da profissão.

Para os mais “jurássicos”, as opções eram mais restritas. Engenharia, Direito, Odontologia ou Medicina, basicamente. Hoje, a profusão de cursos superiores, técnicos e profissionalizantes é imensa. Observo a dificuldade dos futuros cidadãos nesse momento. Não seria bom se eles pudessem “dar um tempo” antes da escolha? Por que não trabalhar para amadurecer? Viajar? Fazer um curso? E só depois disso escolher as profissões que vão lhes acompanhar pelo resto das vidas?

O problema é que, na sociedade em que vivemos, a mudança desse roteiro é quase que impensável. As pessoas acreditam que o sucesso na vida depende da agilidade dessa decisão. Quanto antes se começa, antes se estabelece. E se alguém decide mudar essa história, todo mundo se surpreende. Por que isso aconteceu com meu filho(a)? O que vai ser dele?

Com isso estamos compactuando com uma produção em massa de profissionais infelizes – mas, algumas vezes, bem sucedidos. E esquecemos que estamos no mundo para sermos felizes.

Por isso, estou tentando transformar minha visão sobre assunto. E dando a meus filhos a chance de escolherem um novo caminho, um plano alternativo. Claro que a mudança de um pragmatismo gera muita incerteza. Mas esse é um risco que estou disposto a correr. Para dar ao mundo profissionais que amam a sua profissão. E que fazem a diferença na sociedade por causa disso.

Desejem-me sorte.

 

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